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Me sinto sufocada...

2020.09.26 03:46 amyciax Me sinto sufocada...

Bom, estou escrevendo pois preciso desabafar e não tenho ninguém e nem confio em alguém. Já faz 1 ano que me sinto inútil, puta, boba etc.. Meu problema é o amor, só me machuca. Tudo começou há exatamente 1 ano e 9 meses, me apaixonei pelo motorista de ônibus que passava perto de onde eu estudava, ele sempre me encarava me retrovisor...Um dia teve um evento na escola em que eu estudava e eu fui falar com ele para perguntar horário e daí começamos a conversar e ficar cada vez mais próximos, o tempo foi passando e eu queria algo a mais, porém nunca comentei nada, uns 6 meses depois eu descobri que ela tinha esposa, quando eu descobri foi um "choque" tão grande e eu chorei muito, mas muito mesmo...Depois disso nunca mais fui a mesma, eu fui me encontrar com ele depois de 1 semana, perguntei a ele sobre sua esposa e ele tentou se explicar de todas ás formas, disse várias coisas fofas, conseguiu me manipular, e eu desculpei ele... Ele me pediu em namoro e eu aceitei, ele era muito ciumento comigo, eu não podia falar de outros meninos, elogiar, conversar com outros meninos que ele já mandava eu me respeitar falava que isso era coisa de puta, várias coisas do gênero e cada vez eu me sentia mal, sufocada por não poder contar dele pros meus amigos/família e magoada por ele querer me controlar e me esconder de quase todos, mas eu não conseguia me afastar dele, sempre que tentava dava errado e eu voltava para ele. Quando foi um tempo depois ele trocou de linha e eu não encontrei mais ele, conversávamos apenas por mensagem, um dia a mulher dele me ligou várias vezes de madrugada e várias mensagens me xingando de tudo que é nome, eu me senti muito pior do que eu já estava, ela me contou que ele disse que eu era só uma rapariga dele, depois ele tentou se explicar para mim e reclamou que eu mandei os print da minha conversa com ele para ela, acreditei nele mais uma vez e lá vou eu de novo, mas para o alivio de algumas pessoas e meu também, eu não fiquei com ele consegui ver a burrice que eu estava fazendo. Com o tempo fui me recuperando, passou 2 meses e eu ainda amava ele, tentei outros caras, mas não rolava. Eu comecei a esquecer ele depois de ter conhecido um menino da barbearia aqui perto onde moro, faz um tempinho que eu conheço ele, mas só tínhamos conversado quando fui cortar o cabelo lá. Começamos a ficar próximos e aí nós ficamos, mas foi muito rápido, ele queria me encontrar na casa dele, mas enrolei ele e nem fui... Quando foi na outra semana, eu desconfiei que ele tinha namorada pq ele se preocupava dms com as pessoas que iria me ver, então eu ignorei esse fato e fui lá para barbearia perguntar se ele tinha namorada, mas quando cheguei lá, perdi a coragem de perguntar, então ficamos dnv no banheiro, ele queria algo a mais, mas não facilitei para ele, depois quando já estava perto das 19hrs, fui embora cheguei em casa e fui pesquisar o instagram dele, e tinha lá na bio dele o @ dela e essa menina eu vi ela pessoalmente uma vez quando fui lá, na hora que vi eu fiquei chocada não acreditei que estava acontecendo tudo dnv, eu entrei em desespero e chorei muitoo, eu acho que eu gosto dele, mas vou tentar de tudo para não cair no papinho dele.. Eu estou tão magoada, pq sempre são pessoas que já estão em relacionamentos? Pq todos os homens só tem segundas intenções comigo? Eu não aguento mais... Pode parecer drama, mas isso me machuca muito e me faz muito mal, eu sou bastante ansiosa e emotiva, acho que isso pode me levar para uma depressão...
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2020.09.26 01:53 altovaliriano Descriptografando a Carta Rosa

Texto original: https://cantuse.wordpress.com/2014/09/30/the-pink-lette
Autor: Cantuse
Partes traduzidas: 1) A Estrada Para Vila Acidentada, 2) Uma Aliança de Gigantes e Reis, 3) Despindo o Homem Encapuzado, 4) Confronto nas Criptas, 5) Tendências Suicidas
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OBS: Esta é a última parte que traduziremos por agora.
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O MANIFESTO : VOLUME II, CAPÍTULO VII

Não há como negar que resolver o mistério da Carta Rosa é uma imbróglio complicado. Já existem dezenas de teorias.
Resolver esse mistério tem sido um dos grandes objetivos do Manifesto desde o início, e acho que fiz um bom trabalho de construção progressiva até este ponto.
NOTA: O ideal era que você tivesse lido todos os ensaios até este ponto, mas se você insiste em ler assim, eu sugiro que pelo menos você leia Confronto nas Criptas e Tendências Suicidas primeiro.
Vamos direto ao assunto. Neste ensaio, estou apresentando os seguintes argumentos.
À luz das muitas teorias anteriores estabelecidas aqui no Manifesto, podemos desenvolver um entendimento muito convincente da chamada Carta Rosa e do que ela realmente diz.
[...]

A CARTA ROSA

Esta seção é apenas uma recapitulação da carta, seu texto e as várias outras características que possui.
Coloco esta seção aqui como uma referência fácil durante a leitura deste ensaio.

O texto

Seu falso rei está morto, bastardo. Ele e toda sua tropa foram esmagados em sete dias de batalha. Estou com a espada mágica dele. Conte isso para a puta vermelha.
Os amigos de seu falso rei estão mortos. Suas cabeças estão sobre as muralhas de Winterfell. Venha vê-las, bastardo. Seu falso rei morreu, e o mesmo acontecerá com você. Você disse ao mundo que queimou o Rei-para-lá-da-Muralha. Em vez disso, você o enviou para Winterfell, para roubar minha noiva.
Terei minha noiva de volta. Se quer Mance Rayder de volta, venha buscá-lo. Eu o tenho em uma jaula, para que todo o Norte possa ver, a prova de suas mentiras. A jaula é fria, mas fiz um manto quente para ele, com as peles das seis putas que o seguiram até Winterfell.
Quero minha noiva de volta. Quero a rainha do falso rei. Quero a filha deles e a bruxa vermelha. Quero sua princesa selvagem. Quero seu pequeno príncipe, o bebê selvagem. Quero meu Fedor. Mande-os para mim, bastardo, e não incomodarei você e seus corvos negros. Fique com eles, e eu arrancarei seu coração bastardo e o comerei.
Estava assinado:
Ramsay Bolton
Legítimo Senhor de Winterfel
(ADWD, Jon XIII)

A descrição da carta

Bastardo, era a única palavra escrita do lado de fora do pergaminho. Nada de Lorde Snow ou Jon Snow ou Senhor Comandante. Simplesmente Bastardo. E a carta estava selada com um pelote duro de cera rosa.
Estava certo em vir imediatamente – Jon falou. Está certo em ter medo.
(ADWD, Jon XIII)

DIFICILMENTE O BASTARDO

Acho que já fiz um argumento convincente de que Mance Rayder está disfarçado de Ramsay Bolton (veja o Confronto nas Criptas).
Mas tenho certeza de que os leitores apreciariam pelo menos uma rápida avaliação das muitas outras razões pelas quais não acredito que a carta possa ser de Ramsay.
Especificamente, esta seção está identificando maneiras pelas quais a carta é incoerente com o que sabemos sobre Ramsay. Não acredito que nada disso por si só desqualifique Ramsay como autor, mas coletivamente elas geram grandes dúvidas.
Se minuciosas listas de evidências o aborrecem, pule para a próxima seção.

Falta o botão

Todas as cartas anteriores de Ramsay foram seladas com "botões" bem formados de cera:
Empurrou o pergaminho, como se não pudesse esperar para se ver livre dele. Estava firmemente enrolado e selado com um botão de cera dura rosa.
(ADWD, A noiva rebelde)
Clydas estendeu o pergaminho adiante. Estava firmemente enrolado e selado, com um botão de cera rosa dura.
(ADWD, Jon VI)
A Carta Rosa é lacrada com "pelote duro de cera rosa", uma discrepância notável.

Cabeças na Muralha

Enfiar cabeças em lanças parece um tanto incoerente com o estilo pessoal de Ramsay e com os maneirismos de Bolton observados a esse respeito: esfolar ou enforcar.

Sem pele ou sangue

Um dos artifícios mais conhecidos de Ramsay é o envio de mensagens escritas com sangue e com pedaços de pele anexados.
Não há menção de sangue usado como tinta, nem está implícito, como ocorre em outras cartas que parecem ser dele. Definitivamente, não há menção a um pedaço de pele, o que é estranho, considerando que Ramsay afirma ter Mance Rayder e todas as seis esposas de lança ... certamente uma delas poderia fornecer um pouco de pele.

Como Ramsay saberia?

Por que Ramsay pede Theon a Jon ?
Se Theon foi entregue a Stannis, e Stannis tinha toda a intenção de matá-lo, por que Ramsay acreditaria que Theon está agora com Jon?
Nem mesmo Mance Rayder saberia disso.
Além disso, “Arya” foi entregue a Stannis também, via Mors Papa-Corvos.
Por que ele acreditaria que Arya está com Jon?
Se todo a hoste de Stannis foi realmente destruída, você deve se perguntar onde Ramsay ficou sabendo destes detalhes, principalmente com relação a Theon.
É uma suposição sensata pensar que Stannis pode enviar "Arya" de volta a Castelo Negro (na verdade, foi o que Stannis faz), mas mesmo uma formação primária em inteligência [militar] torna óbvio que Theon seria de grande valor estratégico em uma batalha contra Winterfell, mas em nenhum outro lugar.
Uma pessoa pode então arguir que isso só pode significar que o corpo de Theon não foi descoberto entre os mortos. No entanto, dadas as condições meteorológicas, essa provavelmente é uma tarefa impossível de realizar. Portanto, Ramsay não teria nenhuma base e nenhuma confiança para pensar que Jon tinha Theon em absoluto.

ENDEREÇADO À MULHER VERMELHA

No início deste ensaio, declarei que a Carta Rosa se destinava especialmente a Melisandre. Preciso lhes dar as evidências. Tanto aquelas dedutivas (ou razoáveis), quanto aquelas que estão implícitas ou que foram estabelecidas daquele jeito inteligente e sutil que Martin faz com frequência.

Missão de Mance

Como já estabeleci no Manifesto, a missão de Mance baseava-se em saber onde seria o casamento de Arya.
Assim, quando Jon recebeu seu convite de casamento, Mance deveria partir para Vila Acidentada.
Jon acidentalmente recebeu o convite enquanto estava no pátio de treinamento, lutando com Mance disfarçado de Camisa de Chocalho. Assim, Mance foi capaz de simplesmente ouvir o local. Mas não podemos presumir que Mance e Melisandre apostaram tudo em terem a sorte de ouvir qual seria o local.
Uma dedução simples conclui que Mance era capaz e estava determinado a ler as cartas no quarto de Jon até que surgisse a localização.
NOTA: Se esta explicação parece insuficiente, eu apresento o argumento por completo em um ensaio anterior A estrada para Vila Acidentada.
Isso também significa que o convite não era realmente para Jon, mas sim para Melisandre e Mance, como um 'gatilho' para o início de sua missão. Novamente, eu explico a base para essas conclusões no ensaio mencionado acima.
Isso estabelece o precedente de que as mensagens enviadas para Castelo Negro podem, de fato, ter a intenção de se comunicar secretamente com Melisandre.

Ratos Cinzentos

Aqui há um exemplo de Martin possivelmente invocando um dispositivo que é sua marca registrada: enterrar recursos de enredo relevantes para uma história em outra, geralmente via metáforas ou alegorias inteligentes.
Três citações devem ser suficientes para você entender (em negrito, para dar ênfase nas partes principais):
Três deles entraram juntos pela porta do senhor, atrás do palanque; um alto, um gordo e um muito jovem, mas, em suas túnicas e correntes, eram três ervilhas cinza de uma vagem negra.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
:::
Se eu fosse rainha, a primeira coisa que faria seria matar todos esses ratos cinzentos. Eles correm por todos os lados, vivendo dos restos de seus senhores, tagarelando uns com os outros, sussurrando no ouvido de seus mestres. Mas quem são os mestres e quem são os servos, realmente? Todo grande senhor tem seu meistre, todo senhor menor deseja ter um. Se você não tem um meistre, dizem que você é de pouca importância. Esses ratos cinzentos leem e escrevem nossas cartas, principalmente para aqueles senhores que não conseguem ler eles mesmos, e quem diz com certeza que eles não estão torcendo as palavras para seus próprios fins? Que bem eles fazem, eu lhe pergunto.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
:::
Lorde Snow. – A voz era de Melisandre.
A surpresa o fez afastar-se dela.
Senhora Melisandre. – Deu um passo para trás. – Confundi você com outra pessoa.À noite, todas as vestes são cinza. E subitamente a dela era vermelha.
(ADWD, Jon VI)
A noção de que todos os mantos são cinza parece equivocada: Melisandre equivale a um meistre .
O que é verdade em muitos sentidos: ela é definitivamente uma conselheira de Stannis e 'sussurra' em seu ouvido. E talvez o mais notável seja o fato de que muitos questionam quem realmente está no comando: Stannis ou sua mulher vermelha?
Quando você vê esses paralelos, a alusão a ela usar vestes cinzas tem uma conexão forte e interessante com o conceito de cartas em que alguém está 'torcendo as palavras'.
Afinal, eu dei argumentos convincentes de que o convite de casamento de Jon era para Mance e Melisandre e foi enviado por Mors Papa-Corvos. Alguém contestaria a noção muito razoável de que outras cartas seriam igualmente confidenciais?
Outra coisa engraçada sobre essa ideia é que Melisandre literalmente distorce as palavras para seus próprios propósitos:
O som ecoou estranhamente pelos cantos do quarto e se torceu como um verme dentro dos ouvidos deles. O selvagem ouviu uma palavra, o corvo, outra. Nenhuma delas era palavra que saíra dos lábios dela.
(ADWD, Melisandre)

Uma bela truta gorda

Há um outro elemento temático que sugere que as cartas podem possuir conteúdos secretos, uma característica interessante atribuída a duas cartas diferentes em As crônicas de gelo e fogo.
A primeira carta é a de Walder Frey, enviada a Tywin após o Casamento Vermelho:
O pai estendeu um rolo de pergaminho para ele. Alguém o alisara, mas ainda tentava se enrolar. “A Roslin pegou uma bela truta gorda”, dizia a mensagem. “Os irmãos ofereceram-lhe um par de pele de lobo como presente de casamento.” Tyrion virou o pergaminho para inspecionar o selo quebrado. A cera era cinza-prateada, e impressas nela encontravam-se as torres gêmeas da Casa Frey.
O Senhor da Travessia imagina que está sendo poético? Ou será que isso pretende nos confundir? – Tyrion fungou. – A truta deve ser Edmure Tully, as peles…
(ASOS, Tyrion V)
A segunda é a carta ostensiva que Stannis escreveu a Jon Snow enquanto estava em Bosque Profundo. Não vou citar a carta (é um texto imenso), apenas um elemento da descrição:
No momento em que Jon colocou a carta de lado, o pergaminho se enrolou novamente, como se ansioso para proteger seus segredos. Não estava seguro sobre como se sentia a respeito do que acabara de ler.
(ADWD, Jon VII)
O que estou tentando apontar aqui é que a primeira mensagem de Walder Frey definitivamente tinha uma mensagem inteligentemente escondida. E por alguma razão, Martin decidiu mostrar que a carta 'queria' enrolar-se novamente.
A segunda mensagem também quer enrolar-se e, se você a ler com atenção, há um grande número de coisas que são totalmente incorretas ou atípicas em relação a Stannis nela. Cavaleiros homens de ferro? Execução por enforcamento?
Já tomei a liberdade de esquadrinhar tortuosamente os livros e não consigo encontrar de pronto outros exemplos em que as cartas foram personificadas dessa maneira.
Junto com os pontos anteriores, este não reforçaria a ideia de que Melisandre (e Mance por um tempo) está recebendo mensagens camufladas enquanto está em Castelo Negro?

Carta de Lysa

Outra indicação de que tais 'cartas codificadas' não são incomuns é que uma das primeiras cartas que vimos nos livros era uma: a que Catelyn recebe de Lysa.
Seus olhos moveram-se sobre as palavras. A princípio pareceu não encontrar nenhum sentido. Mas depois se recordou.
Lysa não deixou nada ao acaso. Quando éramos meninas, tínhamos uma língua privada.
(AGOT, Catelyn II)
* * \*
Deve ser apontado que isso também faz sentido de uma perspectiva puramente lógica. Como já argui veementemente que Stannis, Mance e Melisandre conspiraram juntos, faria sentido que todas as partes precisassem ser capazes de se comunicar de uma forma que protegesse a referida conspiração.
Nesse ponto, tal tipo de carta constitui a opção mais adequada, como mostram as cartas de Walder Frey e Lysa Tully.
Esse tipo de proteção de carta – enterrar uma mensagem secreta em outra mensagem, de modo que não possa ser detectada – é conhecido como esteganografia.
A Dança dos Dragões faz de tudo para educar os leitores de que nem sempre se pode confiar nos meistres com segredos: ouvimos isso de Wyman Manderly e Barbrey Dustin. No entanto, se um rei ou outro oficial escrever suas cartas com mensagens secretas esteganográficas, os verdadeiros detalhes serão ocultados até mesmo dos meistres. Na verdade, foi exatamente isso que observamos na carta de Walder Frey a Tywin Lannister.
Meu objetivo final neste ensaio é convencê-lo de que a Carta Rosa é uma mensagem esteganográfica de Mance Rayder para Melisandre. A forma como foi escrita esconde seus segredos de qualquer meistre (ou Jon Snow) que tente interpretá-la.
A principal desvantagem de tentar decifrar qualquer mensagem esteganográfica é esta:
Por que eles não encontraram nada? Talvez eles não tenham procurado o suficiente. Mas há um dilema aqui, o dilema que capacita a esteganografia. Você nunca sabe se há uma mensagem oculta. Você pode pesquisar e pesquisar, e quando não encontrar nada, você pode apenas concluir “talvez eu não procurei com atenção”, mas talvez não haja nada para encontrar.
ESTRANHOS HORIZONTES, ESTEGANOGRAFIA: COMO ENVIAR UMA MENSAGEM SECRETA
Isso significa que a única maneira real de provar a você que Mance escreveu a Carta Rosa é se eu conseguir encontrar uma tradução irresistivelmente convincente de qualquer conteúdo secreto que ela possa ter.
E mesmo assim você pode argumentar que não é verdade. Embora eu espere que você não diga isso quando terminar este ensaio.

Querida Melisandre

Além de todos os pontos acima, Melisandre consegue tornar tudo ainda mais explícito. Antes da chegada da Carta Rosa, Melisandre diz:
Todas as suas perguntas serão respondidas. Olhe para os céus, Lorde Snow. E, quandotiver suas respostas, envie para mim. O inverno está quase sobre nós. Sou sua única esperança.
(ADWD, Jon XIII)
Isso parece enfaticamente dizer a Jon que ela quer vê-lo depois que a carta chegar.
Observe como ela está lá quando Jon decide ler a carta em voz alta no Salão dos Escudos. Eu sei que isso parece um detalhe trivial, mas considere que ela não apareceu antes do início da reunião e que ela desapareceu quase imediatamente após Jon terminar.
Isso está relacionado à principal preocupação que a vemos expressar em sua conversa com Jon antes da chegada da carta: abandonar a caminhada para resgatar os que estavam em Durolar.
Mas por que?
Este é um ponto que revelarei mais tarde no Manifesto. Por enquanto, deve bastar saber que Melisandre queria ver ou ouvir o conteúdo dessa carta.

VERNÁCULO SELVAGEM

Nas próximas duas seções, demonstrarei por que a Carta Rosa foi escrita por Mance. Esta primeira seção consiste em detalhes o que vemos no texto, a linguagem usada e assim por diante.
Em particular, existem frases que são bastante específicas para Mance (ou que excluem Ramsay), e também detalhes que são específicos para a conspiração Mance-Melisandre.
Se minuciosas listas de evidências o aborrecem, pule para a próxima seção.

“Falso Rei”

Esta frase é especificamente o que Melisandre usa para se referir a Mance Rayder, ela o chama de falso rei duas vezes. Quase não aparece em nenhum outro lugar em A Dança dos Dragões , a exceção sendo uma instância onde Wyman Manderly declara Stannis um falso rei.

“Corvos Negros”

Os selvagens são as únicas pessoas que usam os termos corvo ou corvo negro em um sentido depreciativo.
A única exceção a isso é Jon Snow (o que é interessante), quando ele está tentando convencer o povo livre.

“Princesa Selvagem” e “Pequeno Príncipe”

O termo princesa selvagem abunda na Muralha, uma invenção dos irmãos negros que então se espalhou entre os homens da rainha.
O pequeno príncipe foi especificamente apresentado na Muralha, primeiro por Melisandre e depois por Goiva:
Melisandre tocou o rubi em seu pescoço. – Goiva está amamentando o filho de Dalla, além do seu próprio. Parece cruel separar nosso pequeno príncipe de seu irmão de leite, senhor.
(ADWD, Jon I)
Faça o mesmo, senhor. – Goiva não parecia ter nenhuma pressa em subir na carroça. – Faça o mesmo pelo outro. Encontre uma ama de leite para ele, como disse que faria. Prometeu-me isso. O menino... o menino de Dalla... o principezinho, quero dizer... encontre uma boa mulher pra ele, pra que ele cresça grande e forte.
(ADWD, Jon II)
Embora uma pessoa possa pensar que Melisandre está sugerindo de maneira sutil que sabe sobre a troca do bebê, isso não fica claro. O trecho sobre Goiva certamente deixa isso explícito.
O verdadeiro ponto aqui é que a terminologia aqui só foi vista antes na Muralha. Além disso, uma vez que nem Val nem o filho de Mance são verdadeiramente da realeza, não faz muito sentido que Mance ou qualquer uma das esposas de lança digam que são, mesmo que sob tortura.

Para que todo o Norte possa ver

O autor afirma que tem Mance Rayder em uma jaula para que todo o Norte possa ver.
Mance disse algo muito semelhante a Jon anteriormente:
Ele queimou o homem que tinha que queimar, para todo mundo ver. Fazemos o que temos que fazer, Snow. Até mesmo reis.
(ADWD, Jon VI)

INCLINAÇÃO PARA A SAGACIDADE

Além dos vários atributos já citados que favorecem Mance como autor, há um que se sobressai a todos:

Disfarçado de Camisa de Chocalho

Observe:
Vou patrulhar para você, bastardo – Camisa de Chocalho declarou. – Darei conselhos sábios, ou cantarei canções bonitas, o que preferir. Até lutarei por você. Só não me peça para usar esse seu manto.
(ADWD, Jon IV)
É muito difícil negar que esta não seria uma grande alusão ao próprio Mance em quase todos os detalhes. É tão certeiro que estou surpreso de que Melisandre ou Stannis não o tenham repreendido ou o mandado calar a boca.
Stannis queimou o homem errado.
Não. – O selvagem sorriu para ele com a boca cheia de dentes marrons e quebrados. – Ele queimou o homem que tinha que queimar, para todo mundo ver. Fazemos o que temos que fazer, Snow. Até mesmo reis.
(ADWD, Jon VI)
Esta é uma maneira inteligente de sugerir que Stannis queimou o Camisa de Chocalho verdadeiro no lugar de Mance, apenas porque o mundo precisava ver Mance morrer, não porque os crimes de Mance justificassem a execução.
Eu poderia visitar você tão facilmente, meu senhor. Aqueles guardas em sua porta são uma piada de mau gosto. Um homem que escalou a Muralha meia centena de vezes pode subir em uma janela com bastante facilidade. Mas o que de bom viria de sua morte? Os corvos apenas escolheriam alguém pior.
(ADWD, Melisandre)
Como observei em outro ponto do texto, muito provavelmente se esperava que Mance subisse aos aposentos de Jon e lesse suas cartas, se assim fosse necessário para descobrir o local do casamento. Portanto, esta passagem parece ser uma dica engraçada de que ele pode ter estado nos aposentos de Jon, sem nunca tê-lo matado.

Disfarçado de Abel

O apelido de Mance por si só é uma pista inteligente, mas ele dá um passo além em muitos aspectos ao se passar por Abel.
Perto do palanque, Abel arranhava seu alaúde e cantava Belas donzelas do verão. Ele se chama de bardo. Na verdade, é mais um cafetão.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
Aparentemente, muito pouco se sabe sobre a música. No entanto, um exame cuidadoso de um capítulo em A Tormenta de Espadas revela o primeiro verso da música (pelo menos na minha opinião):
– Vou à Vila Gaivota ver a bela donzela, ei-ou, ei-ou...
Co’a ponta da espada roubarei um beijo dela, ei-ou, ei-ou.
Será o meu amor, descansando sob a tela, ei-ou, ei-ou.
(ASOS, Arya II)
Uma escolha de música inteligente considerando sua inspiração em Bael, o lendário ladrão de filhas que se escondeu nas criptas Stark.
O mesmo poderia ser dito sobre a deturpação de “A Mulher do Dornês” quando ele mudou a letra para ser sobre a “filha de um nortenho”.
Além disso, há ocasiões em que ele toca uma música “triste e suave”, que já demonstrei ser um sinal para as esposas de lança.

UMA TRADUÇÃO LINHA-A-LINHA

Essa é a parte essencial do texto. Vou percorrer toda a Carta Rosa e explicar o que ela realmente diz. Lembre-se de que você deve ter chegado a este ponto no Manifesto tendo lido os textos anteriores, o que significaria que você já assumiu as seguintes premissas (ou pelo menos suspendeu sua descrença sobre elas):
Há apenas uma nova suposição que eu gostaria de fazer, uma bem sensata:
Mance saber esse único detalhe fornece uma pista impressionante para decifrar a Carta Rosa.
Agora vamos lá...

Primeiro parágrafo

Seu falso rei está morto, bastardo.
Isso significa que Stannis fingiu sua morte.
Ele e toda sua tropa foram esmagados em sete dias de batalha.
Isso diz mais ou menos a mesma coisa. Eu acredito que diz ainda mais, mas vou guardar para mais tarde.
Estou com a espada mágica dele.
Como parte da simulação de sua morte, a Luminífera de Stannis será levada para "Ramsay". Isso permite que os Boltons concluam que Stannis está morto, apesar haver uma quantidade limitada de outras evidências sobre isso.
Conte isso para a puta vermelha.
Literalmente, isso está instruindo Jon a contar a Melisandre. É muito interessante que Melisandre tenha implorado a Jon para 'envia-a para mim' depois de ler a carta, e o autor da carta está sugerindo exatamente a mesma coisa.
Coletivamente, o primeiro parágrafo parece um resumo dos principais detalhes: está dizendo que Stannis fingiu sua morte, provavelmente ganhou a batalha, mas que os Boltons estão convencidos da própria vitória. É muita informação de inteligência transmitida em um único parágrafo.
A linha sobre a espada é o que eu acredito ser um sinal a Melisandre para que começasse quaisquer próximos passos que ela tenha em mente (que serão discutidos posteriormente neste Manifesto).

Segundo parágrafo

Os amigos do seu falso rei estão mortos.
Isso significa que os aliados de Stannis também estão fingindo morte. Muito provavelmente, isso significa as tropas daqueles que viajam com Stannis. Por exemplo, Mors Papa-Corvos e seu bando de meninos verdes.
Suas cabeças estão sobre as muralhas de Winterfell.
Usar 'sobre' no sentido de estar perto de algo, isso significa que Mors está nas redondezas de Winterfell.
Venha vê-los, bastardo.
Esta é uma das várias provocações da carta, embora implique que Jon deveria viajar para Winterfell.
Seu falso rei mentiu, e você também. Você disse ao mundo que queimou o Rei-para-lá-da-Muralha.
[na versão brasileira, a frase começa com “Seu falso rei morreu, e o mesmo acontecerá com você”, uma tradução errada do texto original]
Este é o início do anúncio de que Mance Rayder está vivo. A parte em que o autor diz 'Você disse ao mundo' é muito semelhante ao que Mance disse a Jon: “Ele queimou o homem que tinha que queimar, para todo mundo ver. Fazemos o que temos que fazer, Snow. Até mesmo reis.” (ADWD, Jon VI)
Em vez disso, você o enviou para Winterfell, para roubar minha noiva.
Isso informa Jon e Melisandre que Mance terminou em Winterfell. Isso é importante porque, se você se lembra, Mance partiu originalmente para Vila Acidentada. Esta linha, portanto, confirma para onde Mance foi. Também revela que o autor conhecia a missão de Mance.
No todo, o parágrafo parece sugerir que Jon ou alguém precisa se juntar a Mors do lado de fora de Winterfell.
Este parágrafo declara ainda que Jon quebrou seus votos ajudando Stannis e Mance na tentativa de roubar Arya Stark. Isso é interessante porque Jon de fato não queria fazer isso, ele apenas queria resgatar Arya na estrada, presumindo que ela já tivesse escapado. O fato de a carta declarar esses detalhes mostra um esforço calculado para minar a honra e a legitimidade de Jon.

Terceiro parágrafo

Terei minha noiva de volta.
Isso nos diz claramente que “Arya” foi resgatada.
Se quer Mance Rayder de volta, venha buscá-lo. Eu o tenho em uma jaula, para que todo o Norte possa ver, a prova de suas mentiras.
Isso requer uma perspicaz (porém, simples) interpretação da falsa execução do próprio Mance.
Se assumirmos que minha teoria no Confronto nas Criptas está correta, duas observações podem ser feitas:
O acréscimo de ' prova de suas mentiras ' indica que Ramsay não está sob a magia de disfarce e, portanto, caso ele seja encontrado, isso arruinaria o truque.
Tudo isso somado, a implicação da frase dupla:
A jaula é fria, mas fiz um manto quente para ele, com as peles das seis putas que o seguiram até Winterfell.
Esta é uma referência à maneira como Melisandre disse que as seduções [glamors] funcionam: vestindo-se a sombra de outra pessoa como capa. Também parece uma possível alusão a usar a pele de outra pessoa, de acordo com o conto de Bael, o Bardo.
Na íntegra, o terceiro parágrafo parece deixar uma mensagem de que Mance conseguiu se disfarçar de Ramsay, que Ramsay está vivo como um prisioneiro nas criptas e que ninguém parece saber disso. Também pode significar que nenhuma das esposas de lança traiu seu segredo.

Quarto parágrafo

Ao contrário dos parágrafos anteriores, acredito que o quarto parágrafo é direcionado diretamente a Jon Snow. Melisandre pode saber o segredo por trás de seu conteúdo, mas este parágrafo foi elaborado para ter um efeito específico sobre Lorde Snow.
Quero minha noiva de volta. Quero a rainha do falso rei. Quero a filha deles e a bruxa vermelha. Quero sua princesa selvagem. Quero seu pequeno príncipe, o bebê selvagem. Quero meu Fedor.
Essas frases apresentam uma lista de demandas, muitas das quais Jon não tem capacidade de cumprir. Ele não tem permissão para enviar Selyse, Shireen, Melisandre, Val ou o filho de Mance para Winterfell.
Além disso, ele não tem ideia de quem é Fedor.
E independentemente da identidade de Ramsay (o real ou o disfarçado), ambos saberiam que Jon não tem ideia de quem é Fedor.
Esses pedidos colocaram Jon em uma posição tênue. A carta declara abertamente que Jon violou seus juramentos à Patrulha da Noite, participou de uma mentira quando colaborou para resgatar Arya usando Mance, o que também beneficiou a causa de Stannis.
Mande-os para mim, bastardo, e não incomodarei você e seus corvos negros. Fique com eles, e eu arrancarei seu coração bastardo e o comerei.
Esta ameaça sugere fortemente que Jon precisa cooperar ou ele será atacado. Considerando que os Boltons são aliados dos Lannisters, é razoável concluir que os Boltons também usariam a oportunidade para destruir as forças de Stannis em Castelo Negro e fazer muitos reféns.
A carta deixa claro: o envolvimento de Jon com Mance e Stannis resultou em uma ameaça à Muralha, à Patrulha da Noite e à família de Stannis e ao assento de poder.
Jon é então forçado a um dilema:
Em ambos os casos, ele está ferrado e proscrito como um violador de juramentos.
Então, por que Mance enviaria uma linguagem tão provocativa para Jon e Melisandre?
A resposta deriva de vários fatos, alguns dos quais serão discutidos posteriormente no Manifesto. Mas a resposta simples é esta:
O que posso dizer neste momento é que Mance, Melisandre e Stannis sabem que Jon estava disposto a violar seus votos quando era necessário servir à Patrulha da Noite (e por extensão aos sete reinos).
Forçando Jon a se tornar um violador de juramentos, Melisandre e Stannis são capazes de usá-lo de outras maneiras, particularmente de maneiras que não envolvem sua permanência na Patrulha.
Com que propósito Stannis e Melisandre usariam Jon Snow, o violador de juramentos?
Infelizmente para Jon, ele mesmo forneceu a Stannis o motivo para 'roubá-lo' da Patrulha da Noite.
Explicar melhor isso é um dos pontos principais do Volume III do Manifesto.

CONCLUSÕES

A carta como um todo parece ser coerente com as teorias que descrevi até agora, particularmente com o resultado do ‘confronto nas criptas’.
Como discuto nos apêndices, também é coerente com algumas interpretações reveladoras das visões de Melisandre.
Obviamente Melisandre acreditava que a Carta Rosa responderia às perguntas de Jon sobre Stannis, Arya e Mance, e a carta o fez. Ela pensou que isso o obrigaria a confiar nela.
Embora a Carta Rosa tenha respondido suas perguntas, ele ignorou tanto a carta quanto Melisandre quando se recusou a procurá-la e agiu por conta própria. Acredito que isso se deva em grande parte ao fato de ele não perceber que havia segredos no texto; ele entendeu a carta pelo significado literal.
Existem algumas grandes questões que permanecem abertas:
Além disso, parece que Melisandre queria um ou ambos das seguintes coisas:

IMPLICAÇÕES

As perguntas e conclusões que podemos fazer parecem sugerir que chegamos a um beco sem saída. De fato, se continuarmos a tentar entender as coisas pelo ângulo de Mance Rayder, será.
Se dermos um passo para trás e começarmos a investigar algumas das outras pistas, preocupações e mistérios em A Dança dos Dragões, surgem novas ideias que nos levam de volta a Mance e Stannis.
Para aguçar seu apetite, aqui estão as questões importantes, antes de avançarmos para o próximo volume do Manifesto:
Essas e outras perguntas são respondidas no próximo volume do Manifesto, ‘O Reino irá Tremer’.
E, finalmente, para terminar com algum floreio, aqui está uma passagem de A Dança dos Dragões:
O Donzela Tímida movia-se pela neblina como um homem cego tateando seu caminho em um salão desconhecido.
(ADWD, Tyrion V)
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2020.09.24 05:04 DrackNael Capítulo 5 A aldeia navajo

A aldeia navajo

Em algum lugar próximo a floresta no que aparenta ser uma aldeia indígena com cerca de 30 tendas colocadas todas em forma circular deixando apenas um grande espaço na parte da frente do terreno que possuía uma enorme fogueira e dava de frente para a entrada do lugar que não possuía portões más era todo cercado apenas sem cercas na parte da entrada. Onde um homem de pele avermelhada de cabelos brancos indicando sua idade já avançada já meio encurvado por causa da idade usando uma pele simples em suas costas e uma espécie de chapéu adornada com penas e galhos fazendo a forma de um falcão, está parado imóvel bem na entrada da aldeia com o olhar distante que observa toda a estrada que vai da aldeia, atravessando toda uma pradaria e adentrando a grande floresta a frente. Quando um homem se aproxima andando calmamente pelas suas costas, esse um pouco mais jovem, más também já de cabelos grisalhos, semelhante com o outro, mas esse possuía em sua cabeça um chapéu mais chamativo, feito todo de penas brancas presas a uma tira de couro com uma faixa vermelha nela.
-O que você vê Shaman? -, pergunta o homem mais novo que acabará de chegar.
-Hum! Não sei dizer, os espíritos não me mostram com clareza -, diz ele pensativo, - uma grande luz carregando uma grande escuridão, trazendo tristeza para o nosso povo -. Continuou o homem.
-Um inimigo? Um dos mercenários da floresta? -, pergunta o outro.
-Não sei dizer, os espíritos não me mostram com clareza, mas não me mostram intenções ruins -. Termina o homem se dirigindo para uma das tendas no centro, que chama atenção por ser adornada com penas e ossos de animais na sua frente.
Cerca de algumas horas depois sai da floresta o cortejo fúnebre puxado por Drack indo em direção da aldeia.
-Olhem ! -, alerta uma das pessoas da aldeia.
-Va chamar Nuvem Branca!-, diz outra.
Pouco depois o chefe sai de sua tenda que aparentava ter apenas um totem de cada lado da entrada.
-Chamem o Shaman-, fala ele chegando a entrada da aldeia e se dirigindo a um dos que estavam ali.
Enquanto isso o grupo chega a entrada.
-Quem é você cão branco? Por que puxa nossos irmãos mortos?-, diz um dos índios mais jovem parado ao lado do chefe parecendo estar com grande raiva.
-É , hum -, diz Drack sem saber o que dizer ao certo.
-Aqui-, diz Lobo Marrom do travois.
Enquanto o jovem se dirige a Lobo Marrom.
-Por Manitu Lobo Marrom o que aconteceu?-, diz ele em estado de surpresa.
Enquanto os outros índios iam puxando os cavalos para começar a tratar dos seus mortos, enquanto algumas mulheres choravam no fundo, e crianças eram colocadas para dentro das tendas, era uma cena desagradável para todos, jovens estarem mortos daquela forma.
Nisso o Shamam vinha se dirigindo ao encontro de todos.
-Lobo Marrom está ferido , levem-no para minha tenda-, diz ele dirigindo sua atenção a Drack, o olhando dos pés a cabeça , que ainda estava montado no cavalo e nem tinha se mexido para não fazer nada suspeito.
-Tratarei de Lobo Marrom e já vou ao encontro de vocês -, diz ele dirigindo-se a Nuvem Branca que estava parado ali prestando atenção em tudo e ainda não havia dito uma palavra, -Leve-o para sua aldeia Grande Chefe ja encontro vocês-, diz ele se dirigindo a nuvem branca e indo de volta para sua tenda para tratar Lobo Marrom.
-Por favor jovem me acompanhe -, diz o Chefe com o olhar suspeito para Drack.
-Sim senhor!-, diz ele descendo do cavalo lentamente e seguindo o homem, enquanto é observado por vários índios com olhar de ódio e raiva para cima do rapaz, com certeza só esperavam a ordem do chefe para partir pra cima do rapaz.
Drack segue Nuvem Branca que entra na tenda com os totens na frente, seguido logo atrás do rapaz, 2 jovens índios que o escoltavam com receio de que o rapaz pudesse fazer algo ao seu chefe. Quando Drack entra pode ver uma tenda de tamanho mediano , com o que parecer ser uma cama de peles na sua direita , um bau do outro lado , uma fogueira no centro da tenda e alguns adornos de peles e galhos no teto. O Chefe se senta do outro lado da entrada de frente para a pequena fogueira , onde aponta para Drack fazer o mesmo de frente para ele.Drack se senta e permanece em silêncio, obviamente o homem a sua frente era importante ali e ele não queria dizer nada idiota.
-Então meu jovem, conte sua história! -, diz o homem com um tom calmo.
Então Drack conta tudo que aconteceu desde a sua saída do mosteiro até a chegada na floresta e o encontro com Lobo Marrom e seus inimigos.
-O mosteiro dos cavaleiros renegados que fica no centro do Grande Lago de Calmaria? -, pergunta o homem confuso ,-não sabia que eles tinham levado crianças quando foram construir o lugar-. Completa o homem.
-Bem, na verdade não levaram , fui deixado la quando era apenas um bebê, eles me criaram desde então -, diz o rapaz ,- mas como assim cavaleiros renegados?-, termina ele.
-É uma história antiga de um grupo de cavaleiros brancos que abandonaram seu povo e foram se exilar naquela ilha -. Diz o homem, - mas não sei se a história é verdadeira , os brancos falam com lingua dupla muitas vezes-. Termina o homem se preparando para acender uma espécie de galho com uma ponta redonda onde tem algumas ervas.
-Não sabia disso , achava apenas que eram monges reclusos-. Diz o jovem confuso.
-Se eles não lhe contaram a história deviam ter seus motivos -, indaga o homem, -os homens que atacaram Lobo Marrom e seus irmãos eram brancos gananciosos que vieram para nossa terra explora-la e destruí-la -, continua o homem tomando um tom mais sério , -Eles não respeitam nada que a natureza nos da, só sabem destruir e explorar a natureza, estão destruindo a floresta toda, cortando suas árvores, sujando seus pequenos lagos, não sabem pegar apenas o que precisam para sobreviver , eles têm que destruir tudo até não restar nada , meu povo jurou defender essas terras a muitas luas atrás , há muito tempo fizemos um acordo com o rei dos homens para que essa floresta não fosse alvo de seus lenhadores , mas um dia ele morreu e o acordo já não servia para mais nada, pois como todos os homens brancos não tinham ninguém la para honra-lo , desde então viemos expulsando todos que entravam na floresta para explora-la, até a alguns meses atrás quando os mercenários da Black Marsh vieram, destruíram a aldeia de Buprewen chefe dos Apaches que ficava ao norte da floresta, seu líder é um homem muito poderoso chamado de MURTAUGH , dizem que ele arrasou a aldeia quase que sozinho , desde então pedi para meus guerreiros não terem conflito com eles até que pensássemos em algo , estava tentando um acordo com a tribo dos Xavantes ao sul minha mensagem partiu a alguns dias atrás , mas ainda não tivemos resposta , mesmo assim não penso que tenhamos algum guerreiro que possa derrotar Murtaugh, os homens brancos se tornaram fortes de mais para o meu povo -. Termina o homem com um tom triste,
-Más como um jovem como você pode derrotar 10 deles em poucos segundo? -, continuou ele.
-É bem ... -, começou Drack.
Quando entra na tenda o Shaman.
-Desculpem interromper-, começou ele , -Lobo Marrom me contou o que aconteceu, devo dizer também que fez um bom trabalho no ferimento dele , sem dúvidas salvou sua vida -, diz ele continuando , -Ele me disse que você veio da ilha dos monges e que não conhecia nada fora dela , sem dúvidas deve estar tão confuso quanto a gente com a sua chegada-. Termina o homem.
Nisso entra na tenda um dos jovens índios, o que havia se dirigido a Drack com ódio quando chegou.
-Pai temos que atacar o acampamento daqueles malditos, veja o que fizeram aos nossos irmãos-. Diz o rapaz com uma raiva incontrolável e uma fúria nos olhos, -i esse cão branco o que ainda faz aqui? O povo dele ainda não nos trouxe desgraça o suficiente ? -, diz ele se dirigindo a Drack com um ódio gigantesco no olhar.
-Calma Raoni -, diz Nuvem Branca com tom calmo, -Drack não é nosso inimigo, ele agora é um convidado da nossa aldeia, ele ajudou seus irmãos ao contrário do que pensa , vamos esperar a resposta dos Xavantes para tomar alguma ação sobre tudo isso-. Termina o chefe.
Mas Raoni tem o sangue de guerreiro nas veias , e guerreiros jovens sempre tendem a ter a cabeça quente.
-Todos os brancos são iguais -, diz ele com um tom grave saindo da tenda.
-Sinto muito por isso -, diz Nuvem Branca se dirigindo a Drack, -você é bem-vindo para ficar na nossa aldeia o tempo que precisar, não temos como agradecer pelo tanto que fez ao nosso povo , poderíamos ter perdido mais um filho ou só ter encontrado o corpo dos nossos jovens depois de várias luas , quando à terra já tivesse se alimentado de alguma parte -. Diz o sábio chefe.
-Eu agradeço , na verdade, eu gostaria de ficar um tempo, principalmente se poderem me ajudar a conhecer um pouco mais desse mundo -, diz Drack com certa esperança de que eles pudessem ensina-lo muitas coisas , principalmente depois de ouvir que o Shaman da aldeia usava magias, quem sabe poderia aprender alguma coisa.
-Claro , você é mais que bem-vindo -, começa o chefe , - Pedirei para o Shaman lhe responder às perguntas que o deixam confuso -, diz ele se dirigindo ao Shaman que estava parado ali do lado observando toda a conversa.
-Hum! também pedirei para arrumarem uma tenda para o nosso convidado -, diz o Shaman se dirigindo a saída da tenda fazendo um sinal para Drack acompanha-lo.
-Foi um prazer conhece-lo -, diz Drack fazendo um gesto de reverência e saindo da tenda.
-Espero que não se importe com meu pedido -, diz Drack se dirigindo ao Shaman que estava do seu lado.
-Hum! dissipar a nuvem da confusão das mentes das pessoas é meu trabalho , dom dado pelo grande espirito , não cabe a mim, reclamar das tarefas que ele me passa -, diz o homem se dirigindo a um grupo de jovens que estavam sentados em volta da grande fogueira afiando a ponta das suas lanças com uma pedra.
-Vejam alguma tenda que esteja livre , e peçam para alguém arruma-la para o nosso convidado -, disse o Shaman aos jovens, que se olharam todos confusos, mas depois dirigiram olhares furiosos para Drack. Que aparentou nem dar atenção, pois afinal só estavam chateados com o fato de seus amigos terem sido mortos e seu desejo de vingança ter sido cortado por Nuvem Branca.
-Então meu jovem que dúvidas você tem? -, diz o Shaman para Drack enquanto de ajeita em uma das pedras que são usadas como banco que ficam em volta da grande fogueira agora apagada, pois ainda era dia.
Aquelas palavras eram tudo que Drack queria ouvir , pois não existia alguém no mundo com mais perguntas em sua cabeça, ele pensou em milhares para fazer de uma vez, mas se acalmou e começo a pensar em ir por partes.
-Onde estamos ? -, pergunta ele.
-Hum! aqui é a aldeia do grande Chefe Nuvem Branca chefe dos navajos, ao redor de nós, está a grande floresta do caçador , o mosteiro que você vivia era chamado por nós de mosteiro dos cavaleiros renegados que fica no centro do grande lago de Calmaria , ao norte da floresta fica a cidade dos homens de Heisemburgh , todas essas terras fazem parte do reino dos homens brancos de Camelot -, diz o Shaman já saciando outras perguntar que poderiam vir do rapaz, já que ele aparentava mesmo não saber de nada.
-O que o senhor pode me dizer sobre magias ? -, pergunta o rapaz novamente , pois essa era uma oportunidade que ele não ia desperdiçar , ter alguém pra responde qualquer pergunta que ele tivesse.
-Hum! nós do povo indígena não usamos magia , usamos o dom dado a nós pelo grande espirito, magias são usadas pelos outros povos para criar destruição -, começou o homem ,- usamos o dom do grande espirito para curar os enfermos , pedir benção para que as caças sejam abundantes e e as plantações cresçam fortes , através de nossos pedidos o grande espirito nos concede nossos desejos se for de sua vontade , talvez na cidade dos homens alguém possa lhe dizer mais sobre magias, más não é o que eu e meu povo usamos -, termina o homem.
-Entendo -, diz o rapaz levemente decepcionado , não era a resposta que queria, talvez tivesse procurando um professor para ensina-lo , mas a resposta não era de toda inutil , pois como eram de outro povo e outra cultura , mostrava o quão interessante o mundo era , com várias formas diferentes de no fim fazer alguma coisa.
-O que é o grande espirito ? -, perguntou Drack.
-Manitu , o grande espirito indigena , ele é a força da natureza , é aquele que rege nosso mundo , manitu está em tudo e em todos , não tem como colocar em palavras sua essência -, diz o sábio.
Drack então imaginou que era como a energia , que estava em tudo e todos , e decidia as coisas, mas já era a segunda entidade que ele ouvia falar , e que talvez houvesse outros seres que comandavam o mundo.
-O que é a Black Marsh? -, perguntou novamente o rapaz.
-Hum! é um grupo de mercenários vindos da cidade de Heisemburgh , foram contratados por Tucker o dono da loja de madeiras da cidade para nos impedir de expulsar os lenhadores -, então o homem começa a ficar com um olhar distante olhando para o chão enquanto começa a falar, -mas creio que nossos problemas não são devidos apenas as árvores que eles derrubam como se não se importassem com a floresta , mas o metal dourado que encontraram perto da aldeia dos Apaches, a febre do metal dourado deixa os homens brancos loucos, eles destroem tudo por ele -, termina o homem.
Então Drack pensou que ele estava falando de ouro , que fora ensinado que era a moeda de mais valor no mundo , atrás depois vinham as moedas de prata e depois de bronze.
-Se acharam lá provavelmente pensam que tem por toda a floresta também , por isso são tão agressivos -, indaga Drack.
-Sim -, diz o homem cabisbaixo, - eles não vão parar até não sobrar nenhuma árvore ou escavar cada centímetro da floresta -. Termina o homem.
-Talves possamos falar com o governador de Heisemburg -, comenta Drack , que sabia como o sistema de administração de cidades funcionava , o governador era responsável por uma cidade e em todas as terras em volta dela.
-Ja tentamos enviar alguém , mas foi capturado pelos homens de Murtaugh na estrada , foi decapitado e sua cabeça colocada em uma estaca na beira da estrada como aviso -, diz o homem , -e um índio nunca vai entrar numa cidade de brancos e sair ileso -, fala o homem quando é interrompido.
-Porque todos os brancos são animais, não podem ver nada que querem tomar a força, acham que são os donos de todas as terras e todas as vidas , mas não são, isso acabara -, diz Raoni para os dois , furioso que um branco estava sentado em sua aldeia conversando como se nada tivesse acontecido, claramente culpando Drack pelos feitos de outros da mesma cor que a sua.
-Sinto muito pelos seus amigos, mas nem todos os brancos são iguais e eu não tenho nada a ver com o que aconteceu a seu povo -, diz Drack se levantando , pois sabia que não tinha nada a ver com aquilo e Raoni já o estava irritando , ele entendia a dor do rapaz, mas não precisa destratar alguém que claramente só ajudou.
-É o que veremos ! -, diz Raoni em um tom ameaçador enquanto se afasta dos dois.
-Ele é jovem tem sangue navajo nas veias , não suporta ver seus irmãos serem mortos e não puder vinga-los -, diz o shaman.
-Tudo bem , eu entendo , só não queria que ele pensasse que poderia passar por cima de mim atoa, sinto muito se o ofendi -, diz Drack.
-Tudo bem , você é jovem também -, comenta o homem.
Naquela noite a fogueira foi acesa , e os índios prepararam uma refeição, todos estavam ou tristes, ou furiosos , os olhos eram todos para Drack que estava sentado em volta da fogueira comendo o que parecia ser uma sopa com uns pedaços de cervo que fora caçado mais cedo pelos índios, até que Nuvem Branca se aproxima e se senta do lado do jovem.
-Sinto muito pelos olhares do meu povo, não sabem esconder seus sentimentos perante os da sua cor -, diz Nuvem Branca esperando que seu convidado não fique ofendido com um ato que era vergonhoso pra ele como chefe , já que Drack tinha sido convidado a ficar por ele mesmo.
-Está tudo bem grande chefe, entendo a dor deles e agradeço por me deixar ficar, mesmo estando em guerra com as pessoas da minha cor e agradeço também por me deixar tirar minhas dúvidas com o seu Shaman -, diz Drack grato.
-Pode me chamar de Nuvem Branca, você é um amigo do meu povo, eles logo verão isso -, fala Nuvem Branca com um tom amigavel , -E estamos em guerra com Black Marsh e Tucker, meu povo tem que aprender, como é que você disse? -, diz Nuvem Branca dando uma pausa , - "nem todos os brancos são iguais” não é mesmo -, diz ele em um tom de piada.
-É acho que sim -, diz Drack olhando para o fogo da fogueira e dando uma risada discreta de canto de boca.
Naquela noite Drack teve um pesadelo um pássaro de fogo vinha e pousava em seu ombro direito , mas depois de alguns segundos os dois incendiavam e viravam cinzas, e das cinzas levantava uma sombra negra gigante que se espalhava pelo mundo e engolia tudo. O rapaz acorda e vê que ainda esta no meio da noite, então resolve sair da tenda e dar uma caminhada para pensar melhor no pesadelo, pois era a primeira vez que algo do tipo acontecia e ele acordava no meio da noite todo suado. Então mais a frente o rapaz vê o Shaman parado olhando as estrelas , o jovem resolve se aproxima , quando…
-Pesadelo ? -, diz o Shaman mesmo sem ver que o rapaz se aproximava dele.
-Como ele sabe ? -, pensa Drack , sem dúvidas esse homem tinha dons também , só era muito modesto para falar sobre eles , fora o fato de que ele tinha sentido ele se aproximar sem ter feito nenhum barulho, -Sim, como sabe? -, pergunta então o jovem.
-Os espíritos me mostraram -, começou ele , - você tem um grande poder Drack, o maior que já foi visto nesse mundo, sem dúvidas é um grande dom , mas , você também possui uma grande escuridão dentro de si, não sei como é possivel , mas se você não conseguir se controlar ela o consumira -, diz o homem em tom de transe.
-Grande escuridão? -, pensa Drack , apesar de tudo incrível que acontecia com ele , ele nunca sentiu nada maligno.
Então de repente o Shaman para de ver as estrelas e olha para Drack.
-O que faz aqui fora? Não conseguiu dormir? -, diz o homem , como se tivesse esquecido que eles recém acabara de conversar.
Drack percebe que tinha sido algo especial que tinha acabado de acontecer então não questiona o homem.
-Sim ! -, responde Drack , - Vim pegar um ar só, para ver se o sono vem -. Termina ele.
-Então cuidado para não ficar doente , a noite esta fria ! -, diz o homem enquanto se afasta indo para sua tenda.
-Grande escuridão ! -, pensa Drack enquanto fica ali olhando as estrelas também , esperando o sono vim.
Alguns dias se passam, Drack continua tentando fazer amizade com alguns índios , sua presença agora não é mais tão incomoda quanto na sua chegada, era um rapaz gentil educado logo conquistava a todos, menos Raoni que estava sempre de olho no rapaz , com o passar dos dias Drack foi aprendendo alguns movimentos de combate com os índios, como usar um arco, coisa que Drack aprendeu rapido, pois tinha dom natural para coisas relacionadas a combate, aprendeu sobre ervas, animais , como caçar diferentes tipos de animais , até suas táticas de guerra e rastreio o jovem aprendeu. Já havia conquistado o respeito da grande maioria da tribo em questão de poucas semanas, nenhum incidente tinha acontecido mais, Lobo Marrom já havia se recuperado e tinha virado amigo de Drack, coisa que Raoni achava insuportável, até que um dia.
-Ele chegou , ele chegou - , diz uma voz do lado de fora da tenda de Drack.
O jovem sai da tenda para ver do que se tratava , era o mensageiro que Nuvem Branca havia enviado a tribo dos Xavantes, quando de repente.
-GUERRA !!!! -, grita o índio que acabava de chegar.
-IAAAHHIIIIIII -, berravam todos os índios, era seu grito de guerra, a hora da retaliação havia chegado.
Nisso da saída da sua tenda Drack olha pro lado e vê Nuvem Branca parado na frente de sua tenda , com um olhar pensativo e distante, talvez a guerra não era a melhor coisa pro seu povo , mas ele não podia fazer mais nada.
Naquela noite uma fogueira enorme foi acesa , tambores ecoavam por toda a floresta, os índios dançavam e gritavam em volta da fogueira, seus corpos completamente pintados, sem dúvidas eram um povo corajoso um povo guerreiro.
-Vamos matar seu povo o que acha disso? -, diz Raoni se dirigindo a Drack que estava parado ao lado de todos enquanto assistiam os guerreiros dançarem e comemorarem.
Mas Drack não responde.
No outro dia todos estão prontos para partida , 30 guerreiros todos a cavalo incluindo Nuvem Branca, Raoni e Lobo Marrom que estava ansioso por sua vingança com os mercenários, Drack se aproxima do grupo pronto pra guerra.
-Sinto muito meu amigo , mas você não pode ir conosco essa e uma batalha do meu povo ! -, diz Nuvem Branca a drack enquanto se dirige para falar a todos , -Encontraremos Chefe Hachita e seus homens na clareira do cervo , la nos juntaremos e decidiremos como vamos atacar o acampamento dos cães brancos -, enquanto se vira para partir em disparada com o grupo em direção a floresta.
-Contaremos pra você como foi nossa vitória em cima de seu povo ! -, diz Raoni em uma última provocação para o herói enquanto parte com o grupo.
Mas Drack não estava convencido da vitória de seus amigos.
-Faça o que achar certo ! -, diz o Shaman se aproximando por de trás de Drack e colocando sua mão em seu ombro esquerdo. Ele sabia o que passava na cabeça do jovem.
Então depois de algum tempo quando o grupo de guerra já havia sumido a alguns minutos na floresta , o jovem parte da aldeia a cavalo seguindo os rastros do grupo.
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2020.09.24 01:54 fabio561 Há uns anos atrás, sofri bullying por ser gay em meu curso de contabilidade. Orei para que o menino que riu de mim fosse punido, então o pai dele morreu de repente.

Em un curso de contabilidade que fiz há uns 5 anos atrás e não terminei, a turma decidiu um dia faltar para ir na pizzaria. Eu fui junto. Como sou gay mas ngm sabia pois todos haviam acabado de iniciar o curso, sentei ao lado dos rapazes ( as meninas sentaram com outras meninas e os homens logo ao lado ). Eles começaram a falar sobre sexo com mulheres e eu fiquei quieto simplesmente por conta da minha orientação. Enfim, no dia seguinte todos compareceram e era um dia de aula de informática. Como eram 40 alunos, 20 alunos foram para uma sala com 20 computadores e 20 para outra sala também com 20 computadores. Minha melhor amiga foi para outra sala porque separaram por ordem alfabética. Enfim, fui ao banheiro e na volta, dois dos rapazes que estavam na pizzaria passaram perto de mim. Um riu e apontou pra mim e o outro fez cara de desaprovação para o riso dele. Não havia entendido porque ele riu. Depois fui descobrir: a minha amiga me contou que esse menino que riu de mim, me disse que eu tinha jeito de veado e que era para eu abrir o olho com esse pessoal. Para resumir a história, sou da Congregação Cristã ( sim, um gay evangélico ). Fui no culto da igreja no dia seguinte desta humilhação e neste dia a leitura da Bíblia foi em Evangelho segundo Lucas , 18, que fala a respeito da parábola do injusto juiz: é sobre uma senhora que insistia em justiça para seu filho para um juiz, mas nunca era ouvida. Até que um dia o juiz se cansou e lhe fez justiça.
Em seguida, o ancião começou a pregar a Palavra e disse que quem estivesse ali naquele culto e quisesse justiça, DOESSE A QUEM DOESSE, CUSTASSE O QUE CUSTASSE, assim seria feito e dentro de pouco tempo.
Passaram duas semanas e uma outra amiga veio me dizer, com muita pena e sem saber sobre esse menino que ele havia rido de mim, que o pai dele morreu de infarto, mesmo sem ter a saúde ruim ( este menino começou a faltar uns dias antes e eu havia me perguntado o porquê. Estranhado a situação ).
Enfim, coincidência ou não, saí do curso em seguida pois consegui o que queria: justiça
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2020.09.22 08:54 humanaaaa Não sou hétero

Bom, eu sou uma menina de 16 anos que precisa desabafar, apenas. Não sei com que propósito, mas contarei aqui a minha "vida amorosa", se é assim pode ser chamada.
Eu me apaixonei sério pela primeira vez quando tinha uns 10 anos, mas eu já tinha gostado de alguns meninos antes. Eu gostava muito de conversar e brincar com ele. Como eu nunca fui uma pessoa muito bonita, ele não gostava de mim e não deu em nada, de boa. Mas um fato que eu acho interessante é que todos falavam que ele era "bichinha" -odeio esses termos-, porque ele era mais afeminado e tal (essa informação será importante mais à frente). Depois de 13 anos gostando apenas de meninos (ou pelos menos achando isso) eu me vi completamente obcecada por uma menina pela primeira vez. Eu fazia de tudo para estar perto dela, para falar com ela, meu coração quase saia pela boca quando eu a via. Eu nunca tinha sentido algo tão intenso por alguém, foi mais forte do que com qualquer menino. Eu já a conhecia desde a infância, mas nunca tive um contato direto. Eu me aproximei muito rápido, sem saber o porquê, e nos tornamos muito amigas. Eu dava sinais de que gostava dela, as vezes até muito escancarados, mas ela sempre respondia bem, retribuia. Lembro que até enviei "i wanna be your girlfriend - girl in red" pra ela, só na """zoeira""" (naquele tempo não era conhecido como hoje). Eu me arrependo de ter feito isso, porque sei que uma hora ou outra essas coisas que fiz e disse servirão para me "desmascarar" e me arrancar do armário, coisa que eu não queria que acontecesse, pois quero me assumir no meu tempo. Mas enfim, acho que ela também gostava de meninas, usava até um icon que tinha a bandeira lgbtq+ em algumas redes sociais, no anonimato. Icon pra quem quiser ver: [icon](https://pin.it/3septKR) Eu não sabia lidar com tudo aquilo e comecei a sentir culpa, então decidi esquecer e agir como se nada tivesse acontecido, me afastei bruscamente. Eu me senti péssima, pois ela enfrentava um quadro bem sério de depressão na época e o que fiz com certeza piorou as coisas. Eu não sabia lidar com os meus sentimentos e nem ela com os meus. Eu fiquei muito mal mesmo, passei a não ter a mínima vontade de ir à escola, não comia, nem banho tomava, cheguei até mesmo a me automutilar. Queria literalmente sumir, não suportava o peso de estar fazendo mal a uma pessoa depressiva e de distoar do que pra mim era o normal (hétero). Mas aí ela mudou de escola, nunca mais nos falamos e tudo jóia, na medida do possível. Até hoje isso não sai da minha cabeça, foi muito mal resolvido. O tempo passou, feridas foram semicuradas e eu comecei a gostar de um menino ano passado. Novamente era afeminado, assim como os outros que eu gostei. Na quarentena isso me faz pensar que, de certa forma, eu penda mais pro lado homo, já que atê os homens que gosto se "assemelham" com pessoas do meu sexo. Não fui correspondida, mas isso é o de menos, porque agora eu vejo que não gostava tanto dele quanto eu tinha gostado da menina. Mas chegamos até o início do ano, quando eu me sentia em paz por estar amando do "jeito certo". Do nada, do n a d a, tenho um crush pesado na minha professora de história kkkk. Foi aí que pensei: "passou de uma, eu realmente não sou hétero". Pelo menos eu não tenho que lidar com vê-la na escola, por causa da pandemia; é mais fácil de superar. Detalhe: pela professora eu senti o frio na barriga que eu não senti pelo menino do ano passado. Vale ressaltar que nesse tempo todo nunca tive experiências práticas com nenhum dos sexos (sou bv e virgem). Sempre que aparece a mínima possibilidade de ficar com alguém (quando tentam me arranjar) eu me esquivo, não tô preparada. 
O meu medo com tudo isso é que ao me assumir bi/lésbica eu fique só. Eu já tenho certeza que a minha família não vai aceitar de primeira. E como só tenho amigas mulheres, receio que parem de andar comigo, ou me de chamar pras coisas. Espero que elas compreendam, sem o apoio dos parentes elas são meu porto seguro.
Este texto não tem nenhum intúito específico, só precisava pôr meu relato em algum lugar, já que nunca contei pra ngm o q eu disse aqui. 
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2020.09.22 08:26 humanaaaa Eu não sou hétero (gatilho)

Bom, eu sou uma menina de 16 anos que precisa desabafar, apenas. Não sei com que propósito, mas contarei aqui a minha "vida amorosa", se é assim pode ser chamada. Eu me apaixonei sério pela primeira vez quando tinha uns 10 anos, mas eu já tinha gostado de alguns meninos antes. Eu gostava muito de conversar e brincar com ele. Como eu nunca fui uma pessoa muito bonita, ele não gostava de mim e não deu em nada. Mas um fato que eu acho interessante é que todos falavam que ele era "bichinha" -odeio esses termos-, porque ele era mais afeminado e tal (essa informação será importante mais à frente). Depois de 13 anos gostando apenas de meninos (ou pelos menos achando isso) eu me vi completamente obcecada por uma menina pela primeira vez. Eu fazia de tudo para estar perto dela, para falar com ela, meu coração quase saia pela boca quando eu a via. Eu nunca tinha sentido algo tão intenso por alguém, foi mais forte do que com qualquer menino. Eu já a conhecia desde a infância, mas nunca tive um contato direto. Eu me aproximei muito rápido, sem saber o porquê, e nos tornamos muito amigas. Eu dava sinais de que gostava dela, as vezes até muito escancarados, mas ela sempre respondia bem, retribuia. Lembro que até enviei "i wanna be your girlfriend - girl in red" pra ela, só na """zoeira""" (naquele tempo não era conhecido como hoje). Eu me arrependo de ter feito isso, porque sei que uma hora ou outra essas coisas que fiz e disse servirão para me "desmascarar" e me arrancar do armário, coisa que eu não queria que acontecesse, pois quero me assumir no meu tempo. Mas enfim, acho que ela também gostava de meninas, usava até um icon que tinha a bandeira lgbtq+ em algumas redes sociais, no anonimato. Icon pra quem quiser ver: [icon](https://pin.it/3septKR) Eu não sabia lidar com tudo aquilo e comecei a sentir culpa, então decidi esquecer e agir como se nada tivesse acontecido, me afastei bruscamente. Eu me senti péssima, pois ela enfrentava um quadro bem sério de depressão na época e o que fiz com certeza piorou as coisas. Eu não sabia lidar com os meus sentimentos e nem ela com os meus. Eu fiquei muito mal mesmo, passei a não ter a mínima vontade de ir à escola, não comia, nem banho tomava, cheguei até mesmo a me automutilar. Queria literalmente sumir, não suportava o peso de estar fazendo mal a uma pessoa depressiva e de distoar do que pra mim era o normal (hétero). Mas aí ela mudou de escola, nunca mais nos falamos e tudo jóia, na medida do possível. Até hoje isso não sai da minha cabeça, foi muito mal resolvido. O tempo passou, feridas foram semicuradas e eu comecei a gostar de um menino ano passado. Novamente era afeminado, assim como os outros que eu gostei. Na quarentena isso me faz pensar que, de certa forma, eu penda mais pro lado homo, já que atê os homens que gosto se "assemelham" com pessoas do meu sexo. Não fui correspondida, mas isso é o de menos, porque agora eu vejo que não gostava tanto dele quanto eu tinha gostado da menina. Mas chegamos até o início do ano, quando eu me sentia em paz por estar amando do "jeito certo". Do nada, do n a d a, tenho um crush pesado na minha professora de história kkkk. Foi aí que pensei: "passou de uma, eu realmente não sou hétero". Pelo menos eu não tenho que lidar com vê-la na escola, por causa da pandemia; é mais fácil de superar. Detalhe: pela professora eu senti o frio na barriga que eu não senti pelo menino do ano passado. Vale ressaltar que nesse tempo todo nunca tive experiências práticas com nenhum dos sexos (sou bv e virgem). Sempre que aparece a mínima possibilidade de ficar com alguém (quando tentam me arranjar) eu me esquivo, não tô preparada. 
O meu medo com tudo isso é que ao me assumir bi/lésbica eu fique só. Eu já tenho certeza que a minha família não vai aceitar de primeira. E como só tenho amigas mulheres, receio que parem de andar comigo, ou me de chamar pras coisas. Espero que elas compreendam, sem o apoio dos parentes elas são meu porto seguro.
Este texto não tem nenhum intúito específico, só precisava pôr meu relato em algum lugar, já que nunca contei pra ngm o q eu disse aqui. 
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2020.09.14 13:44 JustCallMeLyraM8 GT DA BROTHERAGEM

GT DA BROTHERAGEM
/cc/
>eu tenho um amigo bem próximo
>amigo não
>ele é tipo um irmão
>amo aquele filho da puta
>vamos chamar ele de Maicão
>nos conhecemos no jardim da infância
>dividíamos o todynho e o biscoito passatempo no recreio
>bolachaéocaraio.mp3
>estudamos na mesma turma até a quinta série quando os pais dele se mudaram pra longe da escola
>ele continuava morando na mesma cidade, mas tava numa escola diferente
>ainda assim nos víamos todos os fins de semana
>nossas famílias se tornaram amigas também
>tudo era um mar de rosas até o final de 2004
>ano 2005
>entra uma aluna nova na minha turma
>o nome dela era Thais
>lembro como se fosse ontem do momento em que ela entrou na sala
>tudo parecia ter ficado em câmera lenta
>o sol batia nela
>o ventilador soprou seus cabelos
>ela marchava como uma égua manga larga do trote formoso
>paudureci naquele exato momento
>o foda é que eu tava em pé naquela hora e a primeira aula era de educação física
>short.gif
>todo mundo da sala começa a rir de mim e a gritar
>me chamaram de pau retrátil porque foi só a menina aparecer que ele subiu
>morri de vergonha naquela hora
>sentei na cadeira e pus a mochila no meu colo
>eu só queria sumir
>até a professora riu
>mas a Thais não
>ela sentou atrás de mim e disse pra eu não ligar pra eles e que eu ficava lindo com vergonha
>caraio vei não pude acreditar
>eu era tão tímido que pedi pra ir no banheiro na mesma hora e fiquei trancado lá até a hora do recreio
>quando o recreio chegou eu pus o dedo na goela na frente da sala dos professores
>acho que vomitei até meu intestino naquela hora
>comecei a dizer que tava passando mal
>os professores me liberaram da escola e fui pra casa mais cedo
>chego em casa e passo a tarde toda tendo fantasias masturbatórias com a Thais
>eu era tão beta quanto aqueles peixes de briga
>quando a noite chega eu corro pra casa do Maicão
>conto tudo pra ele feliz da vida
>Maicão fica feliz por mim
>brodagem.rar
>segue o jogo
>durante o resto do ano eu iria me aproximar cada vez mais da Thais e me afastar cada vez do Maicão
>ele dizia que ela tava me afastando dele mas eu discordava
>dizia que era coisa da cabeça dele
>o tempo passa
>a Thais é promovida à pitanguinha e a distância entre mim e meu brother ia aumentando cada vez mais
>um dia briguei feio com o Maicão quando ele disse que ela tava cmg só por conta do meu dinheiro
>eu não era rico, mas da escola eu era o mais bem de vida
>meu pai era o único que não tava preso e não trabalhava com drogas
>minha mãe não trabalhava na zona
>zoas ela trabalhava sim
>ela agenciava a tua mãe, aquela puta boqueteira
>zoas de novo, minha mãe era artista plástica
>um dia eu acabo falando pra Thais que o Maicão tava se sentindo escanteado
>ela começa a me dizer que era inveja do nosso relacionamento e que ele só queria nos separar
>acabo dando ouvidos a ela e brigando feio com ele
>putaquepariuqueburrice
>nunca devia ter dado ouvidos à ela
>foco no gt
>paro de falar com o Maicão e cada vez mais me entrego pra a Thais
>toda semana era cinema
>lanche na Mc Donald’s
>roupa na Marisa
>minha mesada começou a ser exclusivamente dela
>um belo dia recebo uma mensagem do Maicão dizendo que a Thais tava me traindo
>respondi mandando ele tomar no cu
>ja faziam uns 5 meses que eu não falava com ele e do nothing ele vinha com um papo desses
>ele disse que eu devia ficar atento aos sinais
>não dou a foda pro que ele diz e continuo o namoro
>na semana seguinte vejo ela com uma marca roxa no pescoço
>ela diz que tinha caído da escada
>eu disse que acreditei mas fiquei desconfiado
>nada me tirava da cabeça oq o Maicão tinha me dito
>procuro ele e conto oq aconteceu
>diferente de mim ele não era um filho da puta
>Maicão me ove e depois me conta tudo que sabia
>a Thais tinha vindo da escola em que ele estudava
>ela era conhecida como viúva negra na escola
>ela se prendia à um macho e sugava tudo dele até ele não ter mais nada
>sim, ela tmb sugava o pau
>não, ela não tinha sugado o meu ainda
>Maicão continua a história dizendo que tinha visto ela saindo da casa de um carinha que morava no mesmo bairro dele
>até aí não vi nada demais
>mas ele me disse que ela tinha dado um beijo na boca do cara na saída e quando virou de costas o cara deu um tapa na bunda dela
>ÉOQ?!
>aquela vadia não tinha nem sequer me deixado pegar na bunda dela ainda
>dizia que era só depois do casamento
>eu era beta betoso full +15
>ela me levava pra igreja todo domingo
>acreditava nela sem questionar
>caio no choro e o Maicão me consolou
>disse que eu não tava sendo um bom amigo mas que ele nunca deixou de me ter como irmão
>bolamos desmascarar ela juntos
>ela ia pra casa dele toda sexta de noite
>realizo que era a hora que a mãe dela saía de casa pra ir pro culto de oração da igreja
>caraio_como_sou_burro.jpeg
>chifre.rar
>no dia seguinte falo com a Thais como se nada tivesse acontecido
>ela diz que me ama
>digo que amo ela tmb
>caraio, eu queria matar ela ali naquela hora
>mas amava aquela desgraçada
>feelsbad.png
>sexta feira
>19h
>tava com o Maicão escondido na rua da casa dela
>avistamos a mãe dela saindo de casa
>corremos pra mãe e contamos a história
>mãe não acredita, mas topa ir com agnt até a casa do talarico
>19:30h
>Thais sai de casa com um short enfiado no cu
>pqp pra quê enfiar tanto ssaporra?
>tava tão fundo que ela devia ta sentindo do gosto dele
>seguimos ela de longe
>a vadia entra na casa do moleque
>nessa hora a mãe dela já queria matar ela, mas eu fiz ela esperar
>entrei dando um chutão na porta da frente
>queria pegar ela com a boca na botija
>e consegui
>infelizmente a botija em questão era a rola do cara
>ela tava engolindo o pau daquele moleque com uma facilidade absurda
>nem sua mãe consegue engolir minha piroca tão fácil
>foco no gt
>Thais leva um susto tão grande na hora que morde o pau do cara
>num ato reflexo por conta da dor o cara da um murro na cara de Thais
>ela cai no chão
>a mãe dela comeca a bater nela com uma havaianas e depois começa a arrastar ela pelos cabelos pra fora de casa
>a Thais é arrastada pela rua até chegar em casa
>racho o bico com a cena como mil hienas comemorando a morte do Mufasa
>peço perdão pro Maicão pela cagada que fiz
>Maicão diz que fui um idiota, mas que era o irmão dele e que nada iria nos separar
>dois dias depois Thais chega na escola toda roxa
>tinha apanhado tanto que o conselho tutelar tirou a guarda dela da mãe
>ela chega perto e diz que quer falar CMG
>ignoro
>ela me puxa pelo braço, olha no meu olho e diz:
>como vc descobriu?
>digo que o Maicão me contou tudo
>ela diz que vai pra um orfanato hoje. Só foi na escola buscar sua transferência.
>Kkkkkjkkjjjk
>ela diz que eu posso rir agora, mas quem ri por último ri melhor. Disse também que nunca iria esquecer aquilo e que o Maicão iria pagar por ser x9
>puxo meu braço, dou as costas e vou embora
>ano 2016
>terminei a escola e faço faculdade
>Maicão faz o mesmo curso que eu e estudamos na mesma turma novamente
>full brothers +15
>desde o episódio com a Thais nunca mais tínhamos brigado
>trabalhávamos, tínhamos nossa independência
>tudo ia bem até recebermos o convite para uma festa que rolaria naquela noite
>eu e o Maicão dividiamos o apartamento agora
>o convite veio por baixo da porta dentro de um envelope
>open_bar.jpeg
>o envelope vinha com 2 pulseiras
>as pulseiras davam acesso à área vip da festa onde rolaria os alcoolismo
>ficamos relutante por um momento até abrirmos a carta
>a carta tava endereçada à mim e ao Maicão
>era uma letra de mulher
>não tinha muita informação só dizia que não deviamos perder a festa por nada e que lá tudo seria explicado
>não tinhamos nada à fazer então topamos
>22h
>party.time.jpeg
>logo de cara fomos recebidos por duas loiras peitudas que estavam de camisa branca
>ambas estavam dançando na entrada da festa enquanto se molhavam com uma mangueira
>séélococuzão.rar
>a festa tinha uma proporção de 4 depósitos para cada homem
>a cada dois homens, um era gay
>era tipo o plenário da câmara dos deputados só que ao contrário
>quando entramos no salão principal todo mundo virou pra a gente
>tipo aquela cena do universidade monstro
>as depósitos cochichavam entre elas
>pensamos que tinha algo errado conosco mas a vdd é que éramos os caras mais lindos dali
>na vdd nem éramos isso tudo, mas tínhamos rola e éramos heterossexuais
>feelsalpha.png
>fomos andando até a área vip
>a decoração da festa era cheia de fotos de uma depósito
>era uma ruiva 10/10
>a festa devia ser dela
>tive a impressão que ja tinha visto ela em algum lugar
>áreavip.gif
>a área vip era lotada de bebidas
>não tinha uma depósito abaixo de 8/10
>no buffet tinha camarão e lagosta
>mano do céu era a festa mais foda que eu ja tinha ido
>quando olho pro lado ta o Maicão atracado com uma mina
>dois minutos depois a mina larga ele e agarra outra mina
>ÉOQ?!
>aquilo tava parecendo um bacanal grego
>uma coisa no entanto me incomodava
>quem teria nos convidado?
>avisto a anfitriã da festa, aquela ruiva 10/10
>ela se aproxima de mim lentamente
>mano do céu, paudureci na hora
>só conseguia imaginar eu enfiando o pau tão fundo nela que quando eu terminasse ia ta na camada do pré-sal
>a calça aperta e ela percebe que estou preparado para o abate
>fico sem graça e tento disfarçar
>ela vem por trás de mim, ri e diz que eu fico lindo com vergonha
>gelei na hora
>caraio, era a Thais - pensei
>pergunto se ela era a Thais
>ela ri e me chama de idiota.
>diz que seu nome é Raquel
>caraio, ela nao tinha nada a ver com a Thais
>errei feio, errei rude
>pensei que tivesse estragado minha chance
>raciocinando com a destreza de um crackudo na fissura e digo:
>é porque thaislinda com essa roupa
>ela ri, eu rio, segue o jogo
>nessas horas eu nem sabia mais que existia um Maicão
>só pensava em mergulhar naquelas tetas magníficas
>na boa, se ela fosse minha mãe eu mamaria até hj
>quando olho pro lado o Maicão tava agarrado com duas ao mesmo tempo
>bodyshot.gif
>caraio o Maicão tava levando uma surra de peito na cara enquanto bebia e eu no 0x0
>me aproximo da ruiva já na maldade
>ela chega do meu lado
>põe a mão no meu ombro e fala na minha orelha direita:
>quem é esse teu amigo?
>poooooooooooorra.mp3
>o moleque ja tinha catado duas e agora ia catar a ruiva
>tive vontade de mandar ela se fuder, mas ele era meu brother, não podia prejudicar ele
>nenhuma depósito ficaria entre nós
>não deu nem 10 minutos do momento que disse o nome dele pra ela e ela ja tava agarrada nele
>a ruiva chupava a língua dele como se fosse o último picolé do verão
>avisto uma depósito 9/10 dançando sozinha
>penso em me aproximar, mas antes que eu chegue a ruiva puxa ela e põe na roda com o Maicão
>ja não entendia mais nada
>eu sempre pegava as depósitos +/10 do que ele e agora ele tava numa orgia de bocas e eu sem nada
>começo a beber
>realizo que ta na hora de baixar as expectativas
>avisto uma ananzinha 5/5 escorada no balcão
>me aproximo dela e pergunto se o pai dela era padeiro
>ela pergunta se era pq ela era um sonho
>eu digo que era pq eu queria comer a rosca dela
>sério que anã rabuda do carai
>a anã me dá um tapão e sai de perto
>vsf que festa merda do carai
>comecei a beber descontroladamente pra compensar a frustração
>dou em cima da garçonete
>a garçonete era uma trans
>ela me esnoba e vai embora
>vômito.rar
>caraio nem a mulher com rola me quis
>decido que hoje não é meu dia e que ta na hora de voltar pra casa
>procuro o Maicão pra ir embora cmg
>vejo ele entrando no carro com duas 1,5 depósitos
>pensei que ele tivesse indo pra um motel ou algo do tipo
>ele tava de mãos dadas com a ruiva e com a anã 5/5
>a ruiva olha pra mim, da uma risada e depois um xauzinho
>caraio que raiva daquela ruiva
>me esnobou e agora vai dar pro meu brother
>faço sinal pro Maicão que vou embora
>ele grita “Oklahoma”
>era nosso sinal secreto
>significava que ele ia realizar o ato de socação intra uterina e que eu não deveria incomoda-lo
>entendo o recado, dou meia volta e volto pra casa
>chegando em casa
>tudo girava por conta do álcool
>brinco um pouco com o o Visconde de Sabugosa até ele cuspir
>durmo
>no dia seguinte acordo com dor de cabeça, deitado no sofá
>percebo que tinham 537272717 chamadas não atendidas no meu celular
>todas do Maicão
>imagino todas as desgraças do mundo
>comeco a ligar de volta mas ele nao atende
>recebo uma ligação de um número desconhecido no meu celular
>é uma mulher
>ela ria descontroladamente
>disse que estava na festa o tempo todo me observando
>pergunta se a noite foi boa e se eu peguei alguém
>mando ela tomar no cu e digo que peguei a mãe dela
>ela racha o bico e diz que é impossível pq a mãe dela foi a primeira a pagar oq devia
>gelei na hora
>reconheci a voz
>era a Thais
>ela começa a contar seu plano do mal
>diz que foi parar num orfanato depois daquele episódio
>que apanhou muito da família onde foi parar mas a família era podre de rica
>a família produzia festas tipo o tomorrowland
>viajaram pra fora do país e levaram ela junto
>disse que por muito tempo quis se vingar mas a família não dava a foda
>dois meses atrás a família tinha morrido num acidente de carro e ela ficou como única herdeira
>ela pôs como meta de vida concluir a vingança que passou anos arquitetando
>disse que a festa foi planejada por ela
>que todas as depósitos da área vip foram contratadas por ela baseadas no meu tipo de mulher
>pergunta como me senti não pegando ngm e vendo o meu “amiguinho” catando todas
>respondo que a vingança dela era uma merda e que tava feliz pelo meu brother
>ela racha o bico e diz que a vingança dela não era me deixar sem pegar ngm
>ela queria se vingar dele por ele ter dedurado ela
>pergunto qual vingança há em encher a rola dele de depósito
>você verá - ela me disse
>desligo o espertofone e percebo que chegou uma mensagem do Maicão no oqueapp
>faz uma semana que o Maicão toma mais coquetel que o Amaury Jr.
pica relatada da mensagem
https://preview.redd.it/9o5g9y8ep3n51.jpg?width=1080&format=pjpg&auto=webp&s=3dbefd7c59d10e7b40b9168ddac79176762f8591
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2020.09.12 05:38 joao_VR_cordeiro consegui comprar outra base sem quase ter um infarto kkk

eu sou o cara do "coisas que eu queria falar aos outros a anos mas eu tenho medo" e vim lhes apresentar meus progressos (ihuuuuuu)

naquele post eu citei meus problemas com minha identidade de gênero. Pois bem, vou deixar uma coisa clara: eu me identifico como homem, porem eu tbm amo usar coisas femininas (como roupas, acessórios, unhas, cabelo, maquiagem, produtos de beleza e tal). Então eu me us uma objetivo:

até o final desse ano eu vou conseguir me "transformar (apenas fisicamente) totalmente em mulher"

eu já tinha um vestido largo que eu "roubei" da minha tia depois que ela voltou pra casa e esqueceu aqui.
eu tbm consegui juntar um pouco do meu salario e comprei uma maquina de barbear para me depilar. (obs: manos é serio se depilem, é a melhor coisa que tem, principalmente para os que transpiram muito. o frescor é indescritível)

agora o tema do post: maquiagem

há varias semanas atras eu acompanhei minha tia enquanto ela visitava algumas lojas de roupa "femininas" aqui na cidade (ela não é daqui). me uma dessas eu vi uma estante de maquiagens bem baratinhas (acho que a base liquida que eu comprei foi uns 10 reais), mas eu não teria coragem de comprar na frente dela. alguns dias depois eu conheci uma garota no tinder (sim, gosto de garotas) e criei um crush nela, e graças a ela eu tive coragem de voltar nessa lojinha e comprar aquela base. mas eu tinha medo então fui bem na hora de abrir para o período da tarde e por sorte só tinham mulheres lá naquele momento então me senti menos ameaçado (o único rapas era o balconista). por não ter homens lá eu senti que as minhas chances de voltar VIVO eram bem maiores (sim, ansiedade que chama). eu estava extremamente ansioso e tremendo de desespero para sair rápido de lá, mas consegui.
depois de uns dias eu descobri que perto de onde eu trabalhava havia uma loja só de produtos de beleza, então eu imaginei que as bases de lá seriam de melhor qualidade. então eu decidi ir lá. dessa vez eu fui até tranquilo pq não dava para ver bem quem entrava lá nem quem estava lá dentro. de fato as bases eram e melhor qualidade e um pouco mais caras,mas para mim era um investimento que valeria a pena futuramente. comprei tbm a esponja especifica para base de rosto.
futuramente pretendo comprar mais makes e se vcs quiserem eu posto fotos aqui todo produzido kkkkkkkk
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2020.09.03 20:16 OrbitingMoon Minha visão de mundo sempre foi meio distorcida

Quando moleque eu era meio bagunceiro, fazia muita merda, às vezes puxava briga, mas não sabia me defender depois, mas mesmo assim eu tinha alguns amigos. Quando eu entrei na quarta série eu tinha engordado um pouco, e na minha sala tinha um repetente. Nossa relação inicialmente foi bem normal, mas eventualmente começamos a nos dar mal e ele começou a me bullynar. Da quarta até a oitava série, quase que todo dia, eu tinha que lidar com isso (escola pequena, só tinha uma turma por série), eu era muito triste na época; matava aula sempre que podia, porque lá tudo que me esperava era zoação e eventuais brigas (que eu sempre perdia). Eventualmente todo mundo cresceu e parou de fazer isso, e o bullying acabou.
Mas não foram só flores depois daquilo, é óbvio que aquilo fudeu comigo, durante aqueles anos eu tentei suicídio no mínimo umas duas vezes, e toda noite antes de dormir eu desejava que ou eu ou ele morressemos, porque eu não aguentava mais. Quando acabou, eu tinha uns 14 anos, estava no nono ano, nunca havia tido uma amiga mulher, nunca dormi na casa de um amigo, não sabia fazer amizades, não sabia sorrir, era tímido, não sabia conversar, não tinha nenhum amigo de fora da escola, e mesmo dentro dela, só tinha dois ou três amigos de infância. Eu basicamente ainda era tão socialmente desenvolvido quanto uma criança de 10 anos (talvez até menos).
Enfim, eu não ligava pra isso, eu podia fazer amizades virtuais, certo? Sim, e eu fiz alguns bons amigos, mas eventualmente eu perdia todos eles porque eu não tinha escrúpulos e falava demais, coisas pessoais, íntimas, enfim. Eu não sabia manter amizades, eu era "estranho" demais pra isso. Mas um cara, ainda assim, me suportava, ele era bastante compreensivo e me aturava, incentivava-me a estudar, conversar com meninas ou outras pessoas, mas eu não levava ele tão a sério, até que eu entrei no ensino médio. De repente eu percebi o quão inútil eu era, e como eu não sabia de nada que deveria ser senso comum (eu, com 15 anos, não sabia nem o que significava ficar com uma menina).
Eu pedi muitos e muitos conselhos para aquele meu amigo, e ele me ajudou bastante, eu fiz minha primeira amiga mulher graças a ele! Mas eu ainda era muito estranho, então com o tempo perdi tanto a amizade dele quanto a dela. Eu era bastante triste na época, tinha muitas inseguranças, mas ainda assim me esforçava o máximo que podia para fazer amigos. Foi, também, nessa época que eu fiz minha primeira melhor amiga, eu amava ela demais, uma vez brigamos e ficamos alguns meses afastados, fiquei deprimidíssimo por um tempo, considerei suicídio porque não tinha mais ninguém. Mas uma hora eu acabei melhorando e me tornei capaz de ser mais normal, conseguia conversar numa boa, já tinha alguns amigos, fazia novas amizades e tudo mais.
Ainda assim eu ainda tinha uma visão bastante distorcida do gênero feminino, ainda não tinha experiência nenhuma com nada remotamente sexual, inclusive, participava de fóruns de incels, acreditava fielmente na blackpill (tua aparência determina teu sucesso na vida), e mais um monte de besteiras que eu lia nos fóruns. Um dia, porém, uma menina chegou em mim (eu nunca havia visto ela na vida), e pediu pra ficar comigo, eu logicamente aceitei, estava desesperado por uma companheira e por ter essas experiências "normais" que todo jovem tinha. Ela me deu seu número de telefone e ficamos conversando pelas próximas semanas, e que semanas...
Aquela mulher acabou de verdade comigo, só reforçou as visões que eu tinha do gênero feminino que eu via na internet. Ela foi a pior mulher que eu poderia ter encontrado para ser com quem eu teria minhas primeiras experiências envolvendo pegação e afins. Ela era uma pessoa horrível, dizia ter nojo de velhos, falava muita merda pra mim, era burra, mas muito muito muito burra, já tinha 20 anos e não tinha nem terminado o fundamental. Ainda assim, eu não tinha mais ninguém na época, e embora eu não gostasse dela, ainda assim queria experienciar o que era a pegação, então quando começamos a trocar nudes, ignorando como ela abaixou minha autoestima na época porque eu não era superdotado como ela queria, eu sentia uma sensação de poder porque ela me mandava fotos dela sempre que eu queria, eu atribuia isso à minha aparência (sou bonitinho, e segundo os fóruns, era só disso que alguém precisa para ter sucesso na vida).
Eventualmente, meio enojado com ela, decidi que não queria mais ela na minha vida, e cortei contato, voltando a estar sozinho. O engraçado é que aquilo me "traumatizou", e eu me recusei a ficar com alguém depois daquilo, inclusive uma menina que era minha vizinha (pensando agora, se ela tivesse sido a primeira pessoa com quem eu fiquei, eu nunca teria passado por esse monte de merda). Eventualmente eu fiz alguns amigos (homens) e fui pra algumas festinhas pela primeira vez, foi bem bacana, passei mal na primeira vez bêbado), mas eu ainda não queria me envolver com mulheres por medo daquilo se repetir.
Com o tempo eu deixei a visão incel que eu tinha do mundo e da mulheres de lado, mas ainda assim eu tinha uma visão distorcida da vida real. Esse ano eu conheci uma menina pela internet, e ela vem me ajudando bastante com isso, ela é bem bacana, e vem me ajudando a superar o medo que eu tinha de tudo isso. Claro, ela, de certa forma, me decepcionou bastante, foi bem deprimente quando eu percebi que eu não vivo num filme de amor adolescente, sabe? Eu acreditava que encontraria uma menina inexperiente como eu, então namoraríamos e aprenderíamos tudo juntos, seríamos felizes para sempre! Embora ela more perto de mim, ainda é longinho então nunca nos vimos pessoalmente, então embora eu ainda seja bobão quando o assunto é pegação, pelo menos agora, graças a ela, estou disposto a mudar.
Inicialmente eu tinha um crushzinho por ela, porque ela parecia ser o modelo de menina perfeitinha que eu tanto desejava, mas ela é humana, assim como eu, tem defeitos, temos diferenças, e eu fico feliz por ter percebido isso. Eu, ainda não entendo direito como eu cheguei nessa conclusão, mas eu tinha a visão de que toda menina busca um romance enquanto todo cara só quer pegação, e foi um puta choque de realidade quando eu percebi que não era assim, até a menina que era super babaca comigo queria um namorado, ela não quer????
Finalizando, peço desculpas se a coesão do texto tenha ficado ruim (sempre foi meu ponto fraco na escrita de textos) ou se eu omiti algum detalhe importante sem querer. Foi um tempão, fiquei muito tempo vivendo de ilusão, achando que o mundo fosse como um conto de fadas, mas é bom poder saber que agora, depois de tudo isso, eu já não sou o moleque esquisito que eu era há alguns anos. Obrigado se você leu até aqui :)
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2020.08.31 05:07 altovaliriano Stannis Baratheon (Parte 7)

O objetivo inicial de Stannis era sentar no Trono de Ferro. Minha impressão é que esse era o plano desde que ele abandonou Porto Real. Outros leitores alegam que esta intenção surgiu apenas depois da morte de Robert. Qualquer que seja o caso, todos devemos concordar que este era o objetivo ao menos desde o Prólogo de A Fúria dos Reis.
Por sua vez, Melisandre já alegava que o rei era a reencarnação de Azor Ahai. Talvez já pensasse assim antes. Mas não sabemos. Tudo que sabemos é que a mulher vermelha promoveu Stannis a herói renascido e nunca o tirou do altar.
Até Tormenta de Espadas, Stannis nunca havia se identificado com o papel de Azor Ahai. Só seguia os conselhos da feiticeira de Asshai para tentar reverter a desvantagem que Renly havia lhe imposto. Depois que conseguiu precisava para combater seus inimigos, até a colocou na geladeira. Atacou Porto Real apenas como Stannis Baratheon, não Azor Ahai, algo que Melisandre não tardou em usar isso contra ele, depois que retornou derrotado à Pedra do Dragão.
Ela voltou a afirmar que ele era um herói renascido e, derrotado e desmoralizado, Stannis começou a lhe dar ouvidos. Ela lhe mostrou uma visão no fogo, falou de uma guerra contra a escuridão, disse que poderia acordar um dragão da pedra, requisitou sangue de um rei e temperou a fábula de Azor Ahai de modo que o herói também era um rei legítimo.
O truque de Martin foi deixar Stannis e Melisandre muito tempo a sós, pensado que Davos havia falecido. Depois o truque foi Davos retornar com um plano para matar a sacerdotisa, o que o tornava mais um traidor. O rei só chama Davos porque Melisandre requisita, mas nem a feiticeira nem Baratheon poderiam prever que o cavaleiro das cebolas atiraria verdades duras a seu suserano.
Stannis fica impressionado, e provavelmente abandona a noção de que Davos era um traidor, pois pergunta por que o cavaleiro queria matar a mulher vermelha. Depois que percebe que as razões eram pessoais (e não para traí-lo), o rei de Pedra do Dragão começa a abrir o jogo, mas de modo confuso e atrapalhado. Provavelmente porque não ele não sabe do que está falando. Só está repetindo o que ouviu de Melisandre.
O objetivo de Baratheon agora é lutar na “grande batalha” e unir toda Westeros contra o Grande Outro. É um plano parecido com o anterior, mas agora Stannis precisa abandonar a ideia de simplesmente ‘tomar o trono’ para abraçar o ideal de ‘unir o reino’. À semelhança de Aegon, o papel agora é acabar com as disputas internas e consolidar a figura de um único governante. Mas tal como Aegon, precisa-se de um dragão. Para conseguir o dragão Edric Storm deve ser sacrificado.
A areia corre agora mais depressa pela ampulheta, e o tempo do homem sobre a terra está quase no fim. Temos de agir com ousadia, senão toda a esperança estará perdida. Westeros tem de se unir sob seu único rei verdadeiro, o príncipe que foi prometido, Senhor de Pedra do Dragão e escolhido de R’hllor. […] – Dê-me o garoto, Vossa Graça. É a maneira mais segura. A melhor maneira. Dê-me o garoto e acordarei o dragão de pedra.
(ASOS, Davos IV)
Mas como é possível unir o reino sem antes tomar o trono? Não são ideias que redundam no mesmo ponto? Segundo o discurso legalista de Stannis, não. Tendo Stannis a convicção de que o reino e trono já são seus, diminui-se a urgência de tomá-los.
Não é questão de desejo. O trono é meu, como herdeiro de Robert. Essa é a lei. Depois de mim, deve passar para a minha filha, a menos que Selyse finalmente me dê um filho. – Passou três dedos levemente pela mesa, sobre as camadas de verniz liso e duro, escurecido pela idade. – Eu sou rei. Os quereres não entram nisso.
(ASOS, Davos IV)
Este discurso convenientemente repetido por Baratheon é a brecha para que permite a Stannis aceitar outros rumos que não atacar Porto Real novamente. Não fosse assim, por que ele sequer daria ouvidos a um plano de Axell Florent e Salladhor Saan para atacar a Ilha da Garra? Ou então por que Stannis esperaria tanto tempo para que Melisandre comprovasse a eficácia de suas promessas?
De todo modo, o discurso de que o título lhe pertence, aconteça o que acontecer cai como uma luva em sua nova mentalidade de herói mítico. Mais tarde será este discurso que autorizará que Stannis deixe Pedra do Dragão para responder ao pedido de ajuda da Patrulha descoberto por Davos. O rei viu a visão no fogo e aquilo o fez relativizar a buscar pelo trono.
Com meus próprios olhos. Depois da batalha, quando estava perdido em desespero, a Senhora Melisandre pediu-me para fitar o fogo da lareira. […] o que vi foi real, apostaria nisso o meu reino.
E foi o que fez – disse Melisandre.
(ASOS, Davos IV)
Mas os discursos dos personagens não veem sempre em seu auxílio. As vezes, ele são uma arma para ser usada contra ele. Esta é a razão pela qual Stannis fez de Davos sua Mão. Mas também é a razão pela qual Davos não será punido pela flagrante traição em traficar Edric Storm para Lys.
Ao condenar um eventual ataque a Ilha da Garra, Davos fez Stannis perceber que puniria homens como ele mesmo: que estavam obedecendo ordens de seu senhor contra o rei. Quando leu o pedido de ajuda da Patrulha da Noite, Davos usou a visão que Stannis e Melisandre lhe haviam contado e as profecias da grande guerra contra eles mesmos. Se Baratheon agisse diferentemente naqueles momentos, estaria virtualmente demonstrando que não era rei, herói ou sequer o Stannis que ele conhecia.
Não quero dizer com isso que Stannis não sofre transformações ao longo de A Tormenta de Espadas. Pelo contrário. O rei muda muito o seu discurso de um capítulo para o outro neste livro. O final do Davos IV e o começo de Davos V são espelhos um do outro. A situação modifica-se rapidamente quando as circunstâncias forçam o rei derrotado a admitir que Melisandre pode ter razão sobre o sangue de rei. Porém, nem todas as mudanças vieram em favor da tese de Melisandre. Ao dar alguma razão à feiticeira na mesma medida em que lhe retirava, Martin objetiva criar mais conflito interno no personagem, forçando Stannis a tomar uma decisão que refletisse sua personalidade da forma mais autêntica possível.
Primeiro, falemos das suspeitas que surgem de um capítulo para o outro.
Stannis antes achava que R’hllor deveria escolher alguém melhor, se achando inadequado para o destino que lhe era imposto. Entretanto, ao reparar que R’hllor escolhe como seus instrumentos os homens mais pífios e desonrosos, Baratheon passa a duvidar da lisura de seu deus.
O Senhor da Luz devia ter feito de Robert o seu campeão. Por que eu?
Porque é um homem reto – disse Melisandre.
(ASOS, Davos IV)

Será que a mão de R’hllor é manchada e entrevada? – perguntou Stannis. – Isso parece mais obra de Walder Frey do que de qualquer deus.
R’hllor escolhe os instrumentos de que necessita. – O rubi na garganta de Melisandre brilhava, rubro. – Seus caminhos são misteriosos, mas nenhum homem pode resistir à sua vontade ardente.
(ASOS, Davos V)
Por outro lado, após ser persuadido por Davos a não atacar a Ilha da Garra, Stannis falava em trazer justiça para cada pessoa nos sete reinos, independente da classe. No capítulo seguinte, porém, vislumbrando a chance de angariar apoio político fácil, fala que oferecerá indultos totais aos traidores que perderam seus reis para as sanguessugas de Melisandre. Mais do que qualquer coisa, essa passagem demonstra o quanto Stannis estava ávido para se livrar do dilema moral envolvendo o sacrifício de Edric.
Eu trarei justiça a Westeros. Algo que Sor Axell compreende tão mal quanto compreende a guerra. A Ilha da Garra não me traria nada... e seria uma coisa maligna, como você disse. Celtigar tem de pagar o preço da traição pessoalmente. E quando eu subir ao trono, pagará. Cada homem colherá o que semeou, do mais alto dos senhores ao mais baixo rato de sarjeta. E alguns perderão mais do que as pontas dos dedos, garanto. Fizeram o meu reino sangrar, e não me esqueço disso.
(ADWD, Davos IV)
...
O lobo não deixa herdeiros, a lula gigante deixa muitos. Os leões vão devorá-los, a menos que... Saan, vou precisar de seus navios mais rápidos para levar enviados às Ilhas de Ferro e a Porto Branco. Oferecerei indultos. – O modo como cerrou os dentes mostrou o pouco que gostava da palavra. – Indultos totais, para todos aqueles que se arrependerem da traição e jurarem lealdade ao seu legítimo rei. Têm de compreender…
(ASOS, Davos V)
Outra dúvida que acomete Stannis tem relação com a própria credibilidade das visões no fogo. Na primeira conversa, Stannis tem uma convicção profunda sobre o significado do que viu nas chamas. A seguir, mostra-se cético. Eu diria que, aqui, o rei está desdenhando do sucesso das sanguessugas com base nas previsões ambíguas que Melisandre fez no passado. Outra tentativa de se esquivar do sacrifício do bastardo de Robert.
A convicção na voz do rei assustou Davos profundamente.
(ASOS, Davos IV)
...
Há mentiras e mentiras, mulher. Mesmo quando essas chamas falam a verdade, estão cheias de truques, parece-me.
(ASOS, Davos V)
Porém, Melisandre conseguiu incutir algumas ideias em Baratheon. Quando libertou o Cavaleiro das Cebolas, Baratheon elogiava Edric Storm e se mostrava enfurecido por pensarem que ele o faria mal. Na segunda conversa, contudo, depois que Melisandre tanto destaca quanto o bastardo era a encarnação de uma afronta (e até mesmo de uma maldição) contra o rei, ele passa a expressar uma opinião negativa sobre o garoto.
O garoto encantou-o? Tem esse dom […]. Penrose preferiu morrer a entregá-lo. – O rei rangeu os dentes. – Isso ainda me enfurece. Como ele pôde pensar que eu iria fazer mal ao garoto?
(ASOS, Davos IV)
...
Já estava farto desse maldito garoto antes mesmo de ele nascer – protestou o rei. –Até o nome dele é um rugido aos meus ouvidos e uma nuvem negra que paira sobre a minha alma.
(ASOS, Davos V)
Por fim, enquanto que primeiramente o rei insistia a Melisandre que pensar em dragões era alimentar uma esperança tola, mais tarde ele mesmo passa a fantasiar com as possibilidades.
Não quero ouvir mais nada sobre isso. Os dragões acabaram-se. Os Targaryen tentaram trazê-los de volta meia dúzia de vezes. E fizeram papel de bobos, ou de cadáveres.
(ADWD, Davos IV)
...
Seria uma coisa maravilhosa vera pedra ganhar vida – admitiu de má vontade. – E montar um dragão... [...] Robert tirou os crânios das paredes quando colocou a coroa, mas não suportou a ideia de mandar destruí-los. Asas de dragão sobre Westeros... isso seria uma...
(ASOS, Davos V)
Neste momento Davos interrompe Stannis para combater os argumentos de Melisandre. Tal qual havia feito antes ao criticar o plano de Sor Axell, o cavaleiro das cebolas desempenha o papel do advogado de defesa. Tal qual havia feito anteriormente, Stannis deixa seus conselheiros debaterem livremente, como se a altercação acontecendo na corte fosse um reflexo de seu próprio conflito interno.
Os argumentos da nova Mão do Rei não são novos. São os mesmos que Stannis já havia apresentado à feiticeira e, por isso, Melisandre tem resposta para todos. No fim, porém, Davos inova argumentando que nem todos as sanguessugas haviam causado o efeito prometido.
Duvida do poder de R’hllor? [...]
Até um contrabandista de cebolas sabe distinguir duas cebolas de três. Falta-lhe um rei, senhora.
Stannis resfolegou uma risada.
Ele pegou-a, senhora. Dois não é igual a três.
(ASOS, Davos V)
Stannis mal conseguiu conter sua alegria. Davos apontou uma brecha que o livrava de ter que reconhecer que Melisandre tinha razão, algo que ele estava resistindo a fazer até aquele momento. A alegria, contudo, dura pouco. A feiticeira mostrasse confiante de que Joffrey morrerá em circunstâncias que evidenciarão o poder do sangue de Edric. Stannis fica contrariado e termina a discussão ainda insistindo no argumento de Davos.
Com certeza, Vossa Graça. Um rei pode morrer por acaso, até dois... mas três? Se Joffrey morrer, no meio de todo o seu poder, rodeado por seus exércitos e sua Guarda Real, isso não mostraria o poder do Senhor em ação?
Talvez mostre. – O rei falou como se se ressentisse de cada palavra.
Ou talvez não. – Davos fez o melhor que pôde para esconder o medo.
[…] Dois é diferente de três. Os reis sabem contar tão bem quanto os contrabandistas. Podem ir. – Stannis virou as costas a eles.
(ASOS, Davos V)
A discussão é encerrada, mas Davos sabe que o conflito interno de Stannis está longe de terminado, por isto ele fica para trás para repisar os pontos em que a opinião de Stannis não mudou:
  1. Edric é de seu sangue
  2. Edric é inocente
  3. Edric e Shireen se afeiçoaram.
Davos ainda quis repetir o nome do garoto a fim de humanizá-lo, pois Stannis teimava em não pronunciar seu nome.
Como era esperado, nada disso tem efeito. Até porque todos estes argumentos foram trazidos pelo próprio Stannis contra Melisandre. Ao voltar a eles, Martin apenas nos demonstra que Baratheon não descartava sacrificar Edric apesar daquilo tudo. O rei até pronuncia o nome de Edric, demonstrando que humanizá-lo não o faria temer mandá-lo para morte.
Martin fecha este pequeno arco de mudança de opinião com um último espelhamento. Em um capítulo, Stannis manda tirar Davos de sua cela. No seguinte, ameaça justamente jogá-lo de novo nas masmorras. Esse é o sinal de que Stannis não admite mais contestação, pois a possibilidade de entregar Edric a Melisandre já é quase uma realidade.
Vá – disse o rei por fim– antes que consiga se levar de volta à masmorra.
(ASOS, Davos V)
Entretanto, se o sacrifício não acontece depois, o que Martin quis com todo esse arco? E por que vimos Stannis se humanizar e não atacar a Ilha da Garra (um ato “maligno”, segundo ele mesmo), para que logo depois ele esteja em conflito sobre sacrificar uma criança inocente? Tanto o ataque a Ilha da Garra quanto o sacrifício de Edric não aconteceram. O que Martin quis mostrar com isso tudo?
Toda essa volta serviu para estabelecer as diferenças, dentro de um espectro de moralidade, entre os personagens em Pedra do Dragão.
Desde que fomos apresentados a Stannis em A Fúria dos Reis nos tornamos cientes que suas famosas honra e moralidade não são tão rígidas como se fala. Elas se curvam ao cumprimento dos deveres associados aos papéis sociais que ele assume e ao utilitarismo de desempenhá-los à risca. Em outras palavras, Stannis está sempre atento a desempenhar o papel que esperam dele.
Em A Tormenta de Espadas, Stannis admite isso com todas as letras. Quando lhe foi apresentado o dilema da Rebelião de Robert, entre seguir seu irmão e lorde e se tornar um rebelde ou seguir seu rei e manter-se um legalista, Stannis pensou que os laços de sangue eram mais importantes.
Escolhi Robert, não escolhi? Quando esse duro dia chegou. Escolhi o sangue em detrimento da honra.
(ASOS, Davos IV)
No dilema envolvendo Edric, entretanto, Stannis está sendo forçado a abandonar até mesmo seu sangue em prol de uma profecia que tanto salvará o mundo quanto lhe dará o reino. Diferentemente da Rebelião, Stannis agora é o rei e não o rebelde (na cabeça dele ,claro). Não é mais uma questão de lealdades ou legalidade, mas a escolha entre vidas a salvar e um reino para pacificar.
É claro que, como a única fonte de informações é Melisandre, Stannis exige evidências de que ambas as coisas realmente acontecerão, caso ele decida sacrificar o bastardo do irmão. Stannis é um homem desconfiado e orientado por evidências. Não quer fazer um movimento baseado em simples wishful thinking. Entretanto, Melisandre concede as garantias. Lhe fornece uma visão no fogo que o impressiona muito e realiza o ritual com as sanguessugas que “resulta” na morte dos outros três reis ainda vivos na Guerra dos Cinco Reis. Porém, vale mencionar, ainda assim Stannis pedia por garantias.
Jura que não há outra maneira? Jure por sua vida, porque juro que morrerá devagarinho se mentir para mim.
(ASOS, Davos VI)
Sendo assim, a conclusão óbvia é que o rei pode até ser alguém disposto a atos grotescos, mas ele somente os leva a cabo quando têm utilidade verdadeira. Inclusive, esta é a razão pela qual ele concorda com Davos de que atacar a ilha da Garra seria um expediente maligno. Ele não só iria punir as famílias inocentes de homens que lhe serviram com lealdade como não tiraria nada de realmente útil deste ataque, apenas saque.
Já com Edric Storm, o dilema que Martin impõe ao personagem se encaixa no padrão de “O que é a vida de um em comparação” e “As necessidades de muitos”, tropes normalmente associadas à busca pelo bem maior – o que não necessariamente coloca Baratheon na condição de herói, mas tampouco necessariamente o rebaixam à condição de vilão ou de antagonista.
Em verdade, mesmo depois da repentina mudança de opinião sobre Edric, o rei nunca deixou de considerar sua inocência e as consequências nefastas que viriam do ato, especialmente no que se referia a possíveis acusações de fratricídio. Stannis associa este tipo de postura a uma necessidade de cumprimento de seu dever como Azor Ahai e rei.
Quantos garotos vivem em Westeros? Quantas garotas? Quantos homens, quantas mulheres? A escuridão vai devorá-los todos, diz ela. A noite que não tem fim. Fala de profecias... um herói renascido no mar, dragões vivos chocados a partir de pedra morta... fala de sinais e jura que apontam para mim. Nunca pedi isso, assim como não pedi ser rei. Mas vou me atrever a não lhe dar ouvidos? – rangeu os dentes. – Não escolhemos o nosso destino. Mas temos... temos de cumprir o nosso dever, não é? Grande ou pequeno, temos de cumprir o nosso dever. Melisandre jura que me viu em suas chamas, enfrentando a escuridão com a Luminífera erguida bem alto. Luminífera!
(ASOS, Davos V)
Alegar que ‘não pediu’ para estar naquela situação é um gesto clássico de Stannis quando é colocado em uma situação que exige que ele tome escolhas difíceis. Stannis é um homem que dá muita importância ao preenchimento de papéis sociais, seja como irmão mais novo, conselheiro, marido, rei ou herói mítico renascido. Por essa razão conclui não ter controle sobre o próprio destino, que apenas lhe resta agir conforme seu papel.
Afinal, a lição que tirou na infância do caso do falcão Asaltiva foi que tentar agir em desconformidade com sua condição é algo ineficaz, que somente o coloca no papel de bobo. Isso condicionou a vida do Baratheon do meio à busca de desempenhar seu papel da forma mais eficiente e em conformidade com as suas condições. Assim, sua vida foi moldada na obediência aos seus deveres.
Quando era rapaz, encontrei um açor ferido e tratei dele até que recuperasse a saúde. Chamei-o Asaltiva. Costumava se empoleirar no meu ombro, esvoaçar de sala em sala atrás de mim e comer na minha mão, mas não voava alto. Uma vez ou outra levei-o à caça, mas nunca subiu mais alto do que as copas das árvores. Robert chamou-o Asafraca. Ele tinha um falcão-gerifalte chamado Trovão que nunca errava um ataque. Um dia, nosso tio-avô, Sor Harbert, disse-me para experimentar outra ave. Disse que estava fazendo papel de idiota com Asaltiva, e tinha razão.
Assim, todo o dilema enfrentado pelo rei de Pedra do Dragão centrava-se em comprovar a eficácia do método proposto por Melisandre, a fim de não fazer papel de bobo caso fosse uma furada. Stannis estava disposto a sacrificar alguém de seu sangue se conseguisse acordar um dragão e unir o reino sob seu comando para liderar a batalha contra as trevas. O que ele não estava disposto era a ser mais um idiota nas páginas da história, que pensava ter achado a fórmula para obter um dragão, mas no fim acabava morto ou humilhado.
– Não quero ouvir mais nada sobre isso. Os dragões acabaram-se. Os Targaryen tentaram trazê-los de volta meia dúzia de vezes. E fizeram papel de bobos, ou de cadáveres. Cara-Malhada é o único bobo de que precisamos neste rochedo esquecido por deus. Você temas sanguessugas. Faça o seu trabalho.
(ASOS, Davos IV)
Esta visão utilitarista é a postura de Stannis.
A postura adotada por Melisandre, Selyse e Axell é algo inteiramente distinto.
A diferença crucial entre Stannis, Selyse e Axell é que apenas o rei sente-se moralmente impedido de realizar o sacrifício, muito embora Edric também seja do sangue de todos eles. A rainha e o castelão não somente descartam completamente a humanidade e a inocência de Edric Storm, como eles fecham aos olhos ao fato de que “o bastardo de Robert” também é “o bastardo de Delena Florent”.
Edric é filho da prima de Selyse e, por força do casamento com Stannis, seu sobrinho. Já Axell é tio-avô do garoto. Figurativamente falando, o sangue Florent corre tão intenso nas veias de Edric quanto o sangue Baratheon. Este é um detalhe grandemente esquecido tanto pelo leitor quanto pelos personagens, mas que estabelece uma grande diferença de caráter entre Stannis e os Florent.
O rei não ignora o valor da vida que está tirando. A inocência e o fratricídio constituem obstáculos morais sérios para ele. Stannis tampouco deseja patrocinar um fiasco com sangue e desonra. Já Selyse acredita piamente no papo de Melisandre de que Edric conspurcou seu casamento e impôs uma maldição em seu ventre, impedindo-a de gerar filhos homens.
Robert e Delena profanaram a nossa cama e fizeram cair uma maldição sobre a nossa união. Esse garoto é o sujo fruto de sua fornicação. Levante esta sombra de meu ventre, e eu lhe darei muitos filhos legítimos, eu sei que sim.
(ASOS, Davos V)
Axell Florent é um homem ambicioso que vê traidores em todo lado, que está mais do que disposto a lançar à fogueira aqueles de seu sangue (no caso, seu irmão Alester).
Porém, é preciso ressaltar que a miopia de Axell não é condicionada apenas a sua ambição. Ele não apenas estava apoiando o sacrifício de Edric enquanto tinha chances de ser nomeado Mão. Mesmo depois que Davos passa a ocupar o cargo, Axell continua a fazer eco aos gritos de Selyse.
Assim, fica claro que a rainha e o castelão não hesitariam de entregar às chamas alguém inocente de seu próprio sangue caso Melisandre assim requisitasse.
Quanto à própria sacerdotisa de Asshai, pouco podemos inferir sobre sua moralidade. Entretanto, os argumentos que ela apresenta a Stannis parecem indicar que Edric não seria o primeiro inocente que ela sacrificaria na vida.
O Senhor da Luz aprecia os inocentes. Não há sacrifício mais precioso.
(ASOS, Davos V)
Portanto, o ponto de Martin com a “ameaça de sacrifício” era permitir que os leitores contemplassem o caráter de cada personagem envolvido para que soubéssemos “quem eles eram quando estava escuro” e, em contraste, notássemos que, por mais ambicioso, orgulhoso e estrito que Stannis fosse, não seria facilmente convencido a sacrificar o bastardo de seu irmão, mesmo quando as pessoas a seu redor estavam convencidas.
Ele está com eles, mas não é um deles, pensou Davos.
(ASOS, Davos VI)
No fim, entretanto, Edric Storm apenas sobreviveu por intervenção de Davos. A pergunta que fica com o leitor é: O que aconteceria em uma situação parecida se Davos não estivesse por perto?.
Mas isso é tema para outro texto.
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2020.08.24 07:11 aquele_esquisito Me alienei completamente em relação as pessoas (Histórias de Quarentena)

Esse ano tá sendo bem interessante para mim até agora, comecei com 23 anos, virgem, bv, com zero experiências íntimas com mulheres, sem nunca de fato ter valorizado essas aventuras, isto é, nunca ter buscado de fato. Sempre fui no menor número possível de festas, nunca engajei em nenhum tipo de flerte com uma mulher e com isso nunca cheguei perto não só das ppks alheias como não sei o que é amar uma mulher. Basicamente era um incel sem a parte de odiar as mulheres, só a de não ver necessidade em transar mesmo, sem nenhum vitimismo, *quase um assexual que sente vontade física de transar mas não psicológica. *
Pois bem "ano novo, vida nova", pensei comigo mesmo que ia mudar isso, não deve ser tão difícil, ainda sou jovem sem ser garoto demais, quase empregado, não sou horrendo, os anos de academia me transformaram em uma pessoa atraente de corpo e sou absurdamente interessado (quase de maneira autista) em saber das coisas/conceitos/ideias/ciências/formas de arte, me transformando numa máquina de boas conversas por ter assunto pra infinidade de tempo. Por que decidi mudar isso? Literalmente por pensar com o meu pau, depois dos 20 parece que minha libido triplicou e eu não via a hora de finalmente comer alguém. E aí eu ainda caí na isca de "tem mais de 20 e é virgem? teu padrão é muito alto" que me deu um falso senso de segurança, ou seja, fui em todas que deram bola.
Usando tinder já comecei a perceber que ter um grande conhecimento de vários assuntos não significa ter uma boa conversa de bate e pronto, por isso passei uns tempos dando match com qualquer menina (mesmo que longe) só pra treinar o meu gingado na conversa com elas, depois de umas semanas consegui uma melhora boa (e agora quase indo pro fim do ano já me sinto um mestre das conversas) e comecei a de fato marcar encontros.
Pelo tipo de texto que estou escrevendo você pode talvez imaginar um autista metido que se acha o rei da cocada, e é meio assim que eu me sinto comigo mesmo, mas na vida real eu consigo me passar por uma pessoa completamente normal e sociável, o lance é que eu estou fazendo força para isso internamente. Sempre achei isso meio normal porque apesar de ser extremamente introvertido nunca fui tímido e sempre convivi com coletividades de amigos ao longo da minha vida ATÉ a faculdade quando todo mundo foi separando, daí eu tenho um senso de normalidade bastante bem desenvolvido, a partir dai é questão de querer mesmo.
Primeira menina foi logo na época de carnaval (apesar de ter passado longe de blocos), foi com ela que eu perdi o BV de todas maneiras possíveis e desenvolvi mais habilidade com mulheres, saímos durante a semana quase toda (ela era de fora) mas não conseguimos transar por conta de terceiros empacando o bonde (a vontade foi tanta que chegamos a ficar nos esfregando em alguns lugares públicos). Viu? Não foi tão difícil, vou transar bem mais rápido que imaginava, eu só precisava achar alguém que morasse sozinha pra facilitar tudo. O único alerta que essa primeira vez me deu foi que eu não gostei da experiência, e eu to acostumado a não gostar de saídas sociais/fingir ser normal, passo por isso a vida inteira, mas acho que por essa vez ter aprofundado mais na minha intimidade acabei odiando mais do que uma simples ocasião social.
Sai com a segunda um tempo depois e essa era bem mais quieta e tranquila que a primeira, com essa não rolou nada e eu não fiquei tão desconfortável, depois percebi que foi porque foi basicamente um rolê que eu tenho com meus amigos, daí o nível de conforto foi proporcional a isso e não a de ir pra trocar saliva com uma mulher. Essa segunda era espetacularmente linda apesar de não parecer tão interessada como a primeira (que também era bonita!). A partir daí eu percebi que tava fácil demais e decidi tentar ser mais criterioso a fim de achar uma mulher bonita que fosse transar comigo sem as frescuras sociais, porque meu pau tava mandando em mim.
Enfim, achei uma mina com 28 anos que tava querendo, marquei um pouco antes das minhas aulas começarem mas tive que dar uma adiada por um problema, porém o encontro nunca de fato aconteceu pois por ironia divina, o corona estourou e a pandemia começou. A partir daí vou dar uma acelerada na história, pois desse início de março até hoje continuei acessando o tinder assiduamente quase como um vício de autoestima com a desculpa de treinar meu papo com mulheres, e sem intenção de quebrar a quarentena.
Fiz todos tipos de perfil possível (pedindo sexo na bio, super fofo, esquisito, descolado...) e dei match com todo tipo de mulher possível, tive várias conversas a ponto da minha habilidade social ter crescido bastante, porém acabei chegando no ponto de saturação mais que completa. Lembra quando eu disse que ia ser mais criterioso? Isso subiu absurdamente a minha cabeça a ponto de eu literalmente achar todas as mulheres do app feias ou indesejáveis de alguma forma, antes eu literalmente tinha uma certa luxúria por quase todas porém isso foi morrendo com as conversas. Porque eu começava a conversar no meu modo ultra social (quase um superego em esteroides) e levava uma conversa foda em vários lugares imagináveis, conseguia colocar as minas fissuradas em continuar a conversar comigo, me chamar pra conversar tomando iniciativa e tudo mais. Mas aí eu percebi que comecei a odiar as conversas, porque a dura realidade é que nenhuma mulher passa um tempo psicopata aprendendo a conversar com homens no tinder pra ter a conversa perfeita.
Isto é, apesar de eu tomar a dianteira, as conversas para mim começaram a ser absurdamente horríveis e pouco proveitosas, porque as mulheres em geral são seres humanos normais, que em sua maioria são completamente entediados consigo mesmo e desinteressantes. Deixou de ser sobre conquistar as meninas com a lábia das palavras para "Quero uma conversa interessante pra mim", e obviamente não encontrei ainda uma menina psicopata ao ponto de seguir o guia que eu descrevi, mesmo as boas de conversa batiam no meu ego me dizendo "nossa, se eu consegui isso com essa, talvez eu consiga algo melhor". Até agora eu consegui umas 5 meninas a tentarem me convencer a quebrar a quarentena com elas.
Olha a merda no que eu me tornei, esses últimos parágrafos são estreitamente das profundezas da minha mente, onde eu comecei a levar essas conversas de merda e encontros como achievements sociais. Que foi de certa forma como eu abordei tudo isso no começo sem perceber, quero transar porque sim, meu pau me ordena, quero perder o BV para poder falar livremente com as pessoas que eu já beijei (não gosto de mentir sobre isso e sempre admito o que sou sem vergonha quando o assunto surge em conversa com amigos) e não sou um completo inapto social por tentar e ser rejeitado. Finalmente me encontrei numa posição de poder e comecei a usar isso pra aumentar o ego pura e simplesmente, fui me tornando uma mina aleatória de only fan que coleciona macho que paga tudo pra ela (famosos simps).
"Nossa, que fanfic de adolescente retardado" pode passar pela sua mente, pois bem, a dose de realidade chegou para mim, porque apesar de não ser horrendo eu não sou nenhum modelo, então teve uma hora que eu basicamente bati no meu limite de beleza no tinder e a atenção que eu tava recebendo secou completamente. Comecei aceitando qualquer uma com um perfil super amigável e convidativo, pra aceitar até umas meninas que considero meio feias com um perfil mais interessante, pra começar a encontrar com meninas regulares/do meu nível pra até algumas mais bonitas com um perfil super esquisito (pra filtrar tipos de menina que eu não queria), e aí eu estagnei, ainda to um pouco longe do topo da pirâmide mais fui um pouco mais longe do que imaginava. Fui de perdedor de boas, para perdedor com um falso senso de poder, para perdedor carente que tentou voar muito perto do sol, tudo isso também por não gostar da ideia de correr atrás de mulher, parto do princípio que se a mina não tiver iniciativa pra vir falar comigo é porque pra ela não tem nada ali e já descarto de cara.
Eu basicamente sinto que estou passando, ao longo dos últimos anos, por um processo de alienação completo de relações sociais à lá ted kaczynski, e eu sinto que essa era uma das últimas barreiras que eu tinha pra quebrar: a do sexo oposto. Já tinha normalizado na minha cabeça a minha própria desumanização e completa insignificância, pra estender isso pra colegas/amigos/parentes, e finalmente sinto que estou me descolando do tecido dos relacionamentos, ou de mulheres no geral. O que eu achei mais perceptível desse processo foi que o meu "pensar com o pau" meio que se tornou temporário, antes eu poderia ter me masturbado ou não e ainda havia um certo desejo por mulheres, agora eu sinto que sou uma pessoa quando estou com tesão e quando não estou mais simplesmente volto a não dar a mínima pra estar com uma mulher (eu já não ligava pro aspecto de companhia da relação, agora então o sexual parece ter ido embora também assim que esvazio o saco), inclusive com algumas dessas meninas que encontrei cheguei a fazer chamadas pra ficar me masturbando e é mata conversa na certa, porque o meu tesão acumulado por aquela pessoa desaparece da face da terra com uma gozada e eu não consigo nem mais falar com ela. Não sei se já estou estragado pro sexo, porque tenho certeza que depois de transar o meu desejo vai ser ficar sozinho comendo uma pizza e ouvindo música.
Pra quem for comentar em nofap e parar de ver pornô, eu não me masturbo com tanta frequência ao longo do ano, inclusive já fiz no fap de 3 meses duas vezes (outra isca que não serve pra muita coisa), também quase não consumo pornô, minha libido é muito errática com a masturbação, posso passar um tempo me masturbando 3-4 vezes por mês (tendo muita ocupação e coisas pra resolver) para chegar uma sequência de três dias de vagabundo e me masturbar 4-5 vezes por dia, quantificando num ano passo longe de vício por punheta ou pornô.
O mais engraçado da história toda é que todo esse processo aconteceu com auxílio do isolamento físico da quarentena que me possibilitou a chegar nesse ponto de alienação sem nem transar ainda. To quase me sentindo como o androide no fim do Ex-Machina que vai pra sociedade viver como uma pessoa normal, visto que to bem perto de finalizar a faculdade, vou tentar arranjar um emprego, morar sozinho, e finalmente virar um adulto de fato, a única coisa que eu tava sentindo dever nesse quesito de amadurecimento era a parte de relacionamento, principalmente o sexo porque de fato eu nunca tive interesse em montar família com casamento/filho/cachorro/gato, nem a ideia de namorar me atraia já bem novinho justamente por desgostar dessa ideia do companheirismo, minha última esperança era transar, mas isso eu acho que nem faço mais questão de concretizar.
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2020.08.21 17:11 PokerLucky84 Nice People from past

Bom apenas um relato, vou resumir o backgound history que é de suma importância.... quando colocar datas, é para contextualizar a "situação"
2000 - Conheço a Carls
2002 - Entramos para uma federal "perto" de onde morávamos..
2004 - Vamos morar juntos em uma "republica" cada um em um quarto....
2004/2 - No segundo semestre devido a falta de dinheiro vimos que teríamos que rachar um quarto, nesta época rolou "brotheragem" entre eu e a calrs, estávamos Financeiramente fodidos, e a faculdade consumia todo o nosso ser, ja que ela era integral, nos sustentávamos fazendo bicos de garçom e outros)
2007 - conseguimos nos formar, cada um seguiu a sua vida, eu me mudei pra um outro estado, ela voltou para a cidade onde morávamos, Neste 12 anos que ficamos longe ainda mantínhamos o contato, mas a vida cotidiana acaba afastando as pessoas, neste meio tempo ela casou, teve uma filha, divorciou-se mergulhou em uma depressão profunda por anos (onde inclusive foi preciso intervenção para interna-la), ela se recuperou, e algum tempo ja esta reconstruindo a sua vida.
2019/2 - Me recusei a fazer algo inescrupuloso na empresa onde trabalhava por 10 anos, pedi conta, voltei para a cidade natal.
Hoje - Arranjei um novo trabalho no Inicio de 2020, e hoje tenho mais controle sobre todos aspectos da minha vida do que jamais tive morando em SP.
Começa a historia aonde a empresa decide contratar uma outra profissional para ajudar o time B, essa profissional era carls.
A carls é uma mulher de personalidade muito forte, perfeccionista, o que acaba sendo "qualidades" importante para a tarefa que desempenhamos.
No meu time, acabo recebendo muitos novatos e estagiários, pessoal jovem (sim sou boomer) acaba tendo mais energia, e ate a maneira de se relacionar com companheiros de trabalho acaba diferente....
Aqui começa a besteira toda.
antes da quarentena, todo mundo no meu time acabava indo para um happy hour, e de vez em quando carls aparecia, mas as coisas começaram a mudar quando uma guria inclusive é filha de um amigo nosso começou a trabalhar para gente.
Numa dessas compartilho um stories onde a "guria" e o resto do time esta comemorando um importante marca que atingimos. então ela me chama no privado e manda uma mensagem
-Sua esposa sabe disso?
-Ola Carls, Bom dia, sabe de que?
-Voce de rosto coladinho com a varls filha do john.
-ué.... o que que tem isso?
-ela não se importa?
-não, deveria?
-voce tem que se dar o respeito, voce é chefe deles....
(nesta hora pensei em dar uma reposta mais brusca, mas decidi levar o papo na moral.)
-Olha carls, Chefe, é o brals, eles são minha equipe, eles são foda pra caralho no que fazem, são excelente pessoas, não sei porque voce pensa desse jeito, mas não ligo.
-ahh poker(eu), eu nao confio em estagiários, e também não confio em homens...
-pera ai, o que tem uma coisa a ver com a outra.
(neste momento ela da uma pausa longa e depois continuou)
-é realmente isso não é da minha conta, mas se fosse eu, eu não faria isso.
-calrs, que inferno, o que voce esta falando?
(nesta hora eu entendi, só queria ver o que ela iria falar, o negocio pegou foi porque ela achou desrespeitoso eu tirar uma foto com a varls, naquela epoca fiquei sabendo que a varls estava quase namorando com o ex marido da carls, por tabela ela achava que varls estava dando em cima de mim).
-poker voce tem que ter mais cuidado com o jeito que voce trata os seus subalternos (sim ela disse essa palavra), principalmente as meninas, se não vai ser desrespeitoso com sua esposa.
(como eu disse la em cima, minha esposa não se importa, chegamos ao um nivel de confiança um no outro que sabemos aonde estão os limites, nessa hora soltei os cachorros)
-Carls, olha não tenho culpa se por acaso voce casou com fulano e na epoca ele era um FDP que te deu um pé na bunda depois que voce teve depressão, eu não iria me envolver com alguem do trabalho, ou qualquer outra pessoa, não foi porque a gente fodia quando jovem e eramos livres que eu vou repetir esse comportamento aqui, eu acho que voce tem que cuidar da sua vida, nada mais que isso.
nesta hora o selo de nice girl veio.
-nossa voce se acha a ultima bolacha do pacote né? se enxerga filho, eu fui a mulher mais bonita que voce ja ficou.
(realmente ela continua extremamente bonita, mas ela não conseguiu conectar-se a alguem para entender que beleza não faz companheirismo, ou te da força em horas difíceis)
-realmente carls, o problema é que voce não viu que beleza não preenche caráter.
-vc ta me chamando de sem caráter poker.....
(aqui vou poupar voces das coisas que ela me disse, porque algumas são +18, mas é aquele mix, de sempre, sou muito bonita, sua esposa é feia, varls é feia, voce deveria ter me chamado para namorar naquela epoca, sou uma profissional muito melhor que voce, voce esta fardado a ruir).
-carls se voce esta infeliz na sua vida pessoal, olha.... não vem descarregar essas merdas na minha, to na nice, to tranquilo, felizão com o meu trabalho, se vc tem algum problema pessoal com alguem da minha equipe, vai la e fala pra pessoa no pós expediente, desculpe se eu não tive uma vida fodida como a sua, que não tive uma pessoa que me tratou como merda, e que sou realizado profissionalmente, olha vou te tratar normalmente e fingir que isso aqui nunca ocorreu, em respeito pela amizade e todas as merdas que passamos juntos no passado.
- ai voce joga a minha depressão na minha cara como se fosse culpa minha....
(nessa hora eu ja vi que tinha descarrilado o trem, simplesmente relevei e disse)
-caso você não saiba ler, disse para voce não vir descontar suas frustrações em mim, e te dar a dica, o plano de saúde da empresa tem terapeuta ta?! da uma passada lá, porque da pra ver que voce tem uma lista de coisas não resolvidas na sua vida.
Dias depois ela pediu uns dias, hoje teve uma reunião (agora a pouco na verdade) ela se quer me olhou na cara....
PS:Eu tenho os prints dessa patacoada toda, mas tenho quase certeza que a filha dela assiste o luba, e possivelmente conhece o sub.
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2020.08.02 06:14 Furao_do_mato Os assédios que já sofri na infância (resolvi postar aqui porque outras já postaram)

Mesmo sendo homem, alguns evento que ocorreram na minha infância provocaram muito desgaste emocional em mim, já que, mesmo mais velho, ainda me sinto meio submisso e não me sinto à vontade com coisas supostas de serem masculinas como usar sungas para banho, camisetas regatas em ambientes públicos (mas pode ser gosto pessoal também, sempre achei os africanos e asiáticos cobertos de pano mais estilosos que os surfistas ocidentais) ou mesmo conversar normalmente com homens (não sei direito o que sinto, já que tenho aperto forte no peito e um certo calor quando vou conversar com homens, mas sem vontades românticas ou sexuais envolvidas; o mais provável é que seja mecanismo de defesa).
Vou descrever dois eventos, um menor e outros dois maiores que hoje vejo o quão errado era:
O menor envolve um banheiro no meu antigo colégio. Em um colégio do qual eu fazia parte era muito rígido em questão de horários, já que entre uma aula e outra os alunos tinham um tempo predeterminado para usar o banheiro, só que não era um banheiro único, era uma salinha com um grupo de cabines para aliviar as necessidades. Em que parte entra a sexualidade? uma das cabines tinha um grupo de torneiras que davam para escalar e ver a outra pessoa mijando do outro lado, ou seja, podia ter uma criança vendo sua genitália e gostando da sensação de te vigiar. Isso durou muito? Não, uma vez eu simplesmente me recusei a usar o banheiro nesse horário e fui falar para a professora o motivo, ela ficou tão sem jeito que deixou eu ir e, mesmo não sendo sensitivo, dava para sentir a energia dos meninos sumindo, além de alguns comentários meio homofóbicos vindo das meninas (até da professora) do tipo "olha que estou duvidando da masculinidade de vocês".
O segundo maior ocorreu uns anos depois, mas ainda no fundamental, em que alguns colegas ficavam comentando o tempo todo de sexo, de cada cinco palavras, seis eram mencionando a sexualidade alheia. Era irritante e vergonhoso, eu não podia ver uma mulher de costas que já falavam "Está olhando a bunda dela, né?" (detalhe até hoje em dia eu não consigo sentir atração sexual, apesar de ter o desejo e até querer praticar o ato às vezes). Teve um dia em que a situação ficou tão desgastante que, quando falaram "deixou o lápis cair para ver a calcinha dela, né?" na frente de uma evangélica raiz (usava até saia no lugar da calça do colégio), ela ficou tão furiosa que deu uma dura nos dois e, mesmo que eu dissesse que não tinha nada de mais, ela viu que tinha algo meio errado. Terminei o ensino médio com essa menina e um dos assediadores, mas foi de um modo muito mais pacífico, já que pararam de comentar essas besteiras comigo. Por mais que eu não concorde com algumas percepções sobre a Bíblia como tratar Jesus como duafisista, ao invés de miafisista, eu respeito muito eles por causa disso (depende do tipo também, tem coisa que não dá para perdoar).
O último é mais pesado. Quando minha mãe decidiu montar a loja dela no interior onde nasceu, eu ia toda semana nesse loja e, perto dela haviam vizinhos da minha idade, só eles tinham um modo mais agressivo de expressar a sexualidade eram muito violentos no quesito e aproveitavam o fato de eu ser o "inocente da cidade grande" (que nem é tão grande assim, a população flutuante é de 200 mil) para descarregar essa tensão sobre mim. Eram sempre comentários do tipo "fica pelado para gente" ou "vai ter que mostrar a barra da cueca", mas não sentia que eram gays, bi ou pans, era simplesmente vontade de me humilhar e me afetar emocionalmente para me dominar e, quanto mais faziam esses comentários, mais eu ficava com medo de contar sobre o que os meninos conversavam no quintal da casa. Mesmo não sabendo que era assédio na época, já que achava que violência sexual era "de mulher" (deveria ser de ninguém, mas as estatísticas não são muito favoráveis para o gênero feminino), eu nunca tirei nem a camisa na frente deles, mas ainda era horrível a sensação de ter esse tipo de gente no seu pé por um ano inteiro, mesmo quando não faziam esses comentários.
Não quero conselhos, já que, mesmo me afetando em certo nível, eu vou buscar um psicólogo quando sair da casa de meus pais e ter ajuda mais especializada; mas queria tirar isso do meu peito. Não odeio ninguém, apesar de tudo, mas não é algo que eu quero comentar sobre
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2020.08.01 22:48 Rita_Bruce_Lee Um motel em Osasco e muita dor de cabeça

Gostaria de compartilhar essa história anonimamente. Aconteceu há alguns anos, mas de tempos em tempos, eu sinto a vontade de desabafar.
Na época, eu era uma universitária bem careta. Me divertia pouco, reclamava muito e trabalhava ainda mais. Tinha acabado de sair de um relacionamento bastante longo e, com a pressão do trabalho, sentia uma crescente vontade de ser mais como os outros jovens. Meus pais nunca foram controladores, sempre tive muita liberdade, mas criei diversas barreiras emocionais com o tempo, me tornando uma pessoa bastante... pau no cu.
Enfim, comecei a usar o Tinder. Não gostava muito das pessoas lá e a imensa maioria dos usuários parecia ansioso para transar. Pois bem, conheci um garoto bastante diferente de qualquer perfil no meu círculo de amigos/exes: ele curtia música black/rap/hip-hop, usava bastante droga, gostava de farra e conhecia bastante gente. Naqueles tempos, eu ainda tinha bastante preconceito, então fiquei surpresa ao conversar com esse cara, pois ele era muito inteligente, sabia muito sobre todos os tipos de música, estava estudando em um lugar legal, etc. Fiquei chocada. Éramos bem opostos, mas em algum ponto no meio do caminho, as coisas se cruzavam. Ele se dizia feminista e tínhamos algumas pautas em comum, sabe? O tipo corinthiano antifascista que é mais usual atualmente.
Antes de tudo, gostaria de dizer que, olhando para trás, eu não tinha barreiras emocionais, eu tinha uma muralha da China emocional.
Pela primeira vez, saímos para uma hamburgueria entre a minha casa e a dele. Tinha que trabalhar até às 22h, cheguei 10 minutos antes do lugar chegar, atrasada. Ficamos no máximo 30 minutos conversando, eu paguei a nossa conta e falei que tinha que voltar pra casa. Ele quis me dar uma carona, quis forçar um beijo, eu agradeci, disse que não, peguei um Uber e voltei para casa. Lembro de pensar: essa pessoa realmente não é pra mim, não acho que deveríamos sair novamente. Mas creio que fui agradável, ele pediu para nós sairmos novamente, a despeito dos contratempos.
Eu morava sozinha e tinha uma vida bastante solitária, cansativa. Nós tínhamos marcado de ir numa balada alternas na Barra Funda, eu havia planejado de desmarcar de última hora. No dia, recordo de me sentir super carente, coloquei uma roupa horrorosa que tinha no armário e fui. Estava em um mal humor tremendo, fedendo, queria beber, bater papo e voltar pra casa. Esse rapaz sabia que eu tinha pouca tolerância para bebida e, sabia ainda mais que eu não usava drogas. Recordo-me que fui extremamente desagradável esse dia, soberba e convencida, a linguagem corporal dizia que ele estava ali por pura educação. Após três cervejas, minha cabeça rodava muito, eu estava completamente desorientada, lembro de ter dito algo que era verdade: "Eu nunca estive tão bêbada na minha vida, me sinto incapaz de controlar meu próprio corpo". Ele rapidamente sugeriu em irmos para outro local. Eu repeti que gostaria de ir pra casa descansar. Ele insistiu que poderia dirigir, que poderíamos ir para outro lugar. Ok. Aceitei, não me sentia em condições de fazer outra coisa a não ser segui-lo.
Pisco, abro os olhos, estamos perto de uma viatura. Ele já teve problemas com a polícia, eu sou branca e aparento ser a pessoa mais careta que você viu na vida, digo: "pode ficar tranquilo, não vão nos parar". Pisco, abro os olhos: estamos em um motel. Começo a ficar nervosa, não sei se quero aquilo. Eles não têm quarto barato, ele pega o quarto mais caro do lugar, consigo ver no rosto dele o misto de nervosismo e tesão. Eu realmente não quero aquilo. Pisco, abro os olhos: ele está em cima de mim em uma garagem cafona de motel. Minhas roupas fedem a suor. Eu falo que não estou a fim, que quero dormir um pouco. Ele me convence para entrarmos no quarto e que posso dormir assim que estiver lá. Se não me engano, eu fui pra cama de roupa e tudo, me sentia completamente exausta e fora de mim. Pisco, abro os olhos: estou só de calcinha.
Bom, o restante vocês podem imaginar.
Eu disse "não" duas vezes aquela noite (pelo que me lembro): uma vez no carro e outra vez quando eu acordei no meio. Além do fato que eu estava completamente desorientada, que certamente não demonstra consentimento. Acordei, ele estava virado para o lado, ansioso com alguma coisa, tinha um compromisso ou algo assim. Eu estava exausta e queria dormir mais, mas me esforcei para sair da cama para tomar um banho. Sentia-me suja, contudo, fui gentil a todo minuto, na medida do possível. Estava confusa e minha cabeça doía horrores. Rapidamente, estávamos no carro. Lembro da brisa no meu rosto, naquele Corsa rebaixado com som tunado, tocando uma música que eu absolutamente detestava, pensei comigo mesma, enquanto passávamos pelo Jaguaré: "eu nunca mais quero ver essa pessoa na minha vida".
Alguns dias depois, recebi uma mensagem. Ele falava para eu ir no apartamento no qual ele vivia com a mãe para nos "divertir". Respondi de maneira polida, agradeci por tudo e disse que depois daquela experiência só gostaria de sair com mulheres. A réplica dele foi algo igualmente polido, mas dizendo que se sentia ofendido, porque, apesar de respeitar os LGBTs, aquilo significava que ele não havia performado bem sexualmente (algo nesse nível, mas bem sutil).
Após você, leitor (se há um leitor para isso!), terminar isso tudo, qual é a moral desse texto? Fui drogada? Não sei, provavelmente não, minha resistência a álcool era bem baixa na época, ainda que eu não tenha visto ninguém na vida apagar com três cervejas. Esse cara foi babaca? Sim e não, provavelmente ele desconhece o próprio erro. Ele me respeitou? Absolutamente não. Eu fiquei com algum trauma? Olha, essa história, de tempos em tempos, ainda me faz chorar. Eu evitei por alguns anos sair novamente com homens. Entretanto, não guardo rancor dessa pessoa, ele possivelmente desconhece o fato de que estuprou alguém e eu não me fiz ser notada.
É isso. Se você, rapaz do Corsa rebaixado que fazia FATEC estiver lendo isso, tenho dois recados:
  1. Me desculpa por ter sido uma mala sem alça aquele dia, eu era bem soberba na época.
  2. Espero que você não tenha estuprado mais ninguém.
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2020.07.27 04:51 altovaliriano Stannis Baratheon (Parte 4)

Todos os eventos do cerco a Ponta Tempestade formam um enredo ardilosamente planejado para vermos a transformação de Stannis de Senhor para Rei.
Como vimos, ainda que ele tenha se autoproclamado rei em Pedra do Dragão, Stannis se irrita ao ser chamado de Vossa Graça depois de saber da recusa dos Senhores da Tempestade em apoiá-lo (ACOK, Prólogo). Em seguida, quando Catelyn o chama de “Lorde Stannis” ao invés “Rei” ou “Vossa Graça”, Stannis ainda range os dentes, mas “não a incomodou com títulos” (ACOK, Catelyn III). Porém, após a morte de Renly, Stannis não esboça qualquer reação quando Cortnay Penrose o chama de Senhor (ACOK, Davos II).
Estes detalhes não são aleatórios e revelam a quantidade de confiança que Stannis vai adquirindo em seu destino e nas previsões de Melisandre. Eu fui um pouco precipitado ao terminar o último texto dizendo que Melisandre só passaria a usar Stannis depois de ele perder a Batalha da Água Negra. Os primeiros sinais de seus usos começam após a tomada de Ponta Tempestade. Como veremos, ainda que sejam sinais muito incipientes, estão lá.
Por outro lado, quando Stannis deixa de se sentir um pretendente que suplica o apoio de grandes senhores temos um pequeno vislumbre de como Stannis se comportaria caso viesse a assumir o governo dos Sete Reinos. Surpreendentemente, ele não é de modo algum o Stannis que Mindinho e Varys pintaram a Ned Stark no final de A Guerra dos Tronos.
Tudo ocorre em dois capítulos diferentes, Catelyn III e Davos II de A Fúria dos Reis. Os capítulos são tão parecidos que parecem narrar a mesma história duas vezes: Stannis está com Melisandre negociando termos no cerco, as negociações falham, os personagens POV prolongam o debate a procura de alternativas para o impasse e, por fim, a sombra de Stannis mata o adversário (no caso de Catelyn, a sombra surge no capítulo seguinte, mas acho que vocês entenderam...).
A narrativa, porém, não é a mesma, especialmente no que concerne ao personagem em questão. Em ambos os capítulos, o rei tem seus trajes observados por ambos os POVs. Reparamos que toda a sua roupa era muito simples, exceto nos adornos de poder – a coroa. No capítulo de Catelyn há menção às jóias na espada e no cinto que a carrega, que não se repetem no capítulo de Davos porque Stannis não a está carregando. Isso também é digno de nota, mas por razões diferentes.
De todo modo, o contraste entre os trajes e os adornos parece indicar que os últimos derivam de uma influência da mulher vermelha. Afinal, quando está fazendo uma comparação entre Stannis e Jon Snow, Melisandre critica o Lorde Comandante por levar uma vida espartana depois de ter ascendido ao cargo:
Nunca foi sábio para um governante evitar as armadilhas do poder, pois o poder flui em quantidades não pequenas de tais armadilhas.
(ADWD, Melisandre)
Entretanto, o que a repetida descrição dos trajes nos fala é que Stannis não mudou neste aspecto após ter reconquistado a lealdade dos Senhores da Tempestade. A mudança de Stannis é comportamental e política.
No encontro com Renly, ele apenas tem o apoio de Melisandre, enquanto Renly acha suficiente levar apenas Brienne. O Baratheon mais novo está ricamente vestido, acompanhado da porta-estandarte vestida em armadura azul, enquanto Stannis era acompanhado da mulher vermelha e trajava-se com simplicidade. A simbologia já denunciava a polaridade.
No encontro com Penrose, no entanto, o rei defronta seu adversário cercado de nobres com armaduras garbosas, a ponto de o próprio Stannis parecer “deslocado naquela companhia rica e régia”, salvo pela coroa, que lhe emprestava “um certa grandeza” (ACOK, Davos II). Caso não estivesse cercado por estes senhores, é bastante possível que não houvesse grandes contrastes entre Sor Cortnay e o rei Stannis.
A forma como o Rei do Coração Flamejante entra na negociação também difere nas duas cenas. Com rei Renly, Stannis inicia o debate com a intenção de ser mais brando com o irmão do que havia anunciado:
– Não negociarei com Renly – respondeu Stannis num tom que não admitia discussão. – Pelo menos enquanto ele se disser rei.
(ACOK, Prólogo)
– Não tenho qualquer querela com Renly, se ele se mostrar respeitador. Sou seu irmão mais velho, e seu rei. Desejo apenas o que é meu por direito. Renly deve-me lealdade e obediência, e pretendo conquistá-las. Dele e desses outros senhores […].
(ACOK, Catelyn III)
Entretanto, conforme rei Renly demonstra a intenção de debochar e humilhar o irmão (que também o insulta severamente, diga-se de passagem), este expressa arrependimento em ter deixado o irmão mais novo sequer abrir a boca:
– Jurei que nunca lidaria com você enquanto usasse sua coroa de traidor. Gostaria de ter mantido essa promessa.
(ACOK, Catelyn III)
Vale ressaltar, todavia, que Stannis já demonstrou aqui não ser a pessoa inflexível que falam que ele é. Renly está sendo tão intransigente quanto ele e ambo estão oferecendo a senhoria de Ponta Tempestade um ao outro. O grande problema com Renly é que ele não tem nenhum pudor em reconhecer a ilegalidade do que está fazendo, especialmente porque ele mesmo admite não acreditar na bastardia de Joffrey, Myrcella e Tommen:
Nunca suspeitei que fosse tão esperto, Stannis. Se ao menos fosse verdade, seria realmente herdeiro de Robert.
Se ao menos fosse verdade? Está me chamando de mentiroso?
Pode provar alguma palavra dessa fábula?
Stannis rangeu os dentes.
(ACOK, Catelyn III)
Ao não reconhecer as acusações de bastardia dos filhos de Cersei, Renly não só está reconhecendo que está pulando o irmão mais velho, como está admitindo sem vergonha alguma que pretende usurpar o Trono de quem ele mesmo pensa serem os herdeiros legítimos de Robert.
Diante de tudo isso, Stannis ameaça raivosamente o irmão e chega a puxar sua espada para o irmão que carregava apenas um pêssego. Essa precipitação para a arma dá lugar a uma explosão de raiva e ameaças que encerra as negociações com um tom funesto. Mais tarde, Stannis diria que o pêssego do irmão seria uma memória que levaria para a tumba, alegando que não conseguia entender o seu significado.
Apesar de que GRRM já tenha dado uma explicação para o que Renly queria com o gesto, eu tenho para mim que a razão que a experiência tenha causado forte impressão em Stannis foi a realização de que ele quis a morte de Renly a partir daquele instante. Mas a realização do seu desejo acabou custando muito de sua paz de espírito e o preenchendo com a culpa, por mais que ele procure ativamente se convencer de que não teve nada com o ocorrido:
Basta! – Stannis retrucou. – Foi vontade do Senhor da Luz que meu irmão morresse pela sua traição. Quem cometeu o ato não importa. [...]
Se alguém dissesse que eu tinha me transformado num javali para matar Robert, provavelmente acreditariam nisso também.[...]
Só Renly conseguiria me irritar tanto com um pedaço de fruta. Ele condenou-se a si próprio com a traição que cometeu, mas eu gostava dele, Davos. Sei disso agora. Juro, irei para a cova pensando no pêssego do meu irmão.
(ACOK, Davos II)
Outro fato que eu acho que pesa na consciência de Stannis é que, por mais que ele propague aos quatro ventos que sua cruzada pelo Trono não motivada pela ambição, mas pelo dever, nos sabemos que isso não é verdade.
O Rei do Coração Flamejante é lembrado por dizer que, embora não tenha escolhido ser rei, esse tipo de questão não tem relação com a vontade. Mas isso é o que ele fala quando ele é o beneficiário da situação. Quando outra pessoa é a agraciada com títulos, Stannis pensa diferentemente, como ele deixou claro para Catelyn:
[…] Eu é que devia ter sido Mão de Robert.
Isso foi vontade de seu irmão. Ned nunca quis o cargo.
Mas o aceitou. Aquilo que devia ter sido meu. Mesmo assim, dou-lhe minha palavra, terá justiça por seu assassinato.
(ACOK, Catelyn III)
Assim, quando passou a ser atormentado com pesadelos vívidos em que assassinava seu irmão, rei Stannis deve ter passado a achar mesquinhos os motivos que o levaram a utilizar dos poderes de Melisandre.
Diga-se de passagem, o simples fato de Stannis ter lançado mão de feitiçaria para eliminar Renly e Cortnay deveria ser suficiente para desmontar a sua fama de homem honrado. Requer uma grande dose de hipocrisia para que até mesmo o próprio Stannis acredite que não maculou sua autoimagem.
Na verdade, neste capítulo vemos o próprio Stannis informar o leitor que sua tão reverenciada imagem de homem rígido, justo, austero e cumpridor do dever convencia muitos, mas não a seus irmãos. De fato, Stannis justifica não ter levado suas suspeitas da bastardia dos filhos de Cersei a seu irmão mais velho porque Robert poderia desconfiar dele:
A consideração que meu irmão tinha por mim nunca passou de dever – Stannis respondeu. – Vindas de mim, tais acusações pareceriam impertinentes e interesseiras, uma maneira de me colocar em primeiro lugar na linha de sucessão. [...]
(ACOK, Catelyn III)
Mas, justiça seja feita, talvez esta desconfiança tenha sido desenvolvida quando Stannis criou o hábito de suplicar a Robert que Ponta Tempestade lhe fosse passada, de modo que tudo pode não ter passado de uma desconfiança tola de Robert.
E Stannis sempre se sentiu espoliado de Ponta Tempestade – Cersei disse, pensativa. – A sede ancestral da Casa Baratheon, legitimamente sua… Se soubesse quantas vezes foi até Robert para cantar essa canção tediosa naquele tom sombrio e ofendido que tem. Quando Robert deu o lugar a Renly, Stannis apertou tanto os dentes que pensei que fossem se estilhaçar.
(ACOK, Tyrion III)
De todo modo, o que estou especulando é que a culpa esteja pesando forte na consciência de Stannis, a ponto de que o subconsciente esteja dando combustíveis aos pesadelos sobrenaturais que lhe tiram o sono. Porém, nem mesmo isso parece ter sido suficiente para impedir o Rei e Melisandre de empregarem o mesmo truque novamente 15 dias depois.
A dinâmica com Sor Cortnay Penrose não repete os mesmos problemas e questões havidos com Renly, mas tem o mesmo desfecho. Ainda assim, curiosamente, Stannis parece menos ávido em matar Cortnay.
Não só a conversa termina em ameaças mais amenas do que o ultimato na ponta da espada proferido contra Renly, como Stannis passa o capítulo quase inteiro buscando alternativas de como lidar com o cavaleiro de forma limpa – mesmo já sabendo de antemão que poderia utilizar as sombras de Melisandre.
O castelo cairá. Mas, como fazê-lo rapidamente? – Stannis cismou com aquilo por um momento. Sob o ritmado clac-clac dos cascos, Davos conseguia ouvir o tênue som do rei rangendo os dentes. – Lorde Alester insiste para que traga aqui o velho Lorde Penrose. Pai de Sor Cortnay. Conhece o homem, creio? [...]
O que você me aconselharia a fazer, contrabandista?
(ACOK, Davos II)
Por que Stannis estava mais diplomático com Sor Cortnay do que com o próprio irmão?
Poder-se-ia alegar, em primeiro lugar, que o ritual para matar Renly havia tido um custo muito alto que o rei não desejava pagar novamente. E, com efeito, Davos nota um envelhecimento muito preocupantes de seu suserano.
E ele também parece meio cadavérico, anos mais velho do que quando parti de Pedra do Dragão. […] visto de perto, Stannis parecia pior do que Davos julgara de longe. Seu rosto tinha se tornado macilento, e possuía círculos escuros sob os olhos.
(ACOK, Davos II)
Outra razão que podemos arguir seria que Sor Cortnay era um homem fiel a seus princípios e tão teimoso quanto o próprio Stannis. Assim, o rei estava prestigiando um homem de nascimento não tão alto quanto seu irmão por conta de sua o cavaleiro estava assumindo o papel que o próprio rei havia feito no passado, com a mesma tenacidade.
Por fim, penso que é possível especular que Stannis estava mais confortável agora que Melisandre havia lhe dado os 20 mil homens que prometeram. Com uma única tacada, Melisandre deixou o rei mais confiante em suas leituras das chamas e saciou sua sede por apoio.
Qualquer que seja o motivo, os diálogos entre Davos e o rei nos dão uma dimensão de Stannis que não havíamos experimentado até então. Vemos Stannis mais calmo, agindo no comando de vassalos de sua própria região que o haviam traído e recusado em prol de um notório usurpador. Guardadas as devidas proporções, são as mesmas circunstâncias em que Stannis assumiria o governo do reino caso sentasse no trono e ele não sai fazendo justiça cega como alardearam Varys e Mindinho a Ned Stark.
Na verdade, Stannis se mostra incrivelmente flexível e pragmático. O rei fala que concede perdões que o enojam somente para obter apoio.
Os senhores meus vassalos são inconstantes até em suas traições. Necessito deles, mas deve saber como me enoja perdoar gente assim quando puni homens melhores por crimes menores.
Até mesmo a inutilidade dos conselhos dos novos súditos é encarada pelo rei com simples tom de escárnio e uma boa dose de permissividade.
As mulas adoram o som de seus zurros, por que outro motivo? E eu preciso delas para puxarem minha carroça.
A pessoa que vemos e ouvimos em nada se parece com o homem verdadeiramente justo que Varys nos acautelara a temer. Na verdade, Stannis reflete sobre a justiça que aplicou a Davos, em razão da vida de crimes deste, mas não se propõe a nenhum ato real além de dizer que não se esquecerá da ofensa.
Um bom ato não lava os maus, e um mau não lava os bons. Cada um deve ter sua recompensa. Você foi um herói e um contrabandista – olhou de relance para trás, para Lorde Florent e os outros, cavaleiros do arco-íris e vira-casacas, que o seguiam a distância. – Aqueles senhores perdoados fariam bem em refletir sobre isso. Homens bons e leais lutarão por Joffrey, considerando-o erroneamente o legítimo rei. Um nortenho até pode dizer o mesmo de Robb Stark. Mas estes senhores que se reuniram aos estandartes do meu irmão sabiam que ele era um usurpador. Viraram as costas ao seu legítimo rei por nenhum motivo melhor do que sonhos de poder e glória, e eu tomei nota do que eles são. Perdoei-lhes, sim. Estão desculpados. Mas não esqueci.
Por fim, quando nenhuma se alternativa melhor do que a feitiçaria se apresenta, Stannis volta a depositar a questão nas garras de seu “falcão vermelho”, que estava certo e lhe trouxe 20 mil homens. A confiança na sacerdotiza fica tão alta que Stannis se permite pela primeira vez reproduzir o discurso cíclico R’hllorista.
Há luzes que lançam mais do que uma sombra. Ponha-se em frente da fogueira da noite e verá por si próprio. As chamas mudam e dançam, nunca estão quietas. As sombras crescem e encolhem, e cada homem lança uma dúzia. Algumas são mais tênues do que outras, é tudo. Pois bem, os homens lançam também as suas sombras sobre o futuro. Uma sombra ou muitas. Melisandre vê todas.
[…] Será possível que Sor Cortnay procure uma maneira de se render com honra? Mesmo que isso signifique sua vida?
Uma expressão perturbada cruzou o rosto do rei como uma nuvem passageira.
O mais provável é que planeje alguma traição. Não haverá nenhum combate de campeões. Sor Cortnay estava morto antes mesmo de arremessar aquela luva. As chamas não mentem, Davos.
E no entanto precisam de mim para que se tornem verdadeiras, pensou. Há muito tempo Davos Seaworth não se sentia tão triste.
Quando Ponta Tempestade finalmente cai para as sombras assassinas de Melisandre, ficamos sabendo em segundo mão que Stannis concedeu a Melisandre permissão para queimar “o bosque sagrado em Ponta Tempestade como oferenda ao Senhor da Luz” (ACOK, Tyrion XI). Essas pequenas permissões se parecem bastante com os mimos que Victarion Greyjoy pensa estar fazendo a Moqorro cada vez que o sacerdote o ajuda a capturar um navio.
Portanto, a influência da mulher vermelha sobre Stannis vem crescendo conforme ela se mostra eficiente, de forma que Melisandre vai se tornando cada vez mais exigente em seus mimos.
Por fim, quero propor uma reflexão: Por que Cortnay Penrose se negou a entragar Edric Storm a Stannis?
– O bastardo do meu irmão deve ser entregue a mim.
– Neste caso, minha resposta continua a ser não, senhor.
(ACOK, Davos II)
­ Ele acha que Stannis fará algum mal a Edric? Ou tem a ver com o nojo que Stannis sente por bastardos (ou por aquele bastardo em específico)?
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2020.07.16 16:26 fobygrassman ENCONTRE COROAS CASADAS HOJE

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Como Pegar Uma Coroa no Brasil Escrito por uma coroa verdadeira casadas
Quero namorar com uma coroa casada! Como eu namoro com uma coroa? Quais são os melhores sites de namoro de coroas? MILFs e coroas são a mesma coisa?
Não sei dizer quantas vezes já ouvi esta pergunta como especialista em namoro.
Originalmente minha resposta foi simples, pesquise no google sites de namoro de coroas e se compromete com um casal que você goste.
No entanto, há um grande problema com sites de namoro de coroas que afirmam ser focado em torno de mulheres maduras, MILFs, e coroas que estão buscando um homem mais jovem (referido como um "boytoy" ou "filhote".....
Eles não funcionam! E aqui estão 4 razões para isso: Não se preocupe, eu também lhe direi a melhor maneira de garantir um encontro com uma coroa casada ;)
  1. Não há coroas suficientes para dar conta Isto sobre isso, pumas são uma das categorias mais populares de pornografia. Em 2018 foi mostrado que "milf" foi a terceira coisa mais procurada em sites pornográficos. Cada jovem tem uma fantasia de mulher mais velha, mas quantas mulheres mais velhas você acha que estão assistindo a esses vídeos?
  2. A competição é grande! Para cada 1 coroa há 10-20 homens jovens tentando chamar sua atenção. Suas caixas de entrada estão cheias de mensagens não lidas. Minha tia é uma coroa autoproclamada, ela se inscreveu para um site de namoro de coroas uma vez, depois de obter +100 mensagens em seu primeiro dia ela nunca voltou. Então, se você é um cara jovem à procura de uma coroa você vai encontrar alguma competição séria. Pegando sua atenção é quase impossível e mesmo se você conseguir não há nenhuma garantia que ela vai estar interessada.
  3. Coroas não precisam do site Como eu mencionei antes, coroas são muito procuradas. Elas podem gritar pela janela e conseguir uma fila de caras. As coroas são mais propensas a namorar ou dormir com alguém que elas conhecem pessoalmente, elas são da antiga assim. Então, boa sorte competindo com o seu piscineiro, jardineiro, ou filho de amigos enquanto você é apenas um cara da internet
  4. Você precisa estar entre 24-29 para ter uma chance Já existe uma quantidade gigantesca de competição, mas a situação piora. Se você não está entre 24-29 você está em uma desvantagem séria. Uma pesquisa recente de coroas determinou que a idade ideal para um boytoy é 26 anos e a faixa etária média que elas poderiam até mesmo CONSIDERAR está entre 24-29. Há obviamente umas exceções mas são uma porcentagem pequena de um grupo já pequeno.
Disse a verdade sobre sites de encontros de coroas, mas provavelmente ainda está perguntando; OK, eu concordo que os sites de namoro de coroas são um desperdício de tempo, mas o que eu faço em vez disso?
Bem, você está com sorte porque há um pequeno truque muitas vezes negligenciado para aqueles que procuram coroas, sites de infidelidade! Isso mesmo, sites de traição são ótimos para encontrar coroas.
Estão aqui 6 razões porque os sites de traição ganham de sites de coroas para encontrar mulheres maduras:
  1. A grande maioria das mulheres lá são casadas, o que significa que a idade média é de cerca de 37-38 anos, a idade de coroa ideal!
  2. Você está competindo com caras mais velhos Esta é uma vantagem em tantas maneiras. Em primeiro lugar, você vai se destacar de todos os outros caras devido à sua juventude e condicionamento físico. Imagine uma coroa gostosa procurando através de homens perto dela e vendo foto após foto de caras velhos, fora de forma. Homens como seus maridos, que não as satisfazem.... Aí eles vêm através de seu perfil! Você é jovem, você está em forma (especialmente em comparação), e você está confiante. As chances de ela escrever a você é muito maior do que as chances de uma MILF se quer RESPONDER a você em um site de coroa.
  3. Elas não estão à procura de relacionamentos Elas estão em um site de traiçao de casado por isso está muito implícito que elas querem discrição e um relacionamento principalmente sexual. Isto significa que além da primeira ou segunda reunião você é basicamente o seu peguete.
  4. Você pode se destacar com uma foto de perfil! Em sites de traição a maioria dos usuários não tem uma imagem de perfil público de seu rosto. O que é típico é uma foto de corpo como seu retrato público do perfil e então fotos reveladoras em sua galeria privada. Podem compartilhar e revogar o acesso a esta galeria com sua própria discrição com quem quer que elas querem. Entretanto já que você provávelmente solteiro você pode criar um perfil com uma foto pública que inclua sua cara. Isso vai fazer você se destacar 100x vezes mais. As chances são que as mensagens virão antes mesmo de você precisar se apresentar.
  5. Elas etsão solitárias e insatisfeitas com seus maridos. Elas estão em site de infidelidade porque carece atenção de seus maridos. Normalmente, o marido começa a tratá-las como mãe/esposa e já não como um ser sexual. Esta é a sua oportunidade de dizer que elas ainda são sexy e ainda muito desejáveis e acredite que elas precisam/querem ouvir isso desesperadamente.
  6. Elas estão prontas para explorar sexualmente. Estas mulheres estão casadas há anos e o pouco sexo que têm com os seus maridos tornou-se mecânico e "baunilha". Elas estão prontos para apimentar as coisas e são maduras o suficiente para tentar novas experiências sexuais como: BDSM, ménage à trois, dominatrix, etc.
Ok, agora você provavelmente está pensando, "OK, você me convenceu de que os sites de infidelidade são 100x melhores para pegar coroas, mas como eu faço para realmente encontrar uma coroa?" Não se preocupe, siga estas 7 dicas e você vai aumentar drasticamente suas chances de encontrar uma coroa ou MILF em um site de casos.
7 Dicas Para Pegar Coroas Nota: algumas destas dicas são para o uso em sites de traição e algumas são dicas gerais
  1. Mencione a discrição no seu perfil e na sua primeira mensagem. Estas coroas são casados e estão à procura de parceiros casados porque isso garante que ambas as partes serão o mais discreto possível. Assumindo que você não é casado ou comprometido elas vão precisar de segurança de que você é discreto e confiável imediatamente. Considere escrever algo em seu perfil que diz:
"A discreção é muito importante para mim. Eu estou procurando somente parceiras discretas que são mutuamente respeitosas". 2. Mostra que não vai pôr em risco o seu casamento A outra preocupação que as coroas casadas que procuram homens têm é que você homens mais jovens são rápidos para se apaixonar e podem representar uma ameaça ao seu casamento no futuro. Elas não querem estar em uma posição onde você está exigindo que elas se divorciem de seu marido para que ambos possam estar juntos. Elas estão em sites de traição porque elas NÃO querem se divorciar. Assim o que eu recomendo é pôr algo assim no seu perfil e/ou primeira mensagem:
"Não olhando para mudar seu status ou meu, apenas olhando para ver se eu posso encontrar uma boa conexão com limites claramente definidos". 3. Você está disponível! Uma das coisas mais difíceis de se ter um caso é a disponibilidade. Se ambas as partes estão em relacionamentos é muito, muito difícil encontrar um momento em que AMBOS podem fugir de seus cônjuges sem levantar suspeitas. Mesmo quando você concorda sobre um tempo e um lugar, algo pode surgir e um de vocês pode não ser capaz de ir. A boa notícia é que você pode trabalhar em torno de sua programação. Este é um grande bônus então deixe que ela saiba disso! Ela pode nem mesmo perceber o quanto problema programação é se esta é a sua primeira vez traindo. Diga que já que você é solteiro você pode encontrá-la sempre e onde é melhor para ela.
  1. Mostre a ela que você respeita limites. Na verdade, diga a ela que você está ansioso para ouvi-los. Novamente, coroas casadas precisam de discrição e a melhor maneira de ser discreto é estabelecer limites. Pergunte a ela se há alguma regra de discrição que ela precise que você siga. Muitas vezes, são coisas como "não me escreva entre 18h e 23h", "use palavras em código para que se alguém ver as mensagens parecerão inocentes" etc. Tudo isso permite que ela saiba que você está falando sério sobre sua discrição.
  2. Elogie ela! As coroas estão em sites de infidelidade porque seus maridos não as tratam mais como mulheres atraentes e desejáveis. Se elas têm filhos, mesmo que sejam MILFs, é provável que seus maridos as vejam como mães mais do que amantes agora. Elas estão desesperadas por validação que ainda são sensuais e desejáveis e, vindo de um homem mais jovem, isso significa ainda mais!
  3. Acho que você é jovem demais para mim / não é jovem demais para mim? Espere que essa pergunta surja muito. Não se preocupe - este é um bom sinal! Se ela está dizendo / perguntando isso é porque ela está lhe dando a oportunidade de refutar. Se ela realmente se sentisse assim, não responderia a você. Mas agora você está em uma posição crítica; como você responde a isso determinará se você consegue um encontro / relacionamento. Lembre-se de que ela não está falando sério, está testando você. Prepare uma resposta bem pensada a isso com antecedência. Eu acho que este é um bom começo:
“Você realmente se sente assim ;)?” Esta é uma maneira divertida de ir direto ao ponto" "Eu realmente não vejo as coisas dessa maneira. Estou procurando por características como maturidade, confiança, discrição e abertura. Mulheres mais maduras têm mais desses traços e você é incrivelmente sexy." 7. Elas vão pensar que você é imaturo. Imediatamente elas assumirão que você é jovem, excitado e imaturo. Você precisa refutar isso imediatamente. Inicie suas mensagens o mais maduro e profissional possível. Releia suas mensagens e verifique se a ortografia e gramática são 100%. À medida que a conversa continua, você pode se tornar cada vez mais brincalhão, mas a primeira impressão dela precisa ser que você é maduro e inteligente, e não um garoto idiota.
Então aí está, minha opinião extensa e bem pesquisada sobre: Por que sites de coroa não funcionam Onde você pode encontrar coroas REAIS Como você pode maximizar suas chances de entrar em um relacionamento causal com uma coroa Se você leu este artigo e realmente implementar essas dicas, estará dez passos à frente da concorrência e estará no caminho de namorar coroas, MILFs e mulheres maduras.
Ah, e antes que eu esqueça, a pergunta "MILFs e coroas são a mesma coisa?"
A resposta é não. MILF: MILF significa ‘Mãe que eu gostaria de comer’ em inglês. São mulheres com filhos que você acha sexy, só isso.
Coroas (ou cougars em inglês): as coroas são mais velhas, atraentes, mulheres que estão "rondando" explicitamente por homens mais jovens!
O Brasil é um país de trair coroas casadas! Uma em cada dez mulheres casadas encontrou alguém mais de 10 anos mais novo! 8% das mulheres têm encontros casuais com homens muito mais jovens. A maior diferença de idade média entre coroas casadas e amantes é de cinco a dez anos 57% dos homens tiveram um caso com uma coroa casada O estudo constatou que oito por cento das mulheres casadas tiveram um caso com um homem mais jovem Mulheres maduras também são muito atraentes para homens casados. 61% dos homens casados ​​no Brasil têm um caso extraconjugal com uma mulher mais velha. 25% dos homens casados ​​namoraram uma mulher entre cinco e dez anos mais velha. O apetite sexual das mulheres aumenta com a idade, enquanto os homens tendem a atingir o pico em seus vinte e poucos anos. Isso poderia explicar a tendência crescente de coroas casadas em busca de homens. Casados ​​com homens podem ver um declínio escasso no desejo sexual e coroas casadas, eles estão ficando cada vez mais frustrados. Eles agora optam por conhecer um cara que é mais jovem, simplesmente porque sua libido é mais semelhante.
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2020.07.16 05:03 altovaliriano Jon Snow, o Branco

O titulo deste texto é uma alusão ao personagem Gandalf, de Senhor do Anéis, que ao retornar da morte de “Gandalf, o Cinzento” para se tornar “Gandalf, o Branco”.
É famosa a insatisfação de Martin com a ressurreição de Gandalf, que assim ele explicou em uma entrevista:
Eu acho que se você está trazendo um personagem de volta, que um personagem passe pela morte, é uma experiência transformadora. […] Por mais que admire Tolkien, sempre senti que Gandalf deveria ter ficado morto. Essa foi uma passagem tão incrível em Sociedade do Anel, quando ele enfrenta o Balrog no Khazad-dûm e ele cai no abismo, e suas últimas palavras são: "Fujam, seus tolos".
Que poder que tinha, como isso me pegou. E então ele volta como Gandalf, o Branco, e ele volta melhorado. Nunca gostei tanto de Gandalf, o Branco, quanto de Gandalf, o Cinza, e nunca gostei de ele ter retornado. Acho que teria sido uma história ainda mais forte se Tolkien o tivesse deixado morto.
Meus personagens que voltam da morte ficam piores. De certa forma, eles não são mais os mesmos personagens. O corpo pode estar se movendo, mas algum aspecto do espírito é mudado ou transformado, e eles perdem algo. Um dos personagens que voltou repetidamente da morte é Beric Dondarrion, O Senhor do Raio. Cada vez que ele revive, ele perde um pouco mais de si mesmo. Ele foi enviado em uma missão antes de sua primeira morte. Ele foi enviado em uma missão para fazer alguma coisa, e é como se ele estivesse se agarrando nisso. Ele está esquecendo outras coisas, ele está esquecendo quem ele é, ou onde ele morava. Ele não lembra da mulher com quem ele deveria se casar. Pedaços de sua humanidade são perdidos toda vez que ele volta da morte; ele se lembra da missão. Sua carne está decaindo, mas essa coisa, esse propósito que ele tinha é parte do que o anima e o levando novamente à morte. Eu acho que você vê ecos disso em alguns dos outros personagens que voltaram da morte.
Portanto, Martin plantou os indícios de que Jon Snow renascido não será mais o bom e velho Jon Snow. Neste texto, analisaremos quais são as opções para a ressurreição de Jon Snow e como cada uma delas afetará sua personalidade a partir de agora.

O ÚLTIMO BEIJO

A maneira que é considerada mais simples pelos leitores é que Jon seja ressuscitado à semelhança de Beric Dondarrion e Catelyn Tully. O ritual do último beijo pertence à religião do Deus Vermelho e, aparentemente, pode ser executada por qualquer sacerdote de R’hllor (assim como por alguém que foi ressuscitado por esta via – vide o caso Beric-Catelyn).
Dessa maneira, muitos leitores acreditam que Melisandre simplesmente executará o ritual no corpo de Jon. Nesse caso, a consciência de Jon retornaria a seu corpo mortalmente ferido, mas seus ferimentos não lhe causariam mais problemas, tal qual não causaram a Beric.
De fato, é importante destacar as palavras de GRRM nesta questão dos ferimentos. O escritor disse à revista Time que a razão pela qual Beric podia voltar a um corpo destruído era porque não há mais vida biológica no corpo de Beric:
[…] o pobre Beric Dondarrion, que serviu de prenúncio [foreshadowing] de tudo isso, toda vez que ele é um pouco menos Beric. Suas memórias estão desaparecendo, ele tem todas aquelas cicatrizes, está se tornando cada vez mais hediondo, porque ele não é mais um ser humano vivo. Seu coração não está batendo, seu sangue não está fluindo em suas veias, ele é uma criatura [wight], mas uma criatura animado pelo fogo, e não pelo gelo, e agora estamos voltando a toda essa coisa de fogo e gelo.
A ressurreição via Último Beijo tem o benefício de não trazer complicações para o funcionamento do corpo de Jon. Entretanto, como falei em último texto sobre este assunto, há um consenso de que a consciência de Jon será transferida para o corpo de Fantasma. Não há qualquer indício de que o Último Beijo também consiga extrair a consciência de Jon de volta a seu corpo.
Isso nos leva a nossa próxima opção.

EXPULSÃO TROCA-PELES

A consciência de Jon será transferida para o corpo de Fantasma. Porém, existe um meio de impedir essa transferência. Varamyr nos conta que usou essa técnica contra seu antigo mestre, Haggon:
Haggon era fraco, tinha medo do próprio poder. Morreu chorando e sozinho quando lhe arranquei a segunda vida. Varamyr devorara-lhe pessoalmente o coração. Ele me ensinou muito, e ainda mais, e a última coisa que aprendi com ele foi o gosto da carne humana. […] morrera chorando, depois que Varamyr tomou Pelecinza, expulsando Haggon para reivindicar o animal para si. Sem segunda vida para você, velho. […]
(ADWD, Prólogo)
Assim ficamos sabendo que é possível a expulsão de um troca-peles de dentro do animal no qual ele vive sua segunda vida. O que não fica claro aí é se a consciência retorna ao corpo moribundo ou não. Varamyr diz que Haggon chorou, mas não especifica se antes ou depois de ser expulso de Pelecinza.
De todo modo, o que importa para esta análise é saber que um troca-peles poderia expulsar Jon de Fantasma, possivelmente de volta para seu corpo humano. E como escrevi no texto anterior existe um troca-peles na Muralha, chamado Borroq, que tem se mostrado especialmente amigável com o Lord Comandante. Este troca-peles, inclusive tem o estranho (porém, conveniente) hábito de se misturar ao mortos:
Até então, Borroq passara a morar em uma das antigas tumbas ao lado do cemitério do castelo. A companhia de homens mortos havia muito tempo parecia agradá-lo mais do que a dos vivos, e seu javali parecia feliz em fuçar entre os túmulos, bem longe de outros animais.
(ADWD, Jon XIII)
Então, o troca-peles teria todas as condições psicológicas de zelar pelo corpo, além de potencialmente ter interesse em tema de vida-morte que justifiquem o conhecimento de métodos de ressurreição. Fora ele, Brynden Rivers poderia ter conhecimento sobre o assunto, que poderiam ser passado a Bran Stark, tornando ambos os troca-peles possíveis candidatos a “ressuscitadores”.
Este método, entretanto, não resolve o problema do corpo mortalmente ferido de Jon. A expulsão, em tese, só o mandaria de volta para seu corpo para morrer. Ou pior. Caso o corpo de Jon já esteja morto, a consciência não teria lugar para retornar.
Somente conhecemos um tipo de magia que é capaz de reanimar corpos mortos com pouca (ou possivelmente nenhuma) consciência em si, que é a próxima opção.

REANIMAÇÃO GELADA

Jon Snow ergue-se da morte para servir aos Outros.
Sabemos pouco sobre o método de reanimação empregado pelos Caminhantes Branco. Contudo, vimos que, no caso de Othor, o morto-vivo lembra-se de onde ficava os aposentos do Lorde Comandante e teria partido diretamente para ele. Para grande parte dos leitores, isso parece indicar que a magia dos Outros revive pessoas com pouquíssima consciência de sua vida pregressa.
Não vimos, por exemplo, o que aconteceu com o corpo de Varamyr quando ele, já dentro de Um-Olho, retornou a seu acampamento e trocou um olhar com a criatura que Cynara havia se tornado. Eu pessoalmente acredito que isso seria um indício de que os Outros não conseguem reanimar corpos de troca-peles cujas mentes foram transferidas para seus animais companheiros. Mas isso sou apenas eu.
A maior parte dos defensores desta via afirmam que o retorno de Jon como um wight está profetizado por um sonho que ele mesmo teve:
Permaneçam firmes – Jon Snow exortou. – Vamos mandá-los embora. – Estava no topo da Muralha, sozinho. – Fogo – gritou –, joguem fogo neles –, mas não havia ninguém para prestar atenção.
Todos se foram. Eles me abandonaram.
Flechas incendiárias assobiaram para cima, arrastando línguas de fogo. Irmãos espantalhos caíram, seus mantos negros em chamas. Snow, uma águia gritou, enquanto inimigos escalavam o gelo como aranhas. Jon estava com uma armadura de gelo negro, mas sua lâmina queimava vermelha em seu punho. Conforme os mortos chegavam ao topo da Muralha, ele os enviava para baixo, para morrer novamente. Matou um ancião e um garoto imberbe, um gigante, um homem magro com dentes afiados, uma garota com grossos cabelos vermelhos. Tarde demais, reconheceu Ygritte. Ela se foi tão rápido quanto aparecera.
(ADWD, Jon XII)
Esta armadura de gelo negro seria uma metáfora para sua condição como criatura [wight], mas o sonho demonstraria que ele ainda lutaria pela Patrulha da Noite. Como isso seria possível?
Bem, este é um dos problemas com esta especulação, além de que, estando a mente de Jon dentro em Fantasma, como seria possível mandar esta consciência para dentro de um corpo morto-vivo reanimado pelos Outros.
E assim muitos leitores começaram a ver necessidade em combinar métodos.

MAGIA DE FOGO E VERDE

Este método consistiria em combinar o método mais simples para reanimar o corpo e o método mais simples de devolver a consciência. A combinação do Último Beijo (Fogo) com a Expulsão Troca-Peles (“Verde”, no sentido de que teria uma conexão com os Filhos da Floresta) tem os benefícios de já ter na Muralha as pessoas indicadas para o ritual (Melisandre e Borroq), assim como de que ambas essas pessoas estejam dispostas a trabalhar em favor de Jon Snow.

MAGIA DE SANGUE E VERDE

Este não é um método que eu tenha vista em lugar algum. Me ocorreu enquanto eu escrevia o texto. Seria a combinação de um ritual de sangue maegi, como aquele executado por Mirri Maz Duur para manter o corpo de Drogo vivo, com a expulsão troca-peles.
Eu não saberia indicar uma pessoa na Muralha que tenha este tipo de treinamento de Maegi (muito embora em minhas primeiras releituras eu sempre achasse que a religião de Melisandre e Mirri eram a mesma). Talvez seja uma tentativa inútil de minha cabeça de dar um novo (e “benigno”) uso para o ritual que vimos no primeiro livro.

MAGIA DE GELO E VERDE

Eu gosto de chamar esta opção de “Jon Mãos Frias”, muito embora desconheçamos em absoluto como foi que Mãos Frias foi ressuscitado.
A idéia é a de que seria possível trazer uma mente de volta para um corpo morto-vivo via Expulsão Troca-Peles. Ninguém é capaz de apresentar nenhuma evidência de que isso é possível, mas muito se especula que isso teria sido a forma como Brynden ou os Filhos da Floresta teriam trazido Mãos-Frias de volta.
Muitos arguem que Mãos-Frias – o patrulheiro morto pelos Outros “há muito tempo” – era um troca-peles reanimado por este método, à imagem e semelhança do que acontecerá com Jon. Afirmam que o fato de Mão-Frias montar um Alce Gigante é um grande indicativo, uma vez que este é um animal primitivo, supostamente um paralelo do que o Lobo Gigante seria para um Lobo normal. Por outro lado, completam dizendo que Mãos-Frias parece interagir com os corvos ao seu redor.
Há alguns que também veem um prenúncio para esta combinação de métodos codificado na morte de Waymar Royce. O jovem patrulheiro havia tentado enfrentar os Outros sozinho, mas morre e é reanimado como uma criatura. Ele carrega consigo uma espada quebrada (símbolo tanto de Azor Ahai quanto do Último Herói). A diferença é que Jon teria seu lobo para evitar a perda total de sua mente (tal qual o Último Herói tinha seu cão). Mas devo alertar para o fato de que essas pessoas parecem ser as mesmas que acreditam que Waymar Royce foi morto porque os Outros o confundiram com um Stark.
Esta combinação me parece ser a segunda mais furada.

MAGIA DE GELO E FOGO

Essa hipótese somente surge como uma resposta aos problemas da combinação anterior. Como não há comprovação de que pode haver expulsão troca-peles para corpos reanimados pelos Outros, alguns leitores simplesmente passaram a se pergunta o que aconteceria caso Melisandre fizesse um sacrifício às chamas.
Fala-se da queima de Shireen como forma de produzir um milagre , mas nada disso tem precedentes. Outros sugerem que seria o próprio Fantasma quem seria sacrificado, arguindo que a perda de Fantasma seria o “preço” a pagar pela ressurreição. Mas isso me cheira muito parecido com o sacrifício do cavalo de Khal Drogo, e eu acho que essas pessoas estão inventando um ritual de sangue e chamando-o de magia de fogo.
Esta me parece ser a hipótese mais furada, apesar de que o título contenha a expressão “gelo e fogo”.

PROBLEMAS ADICIONAIS: O TEMPO E A FUSÃO

Depois de termos visto todos os métodos e combinações, temos que voltar à crítica de Martin à volta de Gandalf dos mortos, pois nela GRRM, através do caso de Dondarrion, parece estabelecer o que parece razoável para ele em termos de ressurreição de personagens.
  1. Cada vez que ele revive, ele perde um pouco mais de si mesmo” - perda de personalidade
  2. Ele foi enviado em uma missão para fazer alguma coisa, e é como se ele estivesse se agarrando nisso” – obsessão por concluir sua última missão
  3. esse propósito que ele tinha é parte do que o anima e o levando novamente à morte” – a última missão seria justamente o que trouxe sua morte
No caso de Beric, a perda de personalidade era palpável em sua perda de memória, a obsessão em cumprir seu último desígnio fez surgir a Irmandade sem Bandeira e o cumprimento do dever de levar a justiça do rei o fez morrer 7 vezes.
No caso de Catelyn, a perda de personalidade é ainda mais acentuada (pois, segundo Thoros, “tinha se passado tempo demais” de suas morte – três dias), a obsessão em cumprir seu último desígnio a fez uma máquina de matar Freys (“Matarei Walder Frey, disse a si mesma. Guizo estava mais perto da faca[...]. Matarei o velho, isso, pelo menos, posso fazer”. - ASOS, Catelyn VII) e o cumprimento do desejo de matar o Frey mais a mão foi o que levou à sua morte, não os próprios planos de Walder Frey:
Então Lorde Walder matou-o sob o próprio teto, à própria mesa? – Tyrion fez umpunho. – E a Senhora Catelyn?
Diria que também foi morta. Um par de pele de lobo. O Frey pretendia mantê-la cativa, mas talvez algo tenha dado errado.
(ASOS, Tyrion VI)
E no caso de Jon, a depender do tempo em que seu corpo fique nas celas de gelo (como especulei no texto anterior) a perda de personalidade pode ser ainda maior. A obsessão do cumprimento de seu último desígnio até poderia ser a libertação de Winterfell, o extermínio da Casa Bolton e a busca por Arya, porém, o que o levou a morte não foi isso, mas sua deserção da Patrulha. Dessa forma, me parece incerto se o que motivará Jon após a ressurreição será a guerra como Stark ou a fidelidade à Patrulha da Noite.
Contudo, estas considerações pressupõem que Jon seria ressuscitado apenas com o Último Beijo de Melisandre ou que, mesmo valendo-se da Expulsão Troca-Pele por parte de Borroq, sua mente não será blindada.
De fato, muitos leitores imaginam que a transferência da consciência de Jon para o corpo de Fantasma fará com que o ex-Lorde Comandante não sofra do tipo de transformação de personalidade de Beric ou Catelyn. Porém, estas pessoas costumam apontam que Jon poderia absorver um pouco da animalidade de Fantasma e passar a ser mais lupino, com base em um dos ensinamento de Haggon:
[…] Quando a carne humana morre, seu espírito vive dentro do animal, mas a cada dia suas memórias desaparecem, e o animal se torna um pouco menos warg, um pouco mais lobo, até que nada do homem reste e apenas o animal permaneça.
(ADWD, Prólogo)
Cabe observar que Fantasma tem uma personalidade única, mesmo entre os lobos gigantes. Ele é extremamente silencioso, sendo costumeiro que mostre os dentes sem rosnar. Por essa razão, há quem entenda que Jon não ficará rosnando e babando por aí, mas que terá resposta emocionais mais violentas, apesar de silenciosas.
Entretanto, o que os leitores costumam esquecer é esta outra lição de Varamyr:
Depois de um cavalo se habituar à sela, qualquer homem pode montá-lo – disse ele em voz baixa. – Depois de um animal se juntar a um homem, qualquer troca-peles pode entrar nele e montá-lo. Orell estava definhando dentro de suas penas, por isso fiquei com a águia. Mas a junção funciona nos dois sentidos, warg. Orell agora vive dentro de mim, murmurando como o odeia. E eu posso pairar por cima da Muralha e ver com olhos de águia.
(ASOS, Jon X)
Dessa forma, em tese, mesmo que a consciência de Jon seja extraída de Fantasma via Expulsão Troca-Peles, o que poderia acontecer seria Jon passar a habitar o corpo do Troca-Pele que tentar dominar Fantasma. Ou ao menos uma parte. Ou quem sabe uma parte de ambos ficaria em Fantasma. Ou então Jon e Fantasma já estaria tão misturados que extrair apenas Jon seria impossível e o lobo ficasse vegetativo, sem uma mente. Eu realmente não sei o que responder.

PERGUNTAS

Diante de tudo que foi explicado e especulado, há diversas perguntas sem resposta sobre o que novo Jon fará ou pensará. Vou listá-las abaixo, começando pela mais óbvia:
  1. Qual método ou combinação você acha que vai ser usada nos livros?
  2. Jon terá POVs?
  3. Quais serão as principais mudanças físicas de Jon? (Catelyn ficou com cabelos brancos)
  4. Ele partirá imediatamente para Winterfell ou tentará consertar o caos na Muralha?
  5. Com sua morte, ele será liberado de seus votos? Ou a ressurreição prorroga os votos pela eternidade (vide Mãos-Frias)?
  6. O que Stannis, Melisandre e os Senhores do Norte pensarão sobre sua ressurreição? (na série não teve praticamente nenhuma repercussão)
  7. Jon não terá problema com o sacrifício de Shireen ou todo os envolvidos? Mesmo que o sacrifício tenha sido para ressuscitá-lo?
  8. Que tipo de características de Fantasma você acredita que Jon herdará?
  9. Jon se tornará algum tipo de Mãos-Frias em alguma medida? (Mãos frias não precisa comer, dormir ou se proteger do frio, o que ajudaria Jon explorar as Terras do Sempre Inverno).
  10. Tal qual Beric, Jon poderia tocar fogo na espada com seu sangue? Isso teria algum efeito adicional se a espada for de aço valiriano?
  11. Jeyne Poole e Jon se encontrarão? Ele quebrará o disfarce dela? Vê-la disfarçada de Arya vai frustrar a vontade de seguir para Winterfell?
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2020.07.13 04:52 altovaliriano Stannis (Parte 3)

Segundo os relatos de Varys, Melisandre convertera Selyse já fazia alguns anos (ACOK, Tyrion III). Stannis começa a ouvir os conselhos da esposa quando os Senhores da Terra da Tempestade ignoram sua pretensão. Um banquete é dado para Melisandre, que é colocada à direita do rei “lugar de grande honra”. Quando ambas as mulheres desprezam o ceticismo de Cressen, Stannis põem-se ao lado das duas e permite que Cressen seja humilhado.
Stannis é um pau-mandado ganancioso e altamente influenciável, certo? Ao menos, foi o que a série da HBO fez dele. O cara que vimos no Prólogo de A Fúria dos Reis, por 3 temporadas. Mas, na verdade, Stannis é mais cinza do que aquilo.
No primeiro capítulo de Davos em A Fúria dos Reis, as palavras “Azor Ahai” e “Luminífera” são mencionadas na história pela primeira vez (muito embora R’hllor já tenha sido mencionado no Prólogo). O fato de que Melisandre está queimando a estátua dos Sete enquanto os homens do rei assistem impassíveis poderia indicar que a mulher vermelha conseguiu o impossível: dobrar Stannis.
Porém, a cena e o restante do capítulo tanto comprovam que Stannis é bem flexível, quanto que Melisandre não é tão impressionante. A sacerdotisa prepara uma cena arthuriana para que Stannis seja “o rei que sacou a espada”, enquanto ela recita “Azor Ahai para leigos”. Mas não é apenas a multidão que está desanimada. “Azor Ahai” também parece cooperar a contragosto. De certa maneira, até parece um peça de teatro infantil cheia de crianças que preferiam estar brincando no parquinho.
Vejam por vocês mesmos.
O protagonista:
Stannis Baratheon avançou como um soldado marchando para a batalha.
Dirigiu-se diretamente à Mãe, agarrou a espada com a mão enluvada e a libertou da madeira ardente com um único puxão forte.
Praguejando, o rei enterrou a ponta da espada na terra úmida e apagou as chamas com pancadas na perna.
Quando a canção terminou, dos deuses só restava madeira carbonizada, e a paciência do rei tinha se esgotado. Pegou a rainha pelo braço e a levou de volta a Pedra do Dragão, deixando Luminífera onde estava. A mulher vermelha ficou um momento para trás, a fim de vigiar Devan e Bryen Farring, que se ajoelharam e enrolaram a espada queimada e enegrecida no manto de couro do rei. A Espada Vermelha dos Heróis parece uma bela porcaria, Davos pensou.
Os figurantes:
Mesmo para os soldados, era difícil não sentir desconforto perante tamanha afronta aos deuses que a maioria havia adorado durante toda a vida.
Os deuses nunca tinham significado muito para Davos, o contrabandista, embora, tal como a maioria dos homens, fizesse oferendas […]
Uma fumaça preta subia, retorcendo-se e enrolando-se. Quando o vento a empurrava contra eles, os homens piscavam, lacrimejavam e esfregavam os olhos. Allard virou o rosto, tossindo e praguejando. Um gostinho do que está por vir, pensou Davos.
E isso só para falar dos homens de Westeros. Os homens de Essos riem abertamente na cerimônia, sem nenhuma represália por parte de Stannis.
Os homens de Myr trocavam piadas enquanto desfrutavam do calor do fogo
Salladhor Saan sequer se dignou a aparecer, também sem represália. O lyseno, contudo, vai mais além do que ignorar a cena. Ele explica a lenda de Azor Ahai a Davos, de forma a banaliza completamente o que vimos anteriormente.
Aquela espada não era a Luminífera, meu amigo.
A súbita mudança de assunto deixou Davos pouco à vontade.
Espada?
Uma espada arrancada do fogo, sim. Os homens contam-me coisas, é o meu sorriso agradável. Como irá uma espada queimada servir Stannis?
Uma espada ardente – Davos corrigiu.
Queimada – Salladhor Saan o corrigiu –, e fique feliz por isso, meu amigo. Conhece a lenda sobre a forja de Luminífera? Vou contá-la. […] Compreende agora o que quero dizer? Fique feliz por ter sido apenas uma espada queimada que Sua Graça tirou do fogo. [...]
Entre os westerosi, apenas Davos e Lorde Velaryon parecem estar atentos à qualidade da dramaturgia.
Lorde Velaryon observava o rei, e não o incêndio.
Pelo modo como GRRM destaca que os Velaryon tinha origens em Essos e relações íntimas com os Targaryen, fica parecendo que o autor quer nos sugerir que talvez Lord Monford já tenha visto esta peça antes:
Davos teria dado muito para saber o que ele estaria pensando, mas um homem como Velaryon nunca lhe faria confidências. O Senhor das Marés era do sangue da antiga Valíria, e sua Casa havia fornecido noivas aos príncipes Targaryen três vezes […].
Porém, na verdade, nenhum homem com memória tinha ali motivos para se impressionar com as “chamas verde-jade” que rodopiavam “em volta do aço cor de cereja”. Bastava ter presenciado um corpo-a-corpo em Porto Real nos últimos anos.
Um ano antes, estivera com Stannis em Porto Real, quando o Rei Robert organizou um torneio no dia do nome do Príncipe Joffrey. Lembrava-se do sacerdote vermelho Thoros de Myr e da espada flamejante que ele brandiu no corpo a corpo. O homem rendeu um espetáculo colorido, com as vestes vermelhas esvoaçando, enquanto a espada estremecia com chamas verde-claras. Mas todos sabiam que não havia ali verdadeira magia, e no fim o fogo esgotou-se, e Bronze Yohn Royce abriu sua cabeça com uma maça vulgar.
Entretanto, nada disso incomoda o novo rei. Não em razão de ele ser um fanático religioso cego. Mas porque Stannis sabe que tudo é encenação e deseja que assim seja. Ele sabe que a cortina de fumaça de Melisandre é grossa e temida.
[…] A mulher vermelha. Metade dos meus cavaleiros tem medo até de dizer seu nome, sabia? Mesmo se não puder fazer mais nada, uma feiticeira que é capaz de inspirar tal terror em adultos não pode ser desprezada. Um homem assustado é um homem vencido.
Diante disto, ficam diversas perguntas. Como foi combinada a cerimônia? Quando foi que Melisandre contou a Stannis que ele era a ressusreição de Azor Ahai? Ela contou a história toda ou apenas a versão “para leigos”? Teria a sacerdotisa exigido um sacrifício e Stannis só concordado com a cerimônia mequetrefe?
Nada disso sabemos até agora (ou ao menos eu não sei). Porém, sabemos que Melisandre não havia feito nenhuma demonstração significativa de poder até aquele momento. Ao contrário de Davos, Stannis não viu o veneno e acha que Cressen simplesmente morreu. Ele não compartilha dos medos de Davos. Na verdade, quer ver os poderes de Melisandre em ação.
[…] E talvez possa fazer mais. Pretendo verificar.
Portanto, os planos de Stannis incluem feitiçaria e truques para ganhar as batalhas. Mais do que isso: ele pede que Davos use de todo tipo de artimanha para fazer com que a bastardia dos filhos de Cersei chegue a domínio público:
[…] Seja direto onde puder, e furtivo onde for necessário. Use todos os truques de contrabandista que conhece, as velas negras, as enseadas escondidas, o que for preciso. Se faltarem cartas, capture alguns septões e faça-os copiar mais.
Se você ainda não acha estas atitudes e estratagemas um pouco estranha para um homem rígido no seu senso de honra, que tal Stannis exigindo a Pylos que seja chamado de “sor” na mesma carta que o chama de “regicida”, pois ele ainda era um cavaleiro.
Escreva Sor Jaime, o Regicida, daqui em diante – disse Stannis, franzindo a sobrancelha. – Seja o que for além disso, o homem ainda é um cavaleiro.
Uma cortesia tão inútil quanto contestável, especialmente porque naquela mesma carta o rei manda tirar o “querido” antes do nome de seu irmão Robert. As formalidades para Stannis são mais importantes do que o conteúdo. Por isso, um ritual forjado lhe vale mais do que uma conversão de coração e alma.
As pessoas entendem Stannis como um homem cegado pela honra e cumprimento do dever. Mas o rei marinho de Westeros enxerga bem, especialmente a si mesmo.
Fui até eles como pedinte e riram de mim. Pois bem, não haverá mais pedidos, e também não haverá mais risos.
Sabe que tentar ganhar o Trono pelas vias normais é o mesmo que insistir em um falcão que voa baixo e com poucas chances de acertar a presa. A história sobre Asaltiva é a analogia que Martin achou para nos informar que Stannis encara R’hllor como seu instrumento, não como seu Senhor. Ele quer que os homens parem de rir dele, e o temam como temem Melisandre.
A esta altura dos acontecimentos, ser Azor Ahai é prescindível. O essencial é que ele mude seu brasão e dê espaço para que Melisandre conquiste corações e mentes em seu lugar, pois, ao contrário dele, ela é fascinante. Em sua mente, tudo que ele precisa é que ela lhe conquiste as espadas para marchar para Porto Real e sua experiência militar fará o resto.
É Stannis quem usar Melisandre, não o contrário. Quem diz isso, é ela mesma:
Ela andava o mais perto de Jon Snow que se atrevia, perto o suficiente para sentir a desconfiança transbordando dele, como uma névoa negra. Ele não me ama, nunca me amará, mas fará uso de mim. Muito bem. Melisandre dançara a mesma dança com Stannis Baratheon, bem no começo.
(ADWD, Melisandre)
Só depois de perder a Batalha da Água Negra é que esta relação começará a se inverter.
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2020.06.20 03:23 leite_com_biscoito ASSEDIADA PELO PRIMO E PELO PAI.

olá luba, gatas, editores, papelões (provavelmente mortos) e possível convidado (pelo discord obv), hoje vou contar sobre um caso de assédio que aconteceu com uma amiga minha (sim, ela me deu permissão para falar). a história eh minha, mas estou com preguiça de editar o texto de novo, estou me sentindo bem exposta, mas tudo bem, quero que todos vejam os perigos que corremos mesmo dentro de casa (nós mulheres, homens também, mas principalmente mulheres) avisos: 1- história um pouco longa 2- história sobre assédio 3- serão duas situações que aconteceram com ela, as duas sobre assédio. 4- terão 3 personagens principais: mana (a minha amiga), carls (o primo dela) e carlitos (o pai dela).
O BALANÇO
bom, Mana tem +/- 21 primo(a)s e 11 tio(a)s por parte de mãe. ela é filha única, mora com a mãe e na época tinha 6 anos (calrs tinha 15). em um certo dia na casa da avó dela, seu primo Carls começou a empurrar ela no balanço (tipo impulsionar pra ela ir mais alto, sabe? espero que tenham entendido) e Mana estava feliz, mas seu primo segurou o balanço e começou a esfregar a bunda dela em seu corpo (como era aqueles balanços que é só um pedaço de madeira sendo segurado por duas cordas que pendiam das árvores, a bunda de Mana ficava meio pra fora, pra trás [mesmo sem ela ter bunda ficava, pq ela so tinha 6 anos]) então ela sentiu algo duro em sua bunda e se deu conta do que estava acontecendo e começou a pedir pra ele parar (não muito alto pois tinham outros primos perto [nem tão perto, nem tão longe] e também não muito baixo) e ele não parava até que ele soltou o balanço e depois segurou dnv e disse "hahahah peguei vocêeee" meio cantarolando e ela pediu pra parar novamente e ele soltou o balanço e depois segurou e esfregou seu birubiru novamente nela (como em todas as vzs que ele segurou) e fez isso mais algumas vezes ate ela conseguir descer do balanço. e foi isso, então, Mana é babaca por não ter contado pra ninguém além de mim? Ela até hoje perde o sono por causa disso e tem ansiedade também (ela tem 12 anos hoje em dia).
SEGUNDO ACONTECIMENTO.
A BRINCADEIRA QUE PASSOU DOS LIMITES.
Mana sempre brincou com seu pai de fazer cócegas um no outro, e quando ela estava com uns 11 anos ela foi morar com seu pai (Carlitos) por um tempo, era pra ser definitivo mas aconteceram algumas coisas. Carlitos começou a dar selinhos na filha, e ela sempre pedindo pra parar e virando o rosto, e ele segurava ela(ela deitada, o pai encima, as mãos da filha presas [com as mãos do pai] acima de sua própria cabeça e o corpo do pai prendendo o corpo e as pernas da filha) e Carlitos começou também a dar tapas na bunda da filha. A filha falava para parar e que não gostava dessas brincadeiras, mas Carlitos continuava com essas """"brincandeiras"""", então Mana voltou para a casa de sua mãe (onde sofria e sofre, agressões psicológicas e verbais).
Bom, lubixco, essas foram as histórias. lembrando que a pessoa me deu permissão para contar a história e eu mudei os nomes (mas não os acontecimentos). Só pra falar pra vocês: Mana tem 12 anos hoje, ainda mora com a mãe, tem uma amiga em quem confia muito pra contar essas coisas e já se cortou, perdeu noites de sono, teve crises de choro, provavelmente teve crises de ansiedade (mas como sua mãe não quis levar ela no psicólogo, pq segundo ela "pra quê? você não precisa disso, e o que vc quer fazer no psicólogo?" Mana não sabe se tem ansiedade ou não, mas acha que tem, ela ja pesquisou os sintomas, pesquisou sobre, conversou com pessoas sobre e tals)
sim, eu sou a "mana" kkkkk Bom, agora sim eu acabei kkkkk então, eu sou babaca por não contar pra ninguém (exceto pra minha melhor amiga)?

turmafeira

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2020.06.17 22:01 sugaeuteamo O dia que quase deu polícia na casa da minha vó

Olá Matheus, Luiz, tuxo, turma, donas da casa (gatas) e interlocutor Luba que está a ver, convidado que não tem.
Eu sempre pensei em escrever essa história, e sempre me deu preguiça, mas como não tenho nada para fazer resolvi escrever ela, perdão se tiver algum erro e que eu estou acostumada em escreve só uma inglês. Tudo aconteceu na copa e 2014 onde minha tia surrou o marido e a cunhada dela. Mas antes que eu conte o fato em si, devo contar o motivo desse apocalipse na casa da minha vó. Minha tia tinha três anos de casada com esse cara que era dez anos mais novo que ela e isso estava tudo bem porém o que não estava bem era o fato dele ser um tremendo FDP porque ele traía minha tia com várias mulheres, acho que minha tia tinha tanto chifre quanto o Jean, o pior e que todo mundo sabia menos, é claro, a minha tia. Nessa época eu fui à um barzinho com uma galera da faculdade para beber em comemoração aos meus dezoito anos (Sério, fazer dezoito anos não é nada especial) a noite não podia ser melhor até que em uma determinada hora eu falei que ia ao banheiro e no caminho qual não foi minha surpresa ao encontra o marido da minha tia sentado na parte aberta do bar, bom eu como uma menina que ainda tinha esperança pensei. “Pode ser que ele esteja com minha tia.” Ledo engano, ele tanto não estava com ela como a pessoa que estava com ele era quem eu menos esperava, a mulher do meu tio (cunhada da minha tia traída) que tinha nada mais nada menos que dezessete Fuck anos de casada com meu tio, ele estava sozinho na mesa e ela chegou já beijando ele, pareciam bem íntimos o que me fez pensar que eles já tinha um tempo fazendo isso. Fiquei tão surpresa que passou até a vontade de mijar, voltei para mesa e dei uma desculpa qualquer para sair dali antes que eles me vissem. Naquele dia pensei o que devia fazer, ficar calada? Contar tudo? Poxa o casamento do meu tio com a mulher que eu chamava de tia era um exemplo para mim e o pior, ela era missionária, que moral ela tinha para dá sermão nos outros. Isso aconteceu em fevereiro que é o mês do meu niver, e agora já era dia doze de junho primeiro jogo do Brasil, eu sei a data tão precisamente por que minha vó faria aniversário dia treze de junho e os seus filhos decidiram fazer um almoço em família e convenientemente assistir o jogo na casa dela. Todos começaram a chegar e como eu moro há quatro casas da minha vó não estava com pressa, principalmente por saber que aqueles adúlteros estariam lá. Já era onze horas da manhã e eu tinha que ir, minha vó me bateria se eu não fosse, ao chegar lá vejo o meu tio conversando e rindo com o traíra e minha tia em uma roda de conversa respirando o mesmo ar que a crente do c* quente. Aquilo me deu uma raiva. Todo mundo já tinha almoçado e alguns tios, tias e primos estavam bebendo na parte de fora da casa, estava quase na hora do jogo e tudo parecia tranquilo todos estavam rindo, até que minha tia que já estava um pouco alta ,pelo álcool, levanta e vai para dentro da casa. Não demorou nem dez minutos e todos escutam estrondo de coisas caindo no chão e gritos, o que fez todos entrarem para dentro da casa. Lá encontramos a seginte cena, minha tia segurando com as duas mãos nos cabelos da cunhada dela e o traíra segurando minha tia pedindo calma. Não dava para escutar o que eles falavam era muita gritaria e palavrões, minha tia e professora de judô então ela se atracou com a mulher e depois pegou os dois de uma forma surreal ela parecia um polvo, seria engraçado se não tivesse sido tão desesperador na hora. Só sei que a briga durou uns trinta minutos. Sério uma professora de judô traída com álcool no sangue é assustadora, foi preciso quatro homens para segurar ela, parecia despacho de macumba quando o espírito desse. Minha vó começou a mandar todo mundo embora, por que avizinhas que assistem BBB estavam bisoiando pela janela e elas eram problemática, já chamaram a polícia para meu pai... Mas isso é outra história. Depois do show todos foram embora, ficou apenas a minha tia traída, meus pais, minha vó e eu, aí sim, ela desabou no choro e contou o que aconteceu, ela viu os adúlteros se acariciando e marcando de se encontrarei, tinha mais coisa mas parecia que minha tia não queria lembrar. Bom o que aconteceu depois dessa briga foi que minha tia se separou, vendeu a casa dela e foi para o Uruguai morar perto do filho dela e lá ela se casou ano passado com um pai de um aluno dela, meu tio perdoou a mulher dele mas uns meses depois descobriu que ela estava gravida e meu tio fez vasectomia, então ele se separou dela um ano depois do acontecido. Minha tia não falou com meu tio durante dois anos por ele ter perdoado a mulher dele. É essa é a história de um dos barracos que teve na minha família, tenho alguns outro que deu até polícia, e putros que o cara pulou o muro da minha casa pelado... (minha família e a vizinhança é barraqueira) mas deixa para uma próxima turma-feira, assim sobra conteúdo para os próximos vídeos. Beijos 
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2020.06.14 23:56 SAYMONTHETROUXA "O Culto que salvou vidas"

Olá Turma do Reddit, Gatas, Papelões, Luba, Editores e possível convidado, minha história não é de mico mas sim de como eu "presenciei" um acidente. Foi assim. Eu e minha família estávamos indo a um culto em outra cidade que não era a nossa, não éramos muito disso mas fomos porquê ia ser legal, foi legal sim fiz bastante amigos mas não vem ao caso, o importante é AGORA, quando estávamos voltando para nossa casa estávamos todos com fome, e paramos em posto para comer e por sorte estava muito bom, e lá tinha trêix pessoas, dois homens e uma mulher (guarde essa informação) logo antes de nós irmos embora eles saem com latas de cerveja e entram em um carro, bem nós fomos embora uns 10 minutos depois, estávamos na estrada quando de repente, olhamos para estrada e tinha muitos pedaços de cacos de vidros, a gente resolver parar e dar uma olhada pq já estava tarde e não tinha nenhum perigo, quando do nada ouvimos uma voz bem baixa
Pessoa desconhecida: "SOCORRO! ME AJUDEM!"
Minha mãe ouviu e falou para meu vô que tinha alguém alí no meio de um mato gigante que não dava pra ver nada, os adultos foram ajudar o cara, pq eu era uma criança bem nova, depois que trouxeram o moço para a estrada ele diz:
"Meus filhos e esposa estão naquele carro!"
Foram todos ajudar, pegamos a esposa que estava não muito machucada, uma menina que estava com a carne exposta e eu como uma criança quase deixei algo sair mas como eu tinha consciência consegui segurar, pegamos a mulher e a filha, e o homem diz:
"Cadê meu filho pequeno?"
Era uma um bebezinho muito fofo, que por sorte saiu do carro na hora do acidente e caiu em um monte de mato e grama fofinha, eu peguei o bebê e deixei ele no meu colo, e Luba vc se pergunta "mas o que fez esse acidente?" O pai nos disse que estavam normalmente dirigindo e do nada aparece um carro e bate neles que estava na contra mão ultrapassando outro, quando olhamos para um lugar mais longe vimos outro carro, fomos lá perto e tinha uma mulher e dois caras, isso mesmo ERAM AS MESMAS PESSOAS DO POSTO DE GASOLINA, ficamos meio bravos com eles e não demos muita atenção, chamamos a ambulância e a polícia e depois de mais ou menos uma fucking hora eles chegaram fizeram perguntas pra minha família e para mim e explicamos tudo e o marido tbm, foi a mulher e o homem com a menina na ambulância e a gente foi com o bebê que estava dormindo, chegando lá eles entraram o marido estava bem, mas a menina se machucou muito, nós ficamos para esperar o médico dizer como eles estavam, ficou tudo bem, mas no outro carro não, a mulher estava bem, mas o marido dela estava gravemente ferido no corpo todo, ela entra no hospital e diz para um policial:
Mulher: "nós estávamos voltando de uma festa da igreja e..." Minha mãe não deixou ela terminar e falou por cima gritando indignada.
Mãe: "MENTIRA VCS ESTAVAM BEBENDO NO POSTO E SAIRAM DIRIGINDO BÊBADOS"
A mulher começou a chorar depois descobrimos alguns dias depois que o marido da mulher bêbassa morreu, sei que é errado mas digo que acho pouco, enfim, o policial agradeçeu a minha família, a família está bem hoje em dia e a mãe da presentes pra minha mãe as vezes, sei que ficou longa mas espero que tenha gostado, bjos <3
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2020.06.10 19:10 Rams_Tae Quase xinguei minha mãe

Mano eu acabei de fazer um trabalho de artes, a demanda era retratar um tema atual e eu falei sobre racismo e machismo com algumas colagens de revistas. Se trata de um desenho de dois homens brancos reclamando do porque acham a vida difícil enquanto tem uma mulher rodeada de frases machistas e um homem negro rodeado de frases racistas. Eu sei que se trata se algo muito além disso mas é apenas um trabalho de escola, um trabalho deverás simples pra ganhar nota, tenho total consciência que abrangem mais pessoas e nao apenas homens brancos, mulheres ou apenas homens negros. A questão que minha mãe acabou de entrar no meu quarto, ler meu trabalho, virar para mim e dizer a seguinte frase: "Como assim você recortou minha revista pra falar de racismo? RACISMO NEM EXISTE! É tudo um jogo político. Judeus sofreram a vida toda e nunca fizeram nada. Primeiro ve os dois lados de uma discussão e forma uma opinião depois." Cara nesse momento eu passei muito perto de soltar um CALA BOCA FILHA DA PUTA mas com todo respieto a minha mãe eu não fiz. Apenas vim contar pra diminuir minha raiva perante ela.
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O Medo de Cada Um : Homens que têm fobia de mulheres bonitas - Rede Record 1042 ) – 11 ° PARTE - ARROIO TRINTA – STA CATARINA – MANEJO ISABEL PRECOSE COMO NÃO FICAR CARECA JOVEM - DICAS ANTI CALVÍCIE - YouTube CFN Church  Culto da Vitoria Felipe da Mota  A paz de Deus Ela Gosta de Você mas Finge que Não Gosta - YouTube 477 - (Filipenses 4:4-9) - A FELICIDADE QUE O EVANGELHO TRÁS. Toque do SIlêncio FILIPENSES 4:1-13 - Bíblia Sagrada Online em Vídeo Jovens Em Cristo - YouTube

Buscador de Gatas - As mais gostosas da sua cidade

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  4. CFN Church Culto da Vitoria Felipe da Mota A paz de Deus
  5. Ela Gosta de Você mas Finge que Não Gosta - YouTube
  6. 477 - (Filipenses 4:4-9) - A FELICIDADE QUE O EVANGELHO TRÁS.
  7. Toque do SIlêncio
  8. FILIPENSES 4:1-13 - Bíblia Sagrada Online em Vídeo
  9. Jovens Em Cristo - YouTube
  10. Vídeo mostra sessão de humilhação a grafiteiros na Saara

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