Livro sobre namoro e

Livro Namoro Blindado. O manual do século 21 para antes, durante e depois de namorar. IMAGINE acordar um dia e descobrir que se casou com a pessoa errada. Ou perder o seu grande amor porque você estragou o relacionamento com suas próprias mãos. Ou não perceber aquela pessoa especial quando ela passar por sua vida. Sexo e Namoro (Marta Doreto de Andrade – Claudionor Corrêa de Andrade), da Editora CPAD, trás perguntas e respostas da área sexual e de namoro. Neste livro os autores trazem perguntas e respostas sobre amor e sexualidade, a idade para namorar, como escolher uma pessoa para namorar, paixão e amor, a opinião dos pais sobre com quem se… Ou ao menos deveria ser, é o que defende esse livro sobre relacionamentos. A americana Kathi Lipp, autora da obra, defende a necessidade de o casal resgatar o bom humor e o lado lúdico do dia a dia, deixando de lado a severidade que muitas vezes, em excesso, contamina a felicidade a dois. ESSE LIVRO PODE MUDAR SUA VIDA SENTIMENTAL PARA SEMPRE! Seja uma das primeiras pessoas a adquirir o livro do 'O propósito do namoro' e descubra como ter um namoro abençoado. Livre-se de todos os medos e esteja preparado(a) para ter um namoro cristão de acordo com o propósito de Deus Neste livro sobre o namoro, ele apresenta a sua importância para os jovens, já que, como diz, o casamento é um namoro que deu certo. Com este livro os jovens poderão se preparar bem para o namoro e o casamento, sem deixar que o seu relacionamento se transforme em algo triste ou vazio. É um livro muito recomendado também para os pais ... Livro Namoro é isto Descrição Quem já se apaixonou, pelo menos uma vez na vida, vai encontrar neste livro respostas a perguntas nem sempre esclarecidas, com a competência e o cuidado que o tema exige.

Jardins do Imperador: Apresentação

2020.09.24 02:58 Quirky_Leadership351 Jardins do Imperador: Apresentação

Normalmente quando um livro é adaptado para a televisão ou cinema, nos surpreendemos com a forma que os personagens e lugares são retratados. Isso acontece porque ao lermos, imaginamos cada detalhe do livro a nossa maneira, o que nem sempre condiz com o que o autor tinha em mente.
Imaginamos como seria a fisionomia de cada personagem, a cor de seus olhos, altura, cor da pele, cabelo e tantos outros detalhes. Imaginamos também como seriam os lugares em que vivem, estudam, trabalham, e muitas vezes nos colocamos até no lugar desses mesmos personagens, como se estivéssemos dentro das histórias e vivendo cada situação descrita no livro.
E essa é a magia da leitura: poder imaginar cada detalhe de uma história. Existem livros que descrevem cada personagem e lugar, mas às vezes o que nós realmente queremos é criar cada um desses detalhes a nossa maneira. Imaginar que o personagem com o qual mais nos identificamos se parece exatamente como nós; que o interesse amoroso desse personagem tem a mesma aparência da pessoa de quem gostamos. Colocamos amigos e familiares no lugar de outros personagens da história, para assim nos sentirmos mais próximos e atraídos a essa fantasia.
No fim esse é o diferencial dos livros da saga “Jardins do Imperador”. Focados totalmente nos diálogos, os livros narram situações da vida dos adolescentes, mas dando a liberdade ao leitor de criar esse mundo a sua própria maneira. Momentos como festas, namoros, viagens, o primeiro amor e a primeira vez são descritos de forma que fazem com que o leitor se sinta lendo a sua série de televisão favorita. Nos dias de hoje, em que séries de televisão se tornam fenômenos rapidamente e tem uma influência tão grande sobre os jovens, livros que sigam esse formato podem ser exatamente o diferencial a atrair ainda mais jovens a leitura.
Afinal muitos deles estarão passando exatamente por essas situações, uma vez que o foco principal dos livros são pré-adolescentes que estão entrando nessa fase tão intensa que é a adolescência.
Mais do que entrando nessa nova fase, muitos estão entrando também nesse mundo da leitura, procurando histórias com que se identifiquem e que sejam fáceis de ler. Que pessoa aos 14 anos não fica feliz ao terminar seu primeiro livro e ver que o leu de forma tão agradável e rápida. Assim como qualquer primeira experiência, a leitura dos primeiros livros de qualquer pessoa tem que ser prazerosa e feita de maneira simples, gradativa, para que aos poucos a pessoa vá pegando gosto por essa arte que é ler e sinta vontade de explorar outras obras e autores.
Acredito que todos apreciarão essa obra, a lendo com os olhos de uma pessoa que está passando pelas mesmas situações descritas no livro. O primeiro volume da saga Jardins do Imperador já pode ser adquirido por R$6,90 pelo site da editora: https://www.editoravidgam.com/
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2020.08.15 08:04 therealilith Nice girl quase vai presa - com prints

Oii Lubisco, editores, gatas, possível convidado e turma que esta a ver.
Essa história ocorreu em 2016, na época eu estava namorando uma garota (sou lésbica) e estavamos quase completando 8 meses de namoro. Ela era o estereótipo de “nice person” e abusiva, os problemas iam desde coisas mais “”leves”” como ela me ignorar e me abandonar quando eu estava tendo crises de ansiedade/depressão na casa dela e tentar controlar a roupa que eu estava vestindo até me enforcar em um argumento.
Bem lixo né? Mas na época eu caia na baboseira de acreditar nela quando ela dizia que ela era o amor da minha vida e eu nunca encontraria alguém melhor.
Vamos para o que levou ao título dessa história: Um certo dia eu fui para a escola de vestido e uma coroa de flores, minha auto estima estava nas nuvens e todo mundo estava me elogiando. Quando as aulas acabaram ela foi me buscar na porta da escola e fomos almoçar em um restaurante ali perto, no meio da refeição ela me olha e diz “Já pode tirar isso, ta ridiculo.” e continuou comendo.
Eu fiquei em choque, terminei minha refeição e fui para casa. Pensei por um tempo até decidir que eu deveria terminar, eu não achava certo ela me tratar daquele jeito e não continuaria aceitando tudo assim.
Escrevi um texto super didático citando todos os motivos para o termino e enviei, estranhamente ela estava super calma. Ela aceitou o término e combinamos de ela me devolver meus pertences no dia seguinte.
Agora que a merda atinge o ventilador.
Fui tomar um banho super feliz e relaxada com tudo que aconteceu, mas quando sai percebi que haviam 10 ligações perdidas e 50 mensagens (algumas de texto e algumas de voz) da Carls (minha ex).
Ela estava surtando dizendo que eu era o amor da vida dela, que eu não deveria terminar, que ela era uma boa pessoa e apenas ela poderia me fazer feliz. Ela começou a perguntar o porque eu estar fazendo aquilo com ela e eu simplesmente copiei e colei o texto que eu havia mandado sobre os motivos do término e bloqueei ela no zipzop.
Enquanto eu apagava tudo relacionado a ela do meu CaraLivro ela me mandou uma mensagem no Instagram dizendo que ela ia se matar e a culpa era toda minha. Que eu era uma puta sem valor e que ela ia me assombrar pelo resto da minha vida.
Ela me explicou que tinha tomado todo o remédio de bronquite dela (um super forte que quando ela tomava um pouco ja ficava tremendo e com taquicardia) e que eu não poderia fazer nada além de me arrepender por ter terminado com alguém tão bom quanto ela.
Na hora eu travei, mas não demorou muito para meu cérebro começar a raciocinar: Ate eu me arrumar, sair de casa e ir até a estação de trem mais próxima demoraria pelo menos 30 minutos (10 para eu me arrumar + 20 até a estação), depois que eu pegasse o trem (+15 minutos) eu teria que andar até a casa dela (+30 minutos). Nisso eu ja teria perdido uma hora e quinze minutos e ela teria morrido.
Como eu estava sem dinheiro para o taxi e minha única opção demoraria mais de uma hora só me restava uma saída: Ligar para a polícia.
Liguei para a policia e expliquei que uma “amiga” minha estava tentando suicidio, passei o endereço dela, quantas pessoas estavam na casa dela no momento e outras informações necessárias. A moça do outro lado da linha agradeceu e me disse que duas viaturas estavam a caminho da casa dela e que chegariam em menos de 15 minutos.
Enquanto isso ela continuava bombardeando meu Instagram com mensagens sobre como eu me arrependeria daquilo e blábláblá.
Quando a ligação acabou ocorreu a seguinte conversa: Eu: Você está em casa né? Ela: Sim, porque? Você vai vir?? Eu sabia que você ia se arrepender!! Eu te amo!! Eu: Não não, eu não estou indo ai. Ela: Então porque perguntou?? Eu: Como você disse que ia se matar e eu não conseguiria chegar a tempo para te ajudar eu liguei para a policia e eles enviaram duas viaturas para sua casa, logo logo elas devem chegar Ela: QUE??????? PORQUE VOCÊ TEVE QUE LIGAR PRA POLICA??? VOCE TA LOCA SUA PUTA???? EU NÃO IA ME MATAR DE VERDADE Eu: Explica isso para eles :)
No final das contas, duas viaturas chegaram na casa dela, o pai deixou os policiais entrarem e ela brigou com eles, fez um barraco tão grande que quase foi presa e ainda levou um sermão (dos policiais e do pai) por fazer os caras perderem tempo indo até la.
Eu consegui meus pertences de volta, ela tentou conversar comigo algumas vezes depois disso ou me xingando ou pedindo para voltar e eu ainda fiquei com a melhor amiga dela.
Os prints:
https://imgur.com/gallery/fq2z8ZH
É isso Lubisco, moral da história: Se alguém, principalmente uma nice person, falar que vai se matar você liga pra policia
Beijo <3
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2020.08.06 06:08 denesfernando Sou Babaca Por Querer Que O Namorado Da Minha Amiga Não Passe Mais A Quarentena Aqui E Volte Pra Casa Dele?

Olá Luba, editores, gatas e Turma. Essa história que vou compartilhar aqui é recente, ainda estou tratando em terapia, mas ela começa um pouquinho lá atrás.
Um ""pouco"" de background para situar a todos de onde tudo isso começou.
Em 2013 comecei namorar um cara que vou chamar de Karen, por ele ser muito, mas muito CUSÃO (inclusive, ele se parece muito com você Luba e por vocês serem tão idênticos, eu passei um bom tempo sem assistir o canal, pois não conseguia te ver sem lembrar dele). Mas, enfim, em 2015 ele e o grupo da faculdade dele decidiram morar todos juntos em uma casa perto da faculdade, pois estava exaustivo para todos trabalharem em pontos distintos da cidade (São Paulo, para se alguém quiser se situar).
Então, em janeiro de 2016, eles se mudaram e eu ia para lá aos fins de semana, até que acabei me mudando para a casa em Junho do mesmo ano, no dia do meu aniversário.
Pois bem, foi uma fase horrível da minha vida por causa do meu ex, terminamos em maio de 2017 e tive que sair da casa. Esse meu ex era um abusador, um aproveitador, a pior pessoa que eu poderia ter conhecido na minha vida. Os abusos psicológicos que ele cometeu comigo, afetaram totalmente minha confiança e em como eu viria a me relacionar com outros caras, fora as crises de ansiedade que eu arrasto até hoje.
Mas então, eu fiquei amigo dos amigos dele da faculdade e em especial da Karls que virou minha melhor amiga.
Em 2017 eles terminaram a faculdade e em 2018 o contrato da casa venceu e eles finalmente poderiam se mudar, áquela altura ninguém suportava mais olhar pra cara do Karen.
Então, foi nesse momento, que a Karls e o Akarls me chamaram para vir morar com eles numa nova casa. Sem o Karen. E hoje nós três vivemos como uma família feliz com os nossos pets.
2019
Eu conheci um cara, eu vou chamar ele de Lars.
Lars e eu começamos a trocar mensagens, se conhecer, nos aproximarmos. Até então, antes dele, todos os outros caras que eu acabei ficando, não davam certo, (tem muito gay problemático nessa cidade). Mas Lars foi diferente, conforme nos conhecíamos, ele ia transpondo todas as muralhas que eu usava como defesa, pois meu maior medo seria voltar para um relacionamento abusivo, tóxico e doentio.
Com o Lars eu fui bem devagar, realmente queria conhecer ele, pra ver se o que eu estava sentindo era o certo e se ele não iria me fazer mal.
Nesse tempo conhecendo ele, eu desabafava com Karls todas as minhas inseguranças, pois ela tinha vivido todo o meu drama com o meu ex, ela sabia dos meus medos, receios, inseguranças em me relacionar com alguém e ela me dava todo o apoio, pra poder voltar a acreditar e saber que nem todo mundo é igual o Karen, que na verdade eu dei azar com o Karen, mas que não seria assim de novo.
Depois de tantos embates sobre minhas agruras eu acabei me desarmando e me permiti começar algo com o Lars.
Um mês e meio depois, finalmente decidi trazer ele em casa, para conhecer meus amigos e 😏.
Então, foi nesse fim de semana de novembro de 2019 que coisas aconteceram.
Depois de ficarmos, acabei aceitando os meus sentimentos por ele, pensei que depois de tanto tempo solteiro, passando por aventuras fracassadas com pessoas que não se encaixavam, onde a química só proporcionava uma reação inicial. Ali estava talvez o momento de poder compartilhar momentos com alguém.
Mas aquele início de sonho desmoronou muito rápido. No domingo quando ele estava pra sair para trabalhar, Lars me contou que iria para o Beto Carrero com um amigo. Fui pego de surpresa, pois ele não havia mencionado nada nas nossas conversas durante a semana.
Na época, Lars trabalhava como bartender numa cafeteria e reclamava de trabalhar muito, não ter finais de semana livres e só folgar nas segundas-feiras.
Como não tínhamos oficializado nada, nossa primeira vez foi na noite anterior e o fato de estar disposto a querer começar a construir uma relação tinha sido algo que eu havia arrazoado no meu coração, achei absurdo demais eu questionar porque ele não tinha me falado nada antes.
Tudo bem, ele iria no Beto Carrero com um amigo, logo após sair da cafeteria. Pegaria o ônibus na estação do Tietê no domingo a noite, passaria o dia no parque, já que a folga seria na segunda, e na segunda a noite ele voltaria e iria trabalhar na terça-feira de manhã. Eu, pelo menos, imaginei que seria assim.
Na segunda-feira, eu fui trabalhar normal, vi as fotos dele no Beto Carrero, os stories no Instagram aparentemente nada de estranho, mas a primeira coisa que me chamou a atenção foi o fato dele não ter postado um único story com o amigo, mas até aí, se eu encucasse com isso, seria uma atitude tóxica e eu não queria isso. Numa relação deve existir confiança.
Nós não nos falamos o dia inteiro, pois eu não iria ficar o importunando num passeio como aquele, que ele aproveitasse o máximo possível. Foi quando às 18:00 eu resolvi mandar uma mensagem para ele, já que eu estava saindo do trabalho.
A mensagem era mandando um "oi" e desejando que ele tivesse se divertido bastante e fizesse uma viagem tranquila de volta.
Foi quando ele me respondeu que não voltaria aquela noite, que ele iria para Balneário Camboriú com o amigo passear de barco. Eu fiquei completamente sem reação, foi um choque. Ele só reclamava de como o trabalho explorava ele, não era flexível e do nada, de uma viagem totalmente espontânea que aconteceu aleatoriamente pra aproveitar um dia de folga num bate e volta, surgiu uma folga no dia seguinte.
Eu não tive como não ser arrastado de volta para os tempos do Karen, onde eu fui trouxa por anos, onde ele matava aula pra transar na escada da faculdade, dizia que ficava até mais tarde no serviço pra não pegar trânsito, mas na verdade ia para dates furtivos de apps de pegação (inclusive tenho uma história ótima com relação a isso da época do Karen), enfim, meu cérebro e meu coração ligaram o sinal vermelho, as sirenes começaram a zunir no meu ouvido, a última coisa que eu queria era ser enganado como fui na minha última relação.
Voltando, Lars não falou mais nada depois disso, fui pra casa naquele dia. Na terça-feira de manhã, outro sinal de alerta, não tinha nenhuma mensagem no celular. Isso poderia ser irrelevante, se a gente não tivesse passado o último mês e meio, trocando várias mensagens e memes da hora que acordava até a hora de dormir. Me senti mal, a conversa tinha morrido da noite para o dia, fiquei angustiado, pois eu estava começando a gostar dele e aquilo mudou da noite para o dia.
Terça-feira se foi, ele em Balneário Camboriú, fotos e stories no Instagram se seguiram e nada desse amigo misterioso.
Finalmente, a noite ele estava voltando e mandou uma mensagem dizendo que estava exausto, mas estava voltando. Nesse momento, minha mente já tinha formulado mil e uma histórias, mas resolvi ser prudente, apesar da angustia que estava sentindo.
Foi difícil dormir aquela noite, na manhã seguinte, ele mandou uma mensagem dizendo que havia chegado, estava exausto, mas estava indo trabalhar.
Nossa conversa, já não era a mesma, algo tinha mudado, as palavras ou a ausência delas são um termômetro para o coração, escrever para outra pessoa é um ato de conexão e o nosso elo havia se rompido.
Foi quando resolvi confrontá-lo.
Segue abaixo a conversa no whatsapp:
[28/11 11:56] Denes: Desculpa, Lars.
[28/11 11:56] Denes: Eu não sei de fato o que aconteceu
[28/11 11:56] Lars: Pelo o que ?
[28/11 11:56] Denes: mas desde terça que eu sinto que nossa conversa morreu
[28/11 11:56] Lars: :(
[28/11 11:56] Lars: Eu que peço desculpas
[28/11 11:57] Denes: se vc puder me dar uma luz
[28/11 11:57] Lars: Questão de conversa tbm não sei ... :(
[28/11 11:58] Lars: Não quero ser cuzao contigo
[28/11 11:58] Denes: me diz o que tá acontecendo
[28/11 11:59] Lars: Gosto olhando no olho
[28/11 11:59] Lars: Gosto de vc
[28/11 11:59] Denes: talvez não haja olho no olho se eu não entender o que está acontecendo
[28/11 12:00] Denes: eu tb descobri que estou gostando de vc
[28/11 12:00] Denes: descobri de uma maneira bem ruim
[28/11 12:00] Denes: só quero que vc me diga
[28/11 12:00] Denes: sem medo
[28/11 12:02] Lars: Eu recebi uma ligação de alguém antes de viajar que me deixou balanceado
[28/11 12:02] Denes: prossiga
[28/11 12:02] Lars: Não gosto da ideia por aqui
[28/11 12:03] Lars: Mas tá bom ...
[28/11 12:03] Denes: por favor, agora que começou, não pare
[28/11 12:03] Lars: Pouco antes de conhecer vc eu tinha acabado um relacionamento ...
[28/11 12:03] Denes: hum
[28/11 12:04] Lars: E tipo ainda algo que me deixa balançado e tal ...
[28/11 12:05] Denes: entendi
[28/11 12:05] Denes: ah...
[28/11 12:05] Lars: E tipo não quero mentir pra vc
[28/11 12:05] Lars: Nem ser um cuzao contigo me entende
[28/11 12:05] Lars: Quero ser sincero sempre
[28/11 12:05] Lars: Não só com vc mas comigo mesmo
[28/11 12:06] Denes: então, o livro de Harry Potter que está com vc, foi um presente de um amigo meu que faleceu esse ano, será que posso pegar com vc na catraca amanhã da Santos Imigrantes
[28/11 12:06] Lars: Sim ... Claro ... Mas queria conversar mais com vc pessoalmente
[28/11 12:06] Lars: Se não se importar
[28/11 12:07] Lars: Tenho um presente pra vc
[28/11 12:07] Denes: eu vou me importar
[28/11 12:07] Denes: por favor, sem presentes
[28/11 12:07] Lars: Tudo bem :(
[28/11 12:09] Denes: amanhã as 8:30 te encontro na Catraca
[28/11 12:09] Lars: :( eu lhe entendo sabe ... Mas confesso que gosto de vc e queria que vc permanecesse na minha vida independente de qualquer coisa
[28/11 12:09] Denes: não será possível
[28/11 12:09] Lars: Tudo bem eu entendo vc ... :(
[28/11 12:09] Lars: Me desculpa
[28/11 12:10] Denes: te encontro amanhã na catraca sem falta
[28/11 12:21] Lars: Hj vc sai que horas do trabalho?
[28/11 12:24] Denes: Desculpa, Lars. Mas eu só pretendo te encontrar para pegar o meu livro. Não, temos nada para conversar. Você não me deve satisfações, justificativas ou esclarecimentos. Apenas o meu respeito. Mas, mesmo assim. Esse ponto final precisa ser colocado.
[28/11 12:25] Lars: Tudo bem eu entendo e respeito vc ... Falei de hj pq posso te entregar hj o livro
[28/11 12:25] Lars: Ele está comigo aqui no trabalho
[28/11 12:26] Denes: Eu saio às 18:00
[28/11 12:26] Lars: Posso te entregar hj o mesmo horário ... Na estação melhor pra vc
[28/11 12:27] Denes: Que horas na Santos Imigrantes vc vai passar por lá?
[28/11 12:27] Lars: Umas 19h a 19:30
[28/11 12:28] Lars: Mas espero a sua hora
[28/11 12:28] Denes: Okay, as 19:00 estarei lá
[28/11 12:28] Denes: Se chegar antes estarei sentado em algum dos bancos da plataforma
[28/11 12:29] Lars: Tá bom
[28/11 12:29] Lars: Sei o que vc vai falar ... Mas desculpas :(
Quando ele falou dessa ligação do ex e ficou balançado, eu senti uma enxurrada de sentimentos negativos, o tsunami de chorume que eram as mentiras do Karen voltando a tona. Todas as desculpas esfarrapadas, parecia que eu estava vivendo tudo outra vez.
Eu estava cego, na gana de não querer cometer os mesmos erros do passado, acabei sendo seco, duro e intolerante, condenando um pelos erros de outro.
Eu já tinha sentenciado dentro de mim que aquela viagem foi algo que ele tinha programado com o ex e que tinha ido com ele e que eles tinham se acertado e que ele queria me manter como step se nada desse certo. Enfim…
Nesse mesmo dia, fui buscar o meu livro (um fato curioso, esse livro que foi presente de um amigo que veio a falecer em 2019, foi um presente pra me lembrar o quanto eu sou uma pessoa corajosa, era a edição de 20 anos da Pedra Filosofal nas cores da Grifinória e dentro ele escreveu a famosa frase da Luna "As coisas que perdemos sempre acabam voltando para nós. Mas nem sempre na forma em que pensamos." https://imgur.com/a/ebJFd2U
Ironicamente, quando paro pra olhar isso em particular, penso na grande ironia de tudo.
Eu cheguei antes na estação, fiquei esperando, sentado num banco na plataforma, vendo vários trens passando, várias pessoas descendo na estação vindo depois de mais um dia de trabalho. A minha ansiedade estava a mil, eu queria chorar, estava angustiado com tudo aquilo, pior, sem entender como "tinha cometido" o mesmo erro outra vez.
Ele chegou uns 15 minutos depois, estava com o livro na mão, eu peguei o livro e então ele me estendeu os braços pedindo um abraço, fiz com ele o que eu devia ter feito com o Karen, olhei para ele com a minha pior cara de desgosto e nojo e falei "Adeus", virei as costas e deixei ele lá.
Hoje, não me orgulho do que eu fiz, sinto vergonha quando penso, mas para que vocês entendam aquele gesto, mesmo ele não sabendo, era algo traumatizante, no término com o Karen, quando coloquei minhas malas e meus livros no táxi, ele chegou até mim e na maior cara de pau, na sua maior interpretação pra burguês ver, ele me pediu um abraço e o trouxa aqui cedeu esse abraço, então ele sussurrou no meu ouvido "Sou eternamente grato por tudo o que a gente viveu e você vai sempre poder contar comigo para o que você precisar" e quando eu precisei o que eu ouvi? "Não tenho obrigação nenhuma de te ajudar."
Quando eu saí da estação, bloqueei o Lars em todas as redes sociais, Facebook, Instagram, Whatsapp e até o número dele pra ele não me mandar SMS ou ligar. Não queria nunca mais ouvir falar dele pelo resto da minha vida.
Alguns dias se passaram e a Karls me contou que Lars havia mandado mensagem para ela no Instagram dizendo que estava preocupado comigo, queria falar comigo e eu irredutível falei que nunca mais queria saber nada a respeito dele.
Então ali eu tinha colocado uma pedra em cima desse assunto, vida que segue.
Dezembro de 2019
Karls é uma garota muito linda, mas em todos esses anos de amizade ela só se envolvia com os piores caras do Tinder, uma fase da vida dela que fazemos piada, mas que se você olhar atentamente, era bem triste.
Ela tinha o sonho de conhecer um cara bacana, compartilhar momentos, viver toda aquela fantasia de namoro, dormir abraçada, assistir anime, cantar músicas da Disney e cozinhar todos os pratos possíveis de todos os programas de culinária que existem no mundo.
Depois de anos, esse cara apareceu. Vamos chamá-lo de Darls.
Darls é um cara super carismático, que faz amizade por onde ele passa, falador, contador de piada, solicito, uma pessoa que todo mundo iria adorar ter como amigo.
JANEIRO 2020
Parecia que Darls sempre esteve nas nossas vidas, Akarls e eu o recebemos de braços abertos, pois víamos o quanto ele fazia Karls feliz.
Logo ele começou me pedir dicas e mais dicas de coisas que fariam a Karls feliz e nesses 5 anos de amizade eu era a pessoa que mais sabia de tudo o que a Karls gostava.
FEVEREIRO 2020
Eles oficializaram o namoro, (meio rápido, mas…), então ela entrou numa tour para conhecer todas os amigos dele, pois ele queria apresentar a namorada para as pessoas importantes na vida dele.
Darls mora a 35km de distância, num bairro distante, 2 horas de viagem no mínimo, mas ele sempre estava vindo passar mais tempo aqui.
MARÇO 2020
Pandemia chegou, isolamento social foi instaurado, pessoas em casa. Eu sou editor de vídeo, então estou trabalhando em casa desde que esse inferno começou. E quem acabou vindo para cá, também? Exatamente, Darls.
A companhia dele era agradável, e por vermos Karls feliz, nada objetamos, aceitamos naturalmente a estadia dele aqui. Mesmo que nunca tenhamos conversado isso entre nós, foi natural olharmos para a felicidade dela.
ABRIL 2020
Um mês de quarentena, eu sou uma pessoa ansiosa. Solteiro que passou da barreira dos 30, já havia sentenciado que não conheceria ninguém e morreria só, pois já estava sem esperança de conhecer alguém em um mundo sem um vírus mortal, imagina em um mundo onde estar perto 2 metros de alguém pode ser sua sentença de morte.
Eu comecei entrar numa crise terrível, comecei trabalhar demais, a fazer 12 horas de trabalho por dia e no meu tempo vago eu comecei a assistir todos os filmes e curtas gays já foram produzidos no mundo. E nisso, fiz a burrada de assistir um filme que superestimei por anos.
Brokeback Mountain.
'O que eu fiz da minha vida?'
Eu fiquei tão mal, mas tão mal, que naquela noite eu fui dormir chorando e os dias que se seguiram eu tive tanto remorso pelo final daquele filme, que certo dia eu comecei chorar na frente da Karls e do Darls enquanto a gente almoçava.
No final de abril, meu tio implorou que eu fosse na casa dele, pois estava tendo um problema entre minha mãe e minha irmã e ele estava preocupado da minha mãe acabar se metendo em um avião e vindo pra São Paulo no meio de uma pandemia. Fui, como se eu já não estivesse colapsando, ainda tinha que resolver o problema de outras pessoas.
Naquela semana, eu assisti um vídeo, tenho 80% de certeza que foi no LubaTV os outros 20% acho que foi no canal do Henry Bugalho, que falava sobre perdão, algo do tipo "se não perdoamos, do que adianta pedirmos desculpas" e eu já estava muito reflexivo.
De noite, eu estava no apartamento do meu tio, quando recebi uma notificação de que alguém tinha me seguido no Twitter.
Abri a notificação e vi que era o Lars me seguindo quase 6 meses depois. Ele não tinha twitter e tinha criado uma conta por causa da quarentena.
Minha primeira reação foi bloquear ele, mas aí bateu aquele turbilhão de coisas acumuladas nessa quarentena. O final de Brokeback Mountain, a fala sobre perdão e um detalhe sobre o Lars que pesou muito, ele tem diabetes, acho que é um tipo raro, ele desenvolveu super novo, ele toma dois tipos de insulina, ele é grupo do risco.
Sentei no sofá e me perguntei, 'o que ele queria depois de todos esses meses? Ele não entendeu o meu "Adeus"?'
Pois, bem. Fui até o Instagram, desbloqueei ele e mandei a seguinte mensagem:
"O que você quer?"
Ele levou uma meia hora pra me responder, o 'digitando…' parecia eterno.
Resumindo, ele falou que se importava muito comigo, que eu marquei a vida dele, que nunca quis se distanciar de mim, que jamais foi a intenção me magoar com o que quer que tenha acontecido e que nunca dei a oportunidade dele se explicar.
E eu respondi, que não importava o que ele tivesse para me dizer, não ia mudar a opinião que eu tinha sobre ele.
Ledo engano, meus caros.
Fui dormir às 4 da manhã, tirei tudo de dentro de mim, tudo o que eu inventei na minha cabeça. Porque no meu relacionamento anterior eu ouvi tantas mentiras, que acabei jurando que qualquer um iria mentir para mim, era o único referencial que eu tinha.
Só para que vocês saibam, era realmente um amigo, as fotos que ele tirou junto com o amigo no Beto Carrero, foram todas no celular do amigo a folga da Terça-feira, o chefe dele estava devendo uma folga para ele e como ele não iria poder tirar essa folga a mais do que as que estavam previstas para Dezembro, o chefe deu a folga pra ele na terça para que ele aproveitasse mais um dia de viagem. E sim, o ex dele ligou, ele ficou balançado, pois eles tinham tido uma história recém terminada, mas ele me contou, primeiro porque eu insisti, mas também porque ele não queria mentir pra mim, já que eu tinha todo esse problema com mentiras, então ele queria ser honesto comigo desde o início e que nunca foi a intenção dele voltar com o ex, tanto que ele não voltou, ele queria estar comigo, e que mesmo tendo passado todo aquele tempo ele nunca tinha me esquecido e não tinha desistido de mim.
Eu falei para ele que não sabia como reagir a tudo aquilo, disse que não sabia se seria capaz de confiar nele. E que ele não tivesse esperança, mas que eu iria refletir sobre tudo aquilo.
Então eu voltei pra casa e compartilhei a história com Karls e Darls.
Karls ficou meio com o pé atrás, mas Darls me apontou os erros que eu cometi, me fez enxergar o quanto eu tinha exagerado pelo medo e desconfiança que eu tinha, que não tinha nada a ver com Lars e minha ficha caiu.
Agora, tudo o que me restava era o meu orgulho, eu precisava passar por cima disso.
Voltei a conversar com Lars, aos poucos, foi difícil no início, mas ele foi muito tolerante, eu expliquei que não estava sendo fácil voltar a conversar com ele, mas que compreendi que muito daquela situação era culpa minha.
Ele começou a me mandar mensagens de manhã e a noite, de bom dia e boa noite e esporadicamente algum meme. Foram duas semanas conversando quando houve a necessidade da gente se ver. Eu não sabia como iria reagir.
Sim, ele viria aqui em casa no meio de uma quarentena, mas antes que cresça os julgamentos, moramos próximo um do outro, ele viria a pé, sem pegar nenhuma condução e num horário de pouco fluxo.
MAIO 2020
Então comuniquei que ele viria aqui em casa para Karls, Akarls e Darls. Aparentemente, achei que todos tinham recebido a notícia de bom grado.
Ele veio, a primeira coisa que ele fez foi ir para o banheiro tomar banho, com Covid não se brinca. Depois, sentamos e conversamos, e mais uma vez, eu falei tudo de novo, dessa vez olhando no olho, colocando tudo a limpo, uma conversa franca, contei de todas as impressões que eu tive de tudo o que aconteceu, como a narrativa se construiu na minha cabeça e porque agi da maneira que agi.
Em contra partida, ele disse que estava tudo bem, disse que ficou muito chateado, mas os amigos dele conversaram com ele dizendo que tinha um motivo para eu agir como eu tinha agido. Ele me falou que nunca me esqueceu e queria ter uma oportunidade de conversar comigo e esclarecer as coisas, pois sabia que tudo tinha sido um grande mal entendido. Ele falou que mandou várias mensagens para a Karls, mas não obteve resposta. E quando ele me mandou o convite no Twitter, ele disse que seria a sua última tentativa de se aproximar de mim, se não desse certo, ele mesmo desistiria de tudo.
Ele passou três dias aqui em casa, eu não me abri tanto com ele com relação a isso, mas eu senti muito remorso por como as coisas aconteceram por minha causa.
Outra coisa, lembra na mensagem, quando ele falou que tinha um presente para me dar e eu falei que não queria? Ele trouxe o presente, ele guardou o presente todo esse tempo e disse que toda vez que via o presente, ele lembrava de tudo o que a gente viveu e a coisa que ele mais queria era me dar esse presente, que ironicamente ele comprou na viagem para o Beto Carrero.
Era um funko do Harry Potter, já que eu amo muito Harry Potter. (Não, não sou transfóbico, eu amo Harry Potter desde 2000). http://imgur.com/gallery/cah0Ry7
Ele voltou pra casa dele. Continuamos a nos falar, reatar laços, ter essa troca.
Compartilhei minhas impressões com Karls e Darls, eu estava relutante, desacreditado. As pessoas subestimam relacionamentos abusivos, mas a gente carrega coisas por anos, os estragos são terríveis, estava eu provavelmente estragando uma oportunidade de ser feliz por medo de ser feliz.
As coisas foram devagar, estávamos conversando de nossas rotinas na quarentena, ele o quanto sentia falta do trabalho e não aguentava mais assistir séries e eu o quanto estava trabalhando e engordando, já que editor de vídeo trabalha em casa, praticamos isolamento social antes disso "estar na moda" (✌️ salve editores do canal, eu juro que tô escrevendo essa história que já passa de 4 mil palavras, pensando se realmente o Luba lerá essa história na Turma-Feira, fico imaginando no trabalhão que vocês vão ter pra editar, se eu puder pedir, posta a Timeline pra eu ver como ficou no final, curto muito timelines [Sim, pra quem não entende, isso é meio creep]).
JUNHO 2020
Lars voltou, veio para estar comigo no meu aniversário, inclusive ele me presenteou com Find Me do André Aciman, ele disse que queria me dar a muito tempo, pois em novembro do ano passado eu estava lendo Call me by your name e eu estava namorando pra comprar o livro quando fosse lançado, mas não deu nem tempo dele poder comprar na época.
No meu aniversário, resolvi cozinhar para comemorar, fazer escondidinho de frango. Eu estava de folga e queria fazer algo especial para Karls, Darls, Akarls e Lars. Eu passei a tarde e começo da noite cozinhando e Lars me ajudando.
Então, aconteceu o estopim de todo o caos.
Karls e Darls desceram e viram que o escondidinho não estava pronta ainda, ela fechou a cara e disse "Nossa, ainda não está pronto?". Depois eles fizeram um sanduíche e comeram e subiram, bastou aquilo pra me entristecer, até entendo que ela poderia estar com fome, mas ela bater porta de armário e a porta da geladeira acabou todo o meu ânimo, me senti super mal.
Comi aquele escondidinho triste, o clima na mesa estava tenso e na boa o que era pra ser uma comemoração no que eu acreditava ser entre família, foi a porcaria de um jantar de aniversário que eu perdi tempo fazendo.
Lars voltou pra casa dele, continuamos nos falando e estreitando os laços, aproveitando a companhia um do outro, e finalmente no meio de toda essa situação de merda que estamos vivendo no planeta, senti uma esperança de que talvez tudo daria certo, pelo menos uma vez.
Mais uma vez, ele veio passar o fim de semana aqui em casa, e foi divertido, assistimos filme, contamos piadas e o melhor, eu estava podendo dormir abraçado com ele, por a cabeça no travesseiro e não me sentir só.
JULHO 2020
O mês do caos, eu odeio Julho, por tantos motivos, sério. Eu tenho inúmeras histórias de desgraças nesse mês que PQP (Gif da Xuxa).
Lars me mandou mensagem dizendo que ele teve uma briga terrível com o sobrinho dele, na briga eles só faltaram sair na porrada, ele falou que estava mal por estar na casa da irmã dele e por toda essa indisposição com o sobrinho que tem 18 anos e é um completo folgado. Ele disse que iria procurar um lugar pra ficar, mas até lá, ele perguntou se poderia ficar aqui até encontrar esse lugar.
E como eu já fui colocado pra fora de casa pelo meu tio e me vi sozinho, eu sei o quanto é importante ter alguém pra estender uma mão amiga nessa hora.
Eu respondi que sim, mas que ia comunicar o Karls e o Akarls. Expliquei a situação Lars e eles falaram que tudo bem.
A Karls começou a fazer um freela permanente em um grande estúdio aqui de SP, então ela já não estava ficando em casa e quando estava, ficava a maior parte do tempo com o Darls, que ficou aqui em casa, mesmo ela trabalhando regularmente, já que as coisas estão flexibilizadas por aqui.
A princípio, Lars ficaria aqui até dia 10, ele tinha acertado de ir morar com um pessoal que ele achou num grupo do Facebook, mas o lugar onde esse pessoal ia morar não deu certo, pelo o que ele me contou, foi lance com a Porto Seguro, ele ficou decepcionado, porque os meninos eram legais. Então, ele voltou para a busca de encontrar um lugar pra ficar, eu inocente disse que ele poderia ficar o tempo que precisasse.
Interiormente, eu queria me redimir por toda a injustiça que foi o nosso início, queria fazer certo dessa vez, pois ele estava sendo bom pra mim e eu nunca tinha tido isso, esse convívio.
Enquanto ele estava aqui, comecei a ter companhia para o almoço, passei a comer direito, já que ele é obrigado a comer certo por causa da diabetes, eu estava até me alimentando nos horários certos. As noites assistíamos séries abraçados, até a hora de dormir. Parecia um oasis no meio de todo esse inferno que estamos vivendo, por um único instante eu esqueci de tudo de ruim.
Nesse período, ele estava procurando vários quartos, mas só encontrava cativeiros sendo alugados por mercenários.
Conforme o mês ia passando, Karls estava bem estressada com tudo e quando estava todo mundo na cozinha, ela parecia evitar querer falar com ele. No início, eu pensei que fosse TPM ou alguma coisa em particular dela com Darls.
Mas eu tive certeza que era alguma coisa com o Lars, no dia que estávamos jantando e ela veio informar que o botijão de gás tinha acabado e ela tinha comprado um novo, mas ela insinuou que estávamos cozinhando demais. Eu fiquei, sem reação, pois não esperava por aquilo, como eu falei, ela e o Darls estavam fazendo todas as receitas que existiam na internet, como que o Lars 10 dia aqui era a causa do botijão ter acabado?
Então aquilo começou a ficar espinhoso e o meu erro foi não ter confrontado. Eu comecei a me sentir acuado com o Lars e não sabia o que fazer, ele já estava numa puta situação frágil por ter saído da casa da irmã por indisposição com o sobrinho e a coisa que eu mais queria era que ele se sentisse confortável na minha própria casa.
No meio de tudo isso, ele voltou a trabalhar e eu passei a acordar cedo junto com ele, pra tomar café e abrir o portão pra ele poder sair, num desses dias, eu levantei e fui no banheiro e enquanto eu usava, a Karls bateu na porta perguntando quem é que estava lá dentro de uma maneira meio ríspida, no caso era eu, mas o Lars viu a situação toda, ele não me falou, mas eu reparei que ele parou de tomar banho de manhã antes do trabalho. Dizia ele que o banho da noite era suficiente.
Depois, ele parou de tomar café da manhã, disse que tomaria café na cafeteria que ele trabalha.
A próxima coisa que aconteceu foi um dia que eu estava na cozinha e fui informado que Karls e Akarls decidiram que não iríamos mais fazer as compras de mercado juntos. E que só manteríamos os produtos de limpeza e higiene e que o resto era cada um por si.
Confesso, que na hora não compreendi o que estava acontecendo, eu estava muito desligado, na verdade não acreditava que os meus amigos estavam me excluindo por causa do Lars, eu estava sendo ingênuo, pois não imaginaria que aquilo estava acontecendo.
No meio desse caos todo, Lars, virou pra mim e disse que a irmã dele pediu que ele fosse na casa dela. Então ele iria direto do trabalho e dormiria lá no sábado para o domingo, já que estaria de folga e voltaria pra cá no domingo a noite.
Só que ele não voltou, ele disse que a irmã dele pediu para que ele dormisse lá mais uma noite. Pensei, okay, ele vem então amanhã direto do trabalho pra cá, mas aí ele não veio na segunda, foi quando o peso de tudo bateu.
A essa altura eu já estava angustiado com tudo aquilo e direcionei minha frustração para o lado errado, em vez de confrontar quem estava causando toda essa situação insatistória, eu cobrei dele, porque ele não estava aqui. Perguntei, porque ele não queria estar mais aqui. Ele falou que queria. Então, eu perguntei porque o domingo, virou segunda e agora a segunda virou terça? Ele hesitou, aí eu perguntei se era por causa da Karls e ele disse que só não queria incomodar ninguém.
Eu fiquei mal, por ele se sentir mais incomodado na minha casa do que na casa da irmã dele com o sobrinho folgado que estava fazendo da vida dele um inferno.
Fiquei desapontado, ele veio na quarta, conversei com ele, disse que iria conversar com a Karls sobre toda essa situação. Mas já era tarde.
Era a última semana de Julho, e antes mesmo que eu pudesse conversar com a Karls, Akarls chegou dizendo que não dava mais para dividirmos a conta de água como estávamos fazendo, por 3, teríamos que dividir por 5, já que a conta ficou mais cara.
Na sexta-feira daquela semana, Lars encontrou um quarto numa casa que ele meio que alugou as pressas e ele se mudaria na primeira segunda de agosto. Quando eu pude confrontar Karls, no sábado, sobre tudo aquilo, já era tarde. Falei que fiquei chateado deles quererem repartir a conta da casa por 5 com o Lars pelo mês que ele passou aqui, mas isso nunca foi nem cogitado nos 5 meses do Darls aqui. Falei que fiquei decepcionado por ela não ser capaz de enxergar a minha felicidade. Por não ser capaz de ver o quanto eu estava feliz, como eu enxerguei a felicidade dela com o Darls e o recebemos de bom grado dentro de casa por causa da felicidade dela. Disse que foi muito cômodo pra ela ter alguém pra poder dormir junto, assistir coisas juntos, ter os momentos a dois e quando eu pude ter o mesmo, ela não olhou para mim com os mesmos olhos.
Enfim, Lars se mudou, tomei esse tempo que poderia estar assistindo uma série com ele para escrever tudo isso. Angustiado e decepcionado. Darls não tem culpa de nada do que está acontecendo, mas agora acho completamente injusto ele estar aqui e o Lars não estar, não sei o que fazer, minha vontade é de falar, "acabou a quarentena para os dois, pode voltar para sua casa". Me sinto injustiçado e triste por alguém que eu amo tanto, não ter sido capaz de enxergar que eu estava feliz. É isso, estou esperando a próxima sessão da minha terapia e Karls e Darls estão lá no quarto dela e eu estou só.
E para finalizar, essa foi minha conversa agora a pouco com o Lars.
Lars https://imgur.com/gallery/PRrxEI6
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2020.08.05 00:45 DiegoROCCO Erros gramaticais comuns 1

Olá, estudantes da língua portuguesa! Neste artigo, falarei sobre alguns erros gramaticais bem comuns, cometidos, inclusive, por falantes nativos. Então, vamos lá!
1° erro: vocativo
Vocativo é um termo que diz com quem o emissor (a pessoa que fala ou escreve) está se comunicando. Suponha que você tenha um amigo chamado Marcelo, e deseja saber se ele vai à festa que acontecerá hoje à noite. Pode perguntar a ele ''Marcelo, você vai à festa hoje à noite?''. Repare que a palavra Marcelo diz com quem o emissor (no caso, você) se comunica, por isso ''Marcelo'' é um vocativo. Repare também que os vocativos sempre aparecem isolados por vírgula, uma vez que, sintaticamente falando, eles não se relacionam com os demais termos da oração.
Observação: o vocativo não precisa aparecer necessariamente no começo da frase, podendo ser deslocado: ''Você, Marcelo, vai à festa hoje à noite?'', ''Você vai à festa hoje à noite, Marcelo?''.
2°erro: sujeito, verbo e vírgula
É comum ver as pessoas separando um sujeito de seu verbo (ou locução verbal) por vírgulas. Isso constitui erro: ''Todos os alunos daquele professor, entenderam a explicação (errado)'', ''Todos os alunos daquele professor entenderam a explicação (certo)''.
Observação: muitos empregam a vírgula considerando-a como uma mera pausa. Aqui vai um fato, talvez chocante: a colocação da vírgula só será feita de maneira correta, se seu usuário souber bem análise sintática, pois ela está relacionada à sintaxe. Por isso nunca a empregue buscando dar uma pausa no seu discurso onde o leitor possa ''respirar''. Claro que às vezes ela é facultativa, e seu uso, de fato, concede ao leitor um momento onde ele possa ''recuperar o fôlego''. No entanto, se quer saber usá-la bem, estude sintaxe, estude sujeito, verbo, adjuntos adverbiais, orações, pois assim possuirá uma boa base para saber usar a vírgula corretamente.
3° erro: fazer, haver, chover e ser
Esses três podem atuar como verbos impessoais, que são verbos sem sujeito. Pense assim: para encontrar o sujeito de um verbo ou locução verbal, basta lhe perguntar ''O quê?'' ou ''Quem?''. Veja:
Eu comprei dois livros novos. (Quem comprou dois livros novos? Resposta: eu. Logo ''eu'' é o sujeito)
Maria e Catarina se amam muito. (Quem se ama muito? Resposta: Maria e Catarina. Logo ''Maria e Catarina'' é o sujeito)
Bem simples, não? Repare que nestas frases, a pergunta fica sem resposta:
Chove muito em lugares úmidos. (O que/Quem chove muito? O tempo? O clima? O céu? Deus? Sem resposta, logo sem sujeito)
Faz dez anos que não a vejo. (mesma coisa)
É uma hora e meia. (mesma coisa)
Há pessoas boas no mundo. (mesma coisa)
Observação: nessa oração, considera-se ''pessoas boas'' objeto direto do verbo haver; ''no mundo'' é adjunto adverbial de lugar.
Observação: por serem verbos impessoais, não possuem sujeito com o qual poderiam concordar, logo ficam na terceira pessoa do singular.
Observação: alguns verbos, originalmente impessoais, podem adquirir sujeito (ocorre principalmente em sentido conotativo). Nesses casos, como têm sujeito, devem concordar com ele em número e pessoa:
Choveram, na prova do professor Xavier, questões difíceis. (O que choveu na prova do professor Xavier? Resposta: questões difíceis. Logo ''questões difíceis'' é o sujeito) Repare que, como o sujeito está no plural, o verbo também está, concordando com ele.
Outro exemplo muito bom:
Fazem dez anos de casamento João e Maria. (vou deixar a análise desse com você)
Observação: cuidado com o verbo ser! Quando ele é um verbo impessoal, geralmente expressa as seguintes ideias: tempo, distância, hora ou data. Tais ideias se encontram no predicativo do sujeito, com o qual o verbo ser concorda:
É uma hora. (predicativo no singular, verbo no singular)
São nove horas (predicativo no plural, verbo no plural)
Hoje é um de maio (predicativo no singular, verbo no singular)
Hoje são dois de maio (predicativo no plural, verbo no plural)
Daqui à Cidade são dez quilômetros. (idem)
É frio aqui. (predicativo no singular, verbo no singular)
Observação: quando estiver acompanhado da palavra dia, indicando data, ficará no singular:
Hoje é dia 2 de maio.
Isso acontece porque agora o núcleo do predicativo é ''dia'', palavra que determina a concordância e está no singular. ''2 de maio'' é apenas um aposto especificativo.
Observação: eu disse anteriormente que o verbo ser concorda com o predicativo do sujeito. Se ele é impessoal, não tem sujeito, logo não deveria existir predicativo do sujeito. Também acho, mas é assim que a gramática tradicional manda classificar.
4°erro: verbo assistir
Trata-se de um verbo que, com o seu sentido mais comum (=ver, presenciar), é VTI (Verbo Transitivo Indireto), pedindo a preposição a. Veja:
Eu assisti o filme. (errado)
Eu assisti ao filme. (correto)
5°erro: namorar com
Trata-se de registro coloquial. A forma aceita pela gramática tradicional é VTD (Verbo Transitivo Direto). Repare:
Eu namoro com a garota mais linda da escola. (errado)
Eu namoro a garota mais linda da escola. (certo)
Ficarei por aqui. Até a próxima!
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2020.07.30 20:23 Jaozim_capixaba_VV Frustração sexual e puritanismo. A má influência da igreja e como ela tem afetado a vida sexual de jovens da sociedade

Edit: aproveito para deixar 2 subs sobre o tema:
exchristian e exReformed (em inglês)

Vou falar sobre meu passado religioso e como isso afetou minha vida sexual.
Exemplos deste puratinismo pode ser visto em blogs como https://naomordamaca.com/ que foi um dos principais sites que eu seguia na adolescencia para buscar a abstinência sexual e me reservar para "a minha escolhida".

As frustrações sexuais são sintomas e não uma causa.
Estes sintomas, incluem a falta de atenção afetiva, de poder se abrir e ser falar com honestidade os seus sentimentos para outra pessoa, de se sentir desejado/a de ter contato físico, carícias e até sexo.
Pode ser que existam diversas causas que levem as pessoas a se isolarem deste tipo de intimidade. Se trancando em suas conhas e criando assim a frustração.
Vou citar um exemplo que destas causas que perdurou por quase toda a minha via (tenho 28 anos)
Para mim, a causa foi ter sido criado em um lar extremamente religioso que moldou minha visão de que sexo (fora do casamento) é pecado, sujo e imundo. Além disso sofri anos de abuso emocional por parte dos meus pais (e ainda sofro com isso).
Uma vez que alguém se encontra em uma situação dessas, é difícil arranjar uma solução fácil. Tem gente que vai pras drogas e sexo/vida loka, mas que acaba sofrendo por que, pra falar a verdade, sexo não é tudo. o que a pessoa buscava era uma alguém que a aceitasse por completo.
Outras pessoas, como eu, passam a se reclusar e a lutar fortemente contra estes instintos sexuais e a negar a própria vontade.
É tipo como você se obrigasse a fazer um jejum intermitente. Exemplo: "comer apenas uma refeição por dia por 5 anos seguidos".
Certamente será danoso para o corpo, vc vai ficar fraco, zonzo, ter anemia, pior desempenho e tudo mais.
Exceto pelos religiosos mais "birutas" (desculpe se ofendi) ninguém vai ficar 5 anos fazendo este tipo de jejum.
Então, voltando ao meu caso (que certamente é compartilhado por algumas pessoas com frustração sexual):
Ao ser criado neste ensino religioso Eu aprendi que:
Isto sem falar nas outras áreas da vida (mas este post já tá gigante)
Observando estes pontos, qualquer um consegue entender por que eu nunca namorei e nunca fiz sexo.
Esta vontade não era minha. eu tinha desejo de buscar felicidade ao lado de uma mulher.
Esta vontade foi imposta a mim (e vários outros jovens da minha igreja. Muitos, ainda virgens e com a minha idade).
Foi inculcada na minha cabeça. Foi uma lavagem cerebral. Também foi defendida por minha mãe.
Logo, eu, com 16 anos, tinha medo de namorar e correr o risco de levar esporro de meus pais. Eu não tinha coragem de levar uma garota pra minha casa. Na verdade, eu raramente levava amigos pra minha casa (mas aí é por causa de outros problemas).
Nestes ultimos 4 anos, eu comecei a mudar
Primeiro, eu fui perdendo a fé nas coisas da igreja de pouco a pouco.
Por incrível que pareça, o motivo não era as coisas que escrevi acima. Eu perdi a fé justamente por ler a bíblia, orar e por ir nas atividades da igreja.
Com a gradativa perda da minha fé. de pouco a pouco, fui reavaliando minhas "filosofias de vida" e todos os conceitos que eu tinha. mutos desses novos conceitos eu adquiri por mídias (livros, tv, algumas músicas) e graças a algumas comunidades no reddit.
Um dos conceitos passados que eu perdi, foi essa "pureza sexual"
Teve várias influencias para isso, mas o anime Dororo (2019) tem uma cena realmente chocante e que me fez realizarr o quão estúpido é isso de dizer que uma mulher que teve vida sexual ativa é nojenta e impura. (mas vou evitar os spoilers)
Presente:
Neste ano, entrei em um grupo do Discord que tinha acabado de ser criado. Grupo pequeno. razoavelmente fechado e certamente seguro (ou seja, tolerancia zero contra trolls)Neste grupo, a galera conversava sobre o tema principal, mas também tinha canais para publicar fotos/selfies em geral.
Decidi publicar uma selfie lá.
Passado uns dias, uma garota de lá disse:"Achei seu cabelo lindo! seria muito estranho se eu dissesse que quero passar a mão nele?"
Aí com mais um tempo de conversa, a gente começou a namorar.
É namoro a distância? é!
Pode ser que dê em nada? Sim! (Foda-se!)
Mas depois de todos estes anos me repreendendo, tentando fugir da realidade. Todos estes anos fugindo dos meus desejos...Eu finalmente estou namorando, me abrindo com uma garota, e vendo ela se abrir comigo (no sentido emocional).
Sinceramente. Estou feliz! Me sinto motivado!Quero mudar pra onde ela mora!
(Na verdade eu já planejava mudar pra lá, Mas agora estou bem mais motivado)
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2020.07.29 02:17 JhowneeBitch O QUE SÓ ACONTECE EM FILMES MAS INFELIZMENTE ACONTECEU COMIGO

Olá, People, Luba e quem estiver lendo. Isso aconteceu e tenho testemunhas. Aliás, essa história é contada até hoje, talvez até por pessoas das quais nem lembro mais que existam. Mas vamos lá.
Começou em 2009, eu estava no último ano do ensino fundamental, e já me reconhecia como Bissexual. Na época, eu era talvez o único aluno daquela escola que era abertamente LGBT, então, consequentemente, acabei ficando muito popular. Todo mundo sabia quem eu era e etc. Lembrando que eu era o único, então, não tinham outros Boys por quem eu pudesse ter... Um lance. Só garotas. Então eu pegava um monte de garotas. Até que comecei a namorar com uma garota que vamos chamar de "N". Eu e "N" namoramos por quatro meses e tava tudo certo. Mas dentro de mim, eu sabia que eu não tinha nada de Bissexual. Que talvez fosse só uma fachada pra eu me sentir "Menos Gay" (Se é que isso faz sentido) até que vi que eu estava certo. Então, um dia, tomei vergonha na cara e abracei minha completa homossexualidade. Eu e "N" íamos e voltávamos da escola de Perua Escolar, então estávamos juntos dentro e fora da escola. Assim que virou o ano, para 2010, e eu entrei no colegial, Tive que terminar com "N" obviamente, e explicar tudo pra ela, que eu era GAY, não BI, que não dava mais pra continuar nosso relacionamento. Ela aceitou NUMA BOA. Inclusive viramos bons amigos. O que ela não sabia, é que um dos motivos por eu ter terminado também foi porque eu estava me apaixonando por um garoto, que vamos chamar de "W". O "W" não era da mesma escola que a gente. Mas a nossa perua escolar, carregava dois grupos de alunos ao mesmo tempo, os da nossa escola, e alguns da outra (a dele, no caso). Então eu via "W" todo dia também, na ida e na volta. Mas o "W" não era gay ou bi, ou pelo menos não aparentava. Eu fui chegando na amizade... mas com segundas intenções. Até que um dia, minhas segundas intenções ficaram claras pra ele. E para minha surpresa, ele revelou que também tinha sentimentos por mim. Nos beijamos e tal, mas ele ficou muito apreensivo, e decidiu que não teríamos nenhum envolvimento. Fiquei chateado, mas fazer o que. Todo adolescente pode ter conflitos sobre sua sexualidade, então aceitei de boa e passei esse pano pra ele. Até que, no dia seguinte, ele diz que sonhou comigo, que não conseguia parar de pensar em mim e boom! Me pediu em namoro. Eu aceitei, é claro! Eu estava apaixonado e era tudo tão emocionante. Namoramos, e muito bem! Não tinha brigas, DR, ou crises de ciúmes. Brincávamos muito, fazíamos piada.. Era um namoro cheio de alegria, muita química e cumplicidade. Tínhamos os mesmos gostos... era tudo perfeito. Passaram-se alguns meses, e um dia... Ele me disse que queira terminar. Acontece que ele estava sofrendo preconceito na escola dele. Havia inclusive perdido algumas amizades quando o fato dele estar namorando com outro garoto (eu) veio à tona. Ele não conseguia suportar a pressão do preconceito. Disse inclusive que muitas pessoas na escola dele haviam parado de chamá-lo pelo nome, e o chamavam só de "Viado." Ele inclusive ficou com medo que alguém contasse tudo pra mãe dele e etc. Então, terminou comigo. Eu fiquei DEVASTADO. E pior é que eu não podia fazer nada. Não adiantou falar nem opinar, porque eu mesmo, nunca senti na pele esse tipo de preconceito. Na minha escola, todo mundo era super gentil comigo e nunca sofri nenhuma rejeição.
Alguns dias se passaram, eu só conseguia sofrer por amor. Até que, "N", lembram dela? A minha ex? Então, eles começaram a ficar muito próximos... E quando me dei conta, estavam namorando.
Algo que eu não desejaria ao meu pior inimigo, é ver DOIS EX SEU SE PEGANDO, SE BEIJANDO E SE LAMBENDO NA SUA FRENTE, DIA APÓS DIA, ainda mais apenas uma semana depois do nosso término. Estávamos todos enclausurados numa perua escolar na ida e na volta, não tinha pra onde escapar, era impossível não ver eles se agarrando. Que merda! Eu a deixei por ele, ele me deixou, e depois ficou com ela? PQP!

Mas logo eles terminaram. Eu vi minha chance, voltei a me aproximar de "W" mas ele disse que não tinha nenhuma chance de nós voltarmos. Ele ainda estava atordoado com o que ele passou na escola dele. Que agora todos estavam começando a tratar ele normalmente de novo. Eu e "N" inclusive chegamos a brigar por causa de "W", disputando o amor dele feito dois trouxas. Até que ela desistiu e eu fingi desistir, mesmo chorando quase todo dia.
O ano letivo estava acabando, eu e "W" estávamos próximos de novo, mas sem beijos, sem carícias, apenas amizade. Eu me declarei e disse o quanto o amava, ele só conseguia segurar o choro. As férias de fim de ano estavam vindo, essa era minha última chance este ano? Ele disse que queria estar comigo, mas que não estava preparado ainda. Mas que eu o havia marcado, e que ele nunca esqueceria de mim. E que usaria as férias pra pensar sobre mim e a nossa situação, que ele me daria uma resposta definitiva sobre o nosso possível futuro assim que as aulas voltassem, no ano seguinte. Sim, eu passaria as férias e a virada do ano me torturando com isso na cabeça, mas ok.

Então, a perua chegou até onde ele morava, era vez dele descer. E uma última vez, eu disse "EU TE AMO". E ele respondeu "EU TAMBÉM TE AMO" prestes a chorar, batendo a porta da perua. Aquilo foi tão dramático, tão romântico, eu me senti num filme.
Passaram as férias, finalmente chegou o primeiro dia de aula. Eu fui com uma animação tremenda, mesmo temendo a resposta que ele pudesse me dar. A perua foi passando de casa em casa, e só ia aumentando minha tensão. Até que quando passamos pela rua dele, a perua passou direto. Então perguntei pro motorista - "O W vai faltar no primeiro dia de aula?" E o motorista me respondeu "Então... Ele não vem mais. Mudou de escola, não vou mais buscar ele."

Aquilo me destruiu. Completamente. Não o vi mais depois disso, mas também nunca o esqueci. Acho que o primeiro coração partido é o que dói mais. Até que 10 anos depois, por pura ironia do destino, minha amiga "J" (que é lésbica, aliás) disse estar batendo um papo com um carinha do face que gostava muito de Star Wars, assim como ela. Quando vi quem era... Minha alma quase saiu do corpo, era ele! Eu peguei o número dele. Quando mandei um simples "Oi", ele respondeu JÁ SABENDO quem eu era, só pela foto. Não perguntou meu nome nem nada. Ele sabia. Me chamou pelo nome e tivemos uma conversa longa que durou umas 7 horas. Mas foi uma conversa puramente amigável. Ele está bem, eu estou bem (Estou Muito bem, aliás, agora entrei num novo relacionamento com um rapaz muito bom, gentil e resolvido.) Mas acho que essa conversa que tivemos foi a prova de que, o que aconteceu lá trás, nunca vai sair das nossas cabeças.
Acabou aqui? Não sei. Provavelmente sim. Mas essa foi uma página da minha vida que custou 10 anos pra fechar. Ele me deixou num "Gancho" há 10 anos atrás que atormentou todos os relacionamentos que tive desde então, sempre com medo de me afeiçoar. Mas talvez... Eu não sei.
A garota "N" está muito bem também, somos realmente bons amigos e até saímos as vezes pra tomar uma cerveja. Foi isso, muito absurdo mas romântico ao mesmo tempo. Daria um Livro Teen? Quem sabe eu escreva. "N" inclusive já até me deu permissão pra escrever um.
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2020.07.25 06:11 Jao_Silva Por irresponsabilidade um "namoro" perdido..

Olá turma, Lubixco, editores, gatas, papelões e alguém que possa estar participando!!!
Vou contar uma história que a última turma feira onde a prof substituta/homofóbica me lembrou...
Bem, eu conheci uma menina simplesmente perfeita, na época ela namorava e eu não dava em cima dela por conta disso, mas ela acabou largando o outro lá pra ficar cmg (queria contar isso hehe)... Ela foi uma menina que quando eu vi ela eu simplesmente me apaixonei e logo nos primeiros dias q nos vemos já era algo mtoooo forte... bem dps de alguns meses ficando mais ou menos 5-6 meses (já sei q era pra estarmos namorando mas ela n podia), estávamos de madruga numa conversa e começou a esquentar e esquentar até q o assunto foi de mandar nuds (EU SEEIIII É BURRICE), mas naquela hr eu n podia mandar aí só ela mandou... quando eu pedi ela em namoro tacando o fodac pro pai dela onde tudo começou, dois burros com fogo no rabo, ficamos uns 2-3 meses mandando algumas vezes e quando nos víamos o fogo aumentava ainda mais... até q dps de uma apresentação de dança nossa (fazíamos parte de um gp da prefeitura daqui), ficamos abraçados dps e nos beijamos e o pai dela viu... Eu fiquei de boa pq por mim eu falava com o velho numa boa, mas por ela achar q ele ia surtar ela n quis q eu fosse. Aí que a merda acontece...
Ela passou aquela tarde toda sem me responder no whats, e o outro dia tbm mesmo eu mandando altas msg e ela só vendo e n respondendo, até q eu pensei "se a mãe e o pai dela pegou o cell dela", aí eu já fiquei com um cagaço grande sobre, até q eu esqueci isso e pensei q ela estava me ignorando... até q a mãe dela responde FULL PISTOLA, dizendo q confiava mto em mim e que eu tinha desrespeitado a filha dela e falou mta merda pra mim, até q o gênio aqui na hr do desespero e pq eu tava puto por ela ter me xingado eu falei "ué, foi só que mandei? Na lógica os dois desrespeitaram um ao outro, certo?" Até q o pai dela me mandou uma pá de áudio dizendo q eu n era homem pq n aceitei a minha culpa, mesmo q eu só queria debochar na hr da raiva até q eles disseram q n era pra nos falarmos mais senão ia ser pior pra ela e blá blá blá...
PLOOOT TWIST!!!!!
Eu fiquei mal por uma semana toda pq só pensava nela e eu lia em 2 dias 3 livros pq era a única coisa q me liberava dessa tristeza... até q ela me manda msg pelo cell da amiga dela dizendo q estava com sdds e q me amava... e eu falei q era melhor parar por ali (pq n queria q ela se ferrasse mais ainda por culpa minha... sim Eu estava me culpando horrores), aí ela começou a dizer q n queria Pq ela me amava tanto... vou repetir a frase dela... "Eu te amo tanto, que tentei ficar com 2 pias e n consegui"... resumindo eu fiquei super mal, nunca tinha ficado daquele jeito enquanto ela tentou pegar 2 pias... deu 2 meses ela começou a namorar sério de um ir na casa um do outro enquanto cmg n podia...
Bem, acho q eu fui o retardado q n cobrei de ir ver o pai dela pra eu namorar com ela, fiquei "sozinho" (as aspas são pq eu putiei por ódio dps disso tudo), e o piá era um q eu sempre falei q queria ela mas ela dizia q era só amizade...
PLOT TWIST!!!!
Minha professora de dança (que é uma irmã pra mim/ minha líder da igreja q eu vou hj em dia), me disse q ela ficava abraçado com esse piá na igreja dela... Pseh Lubixco eu sou corno KKKKKKKK
TCHAU TURMAAAA, EDITOR, GATAS E PAPELÕES KKKKK
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2020.07.20 23:56 OaMAHs sou babaca por não alertar minha melhor amiga sobre ela estar em um relacionamento abusivo ?

bom, essa história vai ser bem grande tipo um cap de série ou livro
em 2014 eu estava no meu 5° da escola, e nessa minha nova turma tinha um garoto(guardem esse garoto, peça chave da história), e ele era um padrão ...que faz Bullying e se acha um máximo, e eu era só mais um garoto tímido tentando fazer amigos, e eu tentei fazer amizade com ele só que era a amizade errada, ele era MT escroto, vivia fazendo Bullying comigo (por conta de manchas que tenho no meu corpo e elas nunca vão sumir) e esse Bullying me traumatizou mt, mas eu guardava pra mim, e não era só cmg, ele vivia chamando as garotas de idiotas, gordas, feias e falando mal de todas e com isso, os anos foi passando e quando chegou no 9° ano ele saiu da minha turma, (dps do 5° ano a gente nunca mais teve contato próximo) e nisso eu acabei chegando no ensino médio, e com isso misturava a escola inteira desde gente do 6° até o 3° do ensino médio, e quando cheguei no meu 1° ano eu logo não tinha mais amizades, só uma, mas era das boas. mas eu acabei fazendo amizade com pessoas de salas diferentes, e com isso eu acabei fazendo amizade com um pessoal do 9° ano. passando um tempo e indo lá pro mês de setembro eu acabei fazendo amizade com uma garota em específico que a forma como a gente ficou próximo foi diferente, sai da sala de aula pra ir ao banheiro, e pra ir pra o banheiro na minha escola tem que passar o refeitório e nisso, ela tava sentada em uma das mesas, e eu acabei sentando e perguntando pra ela "você tá bem?" ela me disse que sim mas era nítido que ela não tava bem, ela tava com os olhos vermelhos e cheio de lágrimas, e eu perguntei dnv "você tem certeza?" ela me disse "me dá seu celular" eu dei mas fiquei confuso, ela colou o número dela e me disse "me manda mensagem quando chegar na sala" eu fiquei sem entender, mas eu tinha aula vaga e mandei mensagem e nisso ela acabou desabafando sobre a vida dela dizendo que parecia que ninguém ao redor dela se importava e que ela se sentia muito sozinha e que tinha mais coisa (só que ela não me disse mais essas outra coisas) e nisso eu acabei acolhendo ela e a gente se aproximou muito a ponto de não se desgrudar e nisso em menos de 1 mês a gente já era super próximo, era como se a gente se conhecesse desde guri mas ela sempre desabafava cmg sobre algumas coisas, e nessas "coisas" ela não dizia oq era mas ela vivia dizendo "tô triste" mas nunca sobre oq, e ela me contava sobre o namoro dela que ela não tava bem e que ela não se sentia confortável na relação e eu vivia falando "se não tem mais jeito termina" e ela sempre me dizia que não queria pq ambos se amavam e que dps tudo passava só que tinha certas coisas sobre o namoro dela que eu não sabia, eu só sabia de uma coisa. Lembra daquele garoto do início da história que fazia Bullying cmg ?pse, atualmente é o namorado dela, e eu nunca gostei dele e msm dps de 6 anos eu ainda não gosto tanto pelo oq ele me fez passar e oq tá fazendo ela passar. como eu não sabia nada sobre o relacionamento eu resolvi perguntar pras minhas amigas que tbm eram amigas dela, e nisso eu acabei sabendo de coisa até demais como "ele já traiu ela, ela tem prova disso mas ela prefere não acreditar" ou "ele fez ela depender emocionalmente dele" e até mesmo "ele não ama ela e sim o corpo dela" e isso tudo eu pude perceber com o tempo, em uma festa que ela me chamou pra ir de carnaval, ele simplesmente apareceu lá do nada, e a festa inteira q ela tinha me convidado ela passou com ele e ficou pegando ela e jogando na parede o tempo e beijando só pra eu não conversar com ela. e nisso eu acho que acabei me intrometendo dms no assunto sobre isso, tanto que chegou ao ponto dele mandar os amigos filmar eu com ela pra mandar pra ele (filmaram eu abraçando ela pq ela tava triste) e ele veio na porta da minha casa as 8:30PM tirar satisfação, só que eu deixei ele chamando k) enfim, e atualmente eles ainda estão juntos e ela se diz "feliz" e ela mesma me disse que depende emocionalmente dele mas ela não termina e uma amg minha de outra cidade disse que a melhor amiga dela estava em um relacionamento abusivo e o namorado dessa garota disse que se ela terminasse com ele, ele se mataria e culparia ela, e quando ela me disse isso eu pensei....será que isso aconteceu e é por isso que ela não quer terminar ?
enfim, sou o babaca ou não ?
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2020.07.01 07:00 keeponwalk1ng Só mais um desabafo sobre solidão

Eu só queria começar dizendo que não quero biscoito, eu só quero desabafar mesmo, porque está muito, muito, muito, muito foda. Tenho 25 anos e aos 20, fui visitar uma igreja e deu vontade de entrar, então larguei as amizades (não foi consciente, só aconteceu com o tempo) e fui pra igreja. Criei novas amizades na igreja e fui feliz pra caralho. 6 meses depois comecei a namorar, e foi quando começou a dar merda. Eu era (e sou) bem carente de carinho, e essa menina além de ser mais bonita do que qualquer pessoa que já tinha ficado, ela era extremamente carinhosa também. Grudenta mesmo, mas por ser carente, eu gostava. O negócio é que eu parei de viver por causa dela. Larguei os amigos da igreja também, porque ela me bastava. Foquei totalmente em estudar e trabalhar pra construir nossa casa e vivermos bem. Minha vida virou trabalhaestudar durante a semana, e sábado e domingo passar o dia inteiro com ela. Se você levar em conta que eu perdi meu emprego, estudava sozinho em casa, e saí da igreja, você vai perceber que minha vida era livros (de estudo) e ela. E eu não percebi. Só notei quando há 4 meses ela terminou comigo absolutamente do nada. Passamos o dia juntos, como sempre, tudo normal, a gente nem brigava. Nesse dia, por acaso, brigamos e acabou. 5 anos de namoro. Estava tudo certo pra noivarmos em Junho (no aniversário de 5 anos) e casarmos em Dezembro. A desculpa de término dela foi o clássico "não é você, sou eu". Disse que eu sou perfeito pra ela, que não tem a ver com eu estar desempregado (eu levantei a hipótese), nem com meu jeito, disse que nunca sentiu falta de NADA no nosso relacionamento, mas que relacionamentos são complicados e que ela não queria mais, e é isso. Abriu mão de uma vida comigo porque relacionamentos são complicados. A mãe dela passou uma semana me ligando porque dizia que ela só chorava o tempo todo. Eu fui ver ela, e falei que se ela precisava de um tempo, eu dava. Ela disse que não queria me "segurar", que sentia minha falta o tempo inteiro, mas que não queria voltar. É inexplicável. Eu pensei que ela só queria ficar com outras pessoas, mas se passaram 4 meses e ela não ficou com ninguém (eu ficaria sabendo pela irmã dela, não vou explicar porque não é importante, só é garantido que a irmã saberia e me contaria, confia). Ela inclusive apagou o Whatsapp dela só pra se afastar de grupos da igreja (eu saí, mas ela nunca saiu e isso não era problema, também levantei essa hipótese no término). A questão é que eu tenho 25 anos e tenho LITERALMENTE NADA. Eu até consegui marcar de sair com dois amigos de antigamente. Apresentei os dois no sábado, e nesse exato momento eles estão juntos bebendo sem mim. Nem se conheciam há 4 dias, e agora estão juntos e nem pensaram em me chamar. E eu não tenho mais ninguém. Os poucos matchs que consegui no Tinder não deram em nada, só tem gente louca lá, e mesmo removendo qualquer filtro, só querendo conhecer alguém, só consegui uma boa conversa que não deu em nada. Estou me sentindo pior que lixo, me perguntando o que eu tenho pra ninguém gostar de mim. Eu sou divertido, rio, brinco muito, bebo, danço, não desabafo assim com ninguém. Não reclamo de nada. Não vejo porque não consigo ter nem uma pessoa comigo. Eu tenho sonhos profissionais, mas zero energia pra persegui-los, e zero motivos também, porque não tenho nada. Não consigo me divertir vendo filmes, séries ou jogando, porque me sinto um solitário fracassado e odeio não ter ninguém pra conversar sobre nada. Nunca. O peso de não ter emprego está maior que nunca (entrego currículo há 3 anos, não vai ser na pandemia que vou achar). Penso que nunca vou ficar com nenhuma mulher tão bonita quanto minha ex, e julgando pelos matchs do Tinder, não vou mesmo. Não estou nem perto. Mas mesmo quando paro de olhar pra isso, as garotas nem me respondem. Meus amigos de antigamente estão todos casados e não vão sair comigo (chamei 1000x), fora esses 2 que falei, que acho que ficou claro que não gostam de mim. Eu não quero mais chamar eles porque não quero parecer mais carente que já sou, não quero que me chamem por pena, isso é foda! Se eles me quisesse perto, chamariam. Não chamaram porque não quiseram. Só que não tenho como conhecer mais ninguém. Estou tão triste que nem fome ou sono eu sinto, só choro o dia e noite toda. Apesar disso não estou com depressão. Eu sinto disposição e vontade de levantar, fazer as coisas, só não tenho o que ou com quem fazer. Simplesmente não tenho mais motivo pra fazer nada na minha vida, não tenho nada, não sou nada, e é isso.
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2020.06.27 05:09 NoSecretary1390 Relato como superei minha ansiedade

Fui medbulando durante dois anos e sofri muito com a ansiedade. Ganhei peso, meu namoro acabou e as coisas pareciam sempre dar errados. Foi então que conheci o livro do hipnoterapeuta Lucas, "Em um relacionamento abusivo com a ansiedade". O que mais foi eficiente para mim foi o ensinamento dele sobre a meditação e a forma correta de aplica-lá. Hoje me sinto bem melhor, estou estudando, a merce do covid, medicina na universidade federal de Pelotas (RS). Deixo para vcs o material dele aqui para quem tiver interesse (olha eu fazendo publi) espero que alcance alguém que precise disso.

https://www.ansiedadetarjapreta.com.b?ref=G37339458L
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2020.06.24 22:52 anaa3009 Sou babaca por não falar mais com meu primo por ele terminar com a namorada dele?

oi lubisco, editores maravilhosos e turma que estar a ver. Vim contar esse barraco que aconteceu na minha família no íncio do ano. Eu vou contar na versão minha e de minha prima pq nos éramos as mais próximas desse primo(ele tem 26, minha prima 21 e eu 15 e msm sendo mais nova eu sempre fui muito próxima deles principalmente por esse primo ser meu vizinho) eu gostaria de intitular essa história como: Também quero agredir ela, mas deixo pra você
A história começa quando meu primo estava namorando uma garota, vou chamar ela de Carls, e eles namoram desde que eu me lembro, tanto que eles estavam noivos(o namoro deles durou uns 8 anos). Mas antes do casamento eles decidiram criar um cantinho so pra eles então meu tio deu um terreno pra eles e lá eles começaram a construir sua casa. Desde sempre minha mãe e eu éramos muito amigas da Carls, pois ela já foi assistente da minha mãe e brincava comigo a uns anos atrás. A história começa no fim do carnaval quando eu e essa prima minha vimos umas fotos e publicações estranhas desse primo, logo criamos a teoria de que ele é a Carls haviam terminado. Não muito tempo depois, descobrimos que eles realmente haviam terminado. Eu e essa prima achamos que foi por traição(por conta de umas publicações dele, foi mt estilo FBI) mais descobrimos que foi algo bem pior. Descobrimos que esse primo pediu um tempo com a Carls, literalmente nos últimos dias do carnaval e logo depois saiu em um bloquinho com seu irmão mais velho e lá ele tinha se encontrado com outra garota e ficado com ela. Assim, descobrimos algumas coisas, no últimos(pelo que sei até agr) 3 anos de relação, ele estava traindo a Carls e enganando ela, fazendo ela pagar viagens e até coisas sobre o terreno da "casa" deles. Para piorar minha tia sabia e estava encobrindo tudo, o que gerou muita briga. Como disse, a Carls era muito amiga minha e da minha mãe então ela veio aqui em casa e explicou tudo, um dos amigos do meu primo contou tudo pra ela é mostrou provas também, depois disso meu primo até tentou reatar o relacionamento mas obviamente não deu certo. Rolou muita briga pois ela tinha gestado muito dinheiro com ele e agora ele teria que vender o carro pra conseguir pagar. Achamos que tudo tinha se resolvido, meu primo já não participava das festas em família e hoje ele faz festas ignorando a quarentena(mesmo morando ainda com os pais). Mas agora eu e minha prima não sabemos o que fazer pois a amante mais antiga dele, que ele estava namorando desde o fim do ano passado( e que sabia que na época ele namorava a Cals) agora e sua atual namorada. E óbvio que eu como amiga da Carls já não gostava da garota mas tentei ser simpática mesmo assim, tentei puxar assunto sobre livros, séries e filmes que são as coisas que mais amo e ela simplesmente não gostava de nenhum, cheguei a puxar o assunto de carros antigos que e um assunto que eu,meu pai e meu primo amamos e mesmo assim ela não conversava e não mostrava interesse nenhum de conhecer o resto da família. Eu realmente não quero ser grossa então comecei a só dar um "oi" ir embora pq estar perto deles era muito desconfortável, e essa prima minha está decidida a partir pra agressão se necessário(o que ainda não aconteceu graças a mim, por isso acho a garota muito sortudade de não conhecer ela ainda). Meu pai acha essa nossa atitude muito babaca e acha uma falta respeito(sim, nisso tudo meu pai estava do lado do meu primo) e por isso era pede para que a gente trate ela igual a Carls o que é impossível para mim e para minha mãe e minha prima. Essa foi a história lubisco e turma e desculpa pelo texto longo e me ajudem, sou babaca por ignorar eles e não tratar ela igual a Carls?
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2020.06.18 16:00 DesnecessarioVi "O meu traumático primeiro namoro"

Olá luba, editores, gatos,turma que está a ver, e possível convidado, tenho 16 anos e vou contar a traumática história de como eu tive a minha primeira namorada(história aconteceu ano passado). Sempre fui um cara beeeem tímido em relação a falar com as meninas, mas no ensino médio eu conhecido uma garota que mais tarde seria minha namoradinha, vou chama-la de Talrs, começamos a namorar no começo do ano era aquela coisa padrão de namoro(to com preguiça de falar sobre), e ela sempre me contava sobre um ex que tinha feito muito mal a ela e até a traiu, lembrem desse desalmado que vai mais importante ao decorrer da história, vou chama-lo de Falrs. No fim meu namoro só durou 1 mês kkkk, terminarmos SUPER bem e seguimos a vida mas era meu primeiro namoro e eu fiquei moh triste kk, apartir dai 4 semanas depois me apaixonei por uma menina de outra sala que era linda e muito gente boa( mas nn tinha coragem de corversar com ela, então ignorem) eu ainda sofria um pouco com o término e eu amava escrever então fiz vários textos inspirados no nosso namoro( inclusive quebrando um pouco da história, eu estou escrevendo um livro e queria muito que vc deixasse eu criar um personagem inspirado em vc acho que vc tem muito um visual de história de fantasia, enfim). Depois de um tempo, percebi que ela(Talrs) começou a andar novamente com aquele ex dela que a traiu, fiquei meio indignado mas ignorei, então no meio do ano, mais ou menos em junho, ela me mandou uma mensagem dizendo que ainda gostava muito de mim e que não tinha me esquecido, eu estranhei, mas nn neguei que também ainda sentia algo por ela, e nos voltamos a conversar bastante, mas eu ainda notava que ela andava com o Falrs, um dia eu perguntei o porquê e ela disse que eles tinham se tornado grandes amigos, e que ela estava ajudando ele a ficar com uma amiga dela, eu "acreditei" e segui em frente e ela sempre resaltava que me amava e que eu era a melhor pessoa que tinha passado pela vida dela e eu troxao acreditava e dizia o mesmo, mas ainda não tinhamos decido voltar, passaram algumas semanas, até que um dia a noite recebi uma mensagem de um amigo meu que dizia: "Cara, você ainda está conversando com a Talrs?" Eu respondi: "sim, pq?" Entao ele me mandou a senguinte mensagem: "Falrs pediu ela em namoro na frente de geral, E ELA ACEITOU", meu mundo caiu, fiquei MUITO puto e triste , fui no whats dela e xinguei ela com todos os palavrões que eu sabia, e ela me respondeu: "foi mal, ele pediu primeiro". ELA ESTAVA FAZENDO A PORRA DE UMA COMPETIÇÃO, tudo que ela tinha me falado era para que eu voltasse logo para ela não ficar na "seca" e por causa de toda essa história tenho a fama de " corno estagiário" pois fui traído antes mesmo de namorar, e a amiga dela dizia que a culpa era MINHA por não ter voltado com ela antes, e que eu era muito imaturo para a Talrs, enfim, hoje estou conversando com a menina da outra sala que eu tinha um crush, e a talrs terminou com o Falrs depois de saber que ele saia falando pro amigos da coisa íntimas que eles faziam. E por incrível que possa perecer hoje sou amigo da Talrs. Enfim essa foi a minha história, que me fez passar 5 meses sem nem flertar com alguém por puro medo, de evoluir de corno estagiário para corno interino. Falou luba, beijos < (5-4)+(6:3).
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2020.06.09 11:23 InezinhaDirectioner O Menino... Estranho ;-; (não tenho um bom título)

Oioii Lubisco e todos os seres vivos presentes (sem paciência pra escrever tudo sksk). Essa história é sobre um menino que supostamente "gostava" de mim e muita merda que aconteceu há 2 anos atrás e este ano. Por incrível que pareça TUDO oq vou dizer é 100% real. (bjs de Portugal sou uma grande fã 😗)
Então, há 2 anos atrás uma vez tava com a minha bff do momento num canto do recreio, daí ela precisou de ir ao WC.
De boas, eu fiquei esperando no cantinho e do nada veio um grupo de 2 meninas e 1 menino. Esse menino é dos populares por ser considerado "gato" (não tanto, mas tá). Eles começaram a ser simpáticos e tal, só q eu tava meio desconfortável pq eles tavam a falar cmg como se eu fosse uma bebézinha sem amigos. Do nada esse menino disse: "Olha, eu até namoraria com uma menina bonita como tu". Eu fiquei meio confusa e tal mas apenas ignorei. Entretanto eles foram embora e eu fui procurar a minha bff.
Alguns dias depois tava nas bancadas do colégio que ficam na frente do campo de futebol com umas amigas, e ao nosso lado tinha 3 meninas da turma desse menino (como não quero mostrar o nome dele vou apenas chamar ele de.... Macaco).
Menina 1: Ei, menina Eu: oq foi? Menina 2: Sabes o Macaco? Eu: quem? Menina 1: aquele ali (ela apontou pra ele) ele gosta de ti
Eu depois de ouvir isso fiquei meio tipo "quê" mas fingi q não ouvi nada Do nada esse menino GRITOU SE EU QUERIA NAMORAR COM ELE EM FRENTE DE TODA A GENTE LÁ (a maioria cagou mas mesmo assim)
Eu, como a boa pessoa que sou, gritei N-Ã-O e daí fugi de lá com uma das amigas.
No recreio a seguir a turma dele PENSAVA QUE EU TINHA DITO SIM e tavam todos tipo "oi namorada do Macaco" Eu sempre respondia que não namorava com ele mas elas sempre diziam algo tipo: "gostas sim" "mas ele gosta de ti" "mas ele é tão simpático"
Uma vez tava com a minha turma à espera da professora de Matemática entrar na sala e o Macaco chegou perto de mim e começou a dizer repetidamente: "Inês beija-me, Inês beija-me, Inês beija-me". Eu tentei me afastar mas ele continuava a tentar me convencer a beijar aquela boca nojenta.. Daí uma colega minha reparou na situação e gritou pra eu correr pra dentro da sala pq a stora já tava lá. Eu fui, a correr mais rápido q o Flash, e me sentei no lugar..Eu já tava me sentido salva mas não..
Prof: INÊS NÃO É ASSIM QUE SE ENTRA NUMA SALA!! SAI IMEDIATAMENTE!!!
Eu saí... E ele ainda tava lá ;-; com um sorriso creepy acenando pra mim ;-; eu fiquei batendo na porta até me chamarem e finalmente entrei.
Esse tipo de coisa foi acontecendo de vez em quando (mas não era tão estranho como essa) e chegou um dia que tava à espera de uma amiga minha pq ela tava à procura da lancheira dela e daí esse menino reparou na minha existência e abriu a boca.
Ele: ó Inês, tão todos a dizer que não gostas de mim. Explica-te!!!! Eu não aguentei e comecei a rir muito Eu: mano, eu nunca gostei de ti Ele: ISSO NÃO TEM PIADA!! Eu: tem! ainda rindo Ele: TA BEM! ACABAMOS!! Eu: ALELUIA-
Eu continuei a minha vida e o Macaco já n me chateava. (ele me pediu em namoro denovo e eu rejeitei mais uma vez)
1 ano depois.. Ele ficava constantemente a olhar pra mim (ele não é da minha turma se tiveres confuso, ele é da turma mais velha) mas ele quase nunca dizia nada
Outro ano depois (este ano) ele se tocou que "gostava" de mim denovo
Eu sempre chego muito antes das aulas começarem, tal como ele e o amigo dele. No colégio tem tipo um mini corredor que vai dar ao campo de futebol (pra educação física) e a meio desse caminho no lado esquerdo tinha uma sala onde os alunos podiam relaxar, conversar, etc.
Eu nunca tuve coragem pra entrar nessa sala pq o Macaco e o amigo dele tavam sempre lá. Um dia (detalhe importante: um dia antes do dia dos namorados) o desgraçado do menino chegou perto de mim e disse: "Olha não é preciso teres medo de mim. Podes ir pra sala". Eu apenas disse um ok e fiz um sorrisinho do tipo "saiii da minhaa vidaa~" No dia a seguir eu fui lá de boas, abri a porta e disse "bom dia". Olhei pra eles e eles ficaram mt chocados pq eu era mt tímida. Eu me sentei numa mesa longe deles e eles ficaram de boas. Eu também fiquei de boas e comecei a ver fotos do Harry Styles (cada um com os seus gostos). Esse cantor tem uma música chamada falling e tal e no refrão ele diz "im falling again, im falling again.. FAAAALING" (tradução: falling pode significar ou cair do tipo tropeçar oy tmb pode ser de se apaixonar do tipo "eu tou caindo de amores"). Eu tava vendo as fotos e tal equanto ouvia essa música e no refrão começaram a aparecer gifs dele a cair em palco. Eu não aguentei, eu comecei a rir muito
O Macaco olhou logo pra mim. Ele: Oq é q é tão engraçado? Eu: nada.. Ele: oq é q tás a ver? Eu: fotos de um cantor.. Ele: Quem? Eu: Harry Styles.. Ele: Hm.. Ok.
Uns minutinhos depois ele olhou para mim e me chamou Eu: oque foi? Ele: queres me acompanhar neste dia de S. Valentim? numa voz fofa e simpática Eu: Não Amigo: Ela namora com o amiguinho gay dela Eu: Não namoro não Amigo: Namoras sim Eu: Nós somos amigos Amigo: ta bem vou fingir que acredito.
Ficou um silêncio meio constrangedor. Mas não durou muito
Macaco: Bora jogar à bola aqui? Amigo: Bora
Eles queriam jogar ao jogo dos passes DENTRO DE UMA SALA ESTREITA (é tipo um jogo em que vão chutando a bola pro colega e ele chuta de volta)
Eles foram um pra cada ponta da sala e como óbvio o Macaco ficou perto de mim (CHATOOOO SE AFASTAA AIN) Eles começaram a jogar, de boas, e do nada o amigo dele chuta a bola um pouco alto. Eu me encolhi com medo de levar com uma bola dura de futebol na fussa e o chato abriu novamente a boca
Macaco : não é preciso teres medo, eu não sou q nem o teu amiguinho q n te defende Os dois começaram a rir e eu fiquei calada e séria e eles continuaram.
(Aconteceram outras coisas mas n é nada demais.)
Outros dias depois reparei que essa sala tava em obras. E a duplinha dos animais tavam sentados num banco à frente da sala.
Eu: Ei algum de vocês sabe oq se passa com a sala? Macaco: sim, linda Eu dei um sorriso do tipo "cala a boca" Amigo: ela namora com o outro (ele tava a falar do mesmo amigo "gay") Eu: Eu não namoro com ele, ele é meu amigo Eles ficaram em silêncio e dps o Macaco continuou Macaco: ent, aqui vai ser a sala dos professores e (bla bla bla q não ouvi). Eu: ah obrigada! Ele: denada fofa. Eu: ok tchau começo a andar pro corredor Ele: queres q eu te acompanhe? Eu: haha, não! Tou ótima!
Entretanto outro amigo deles chegou e eles começaram a falar. Do nada chegaram os 3 perto de mim e o chato tentou cantar "Story of my Life" (uma música dos one direcyion) Mas como óbvio ele não podia ser uma pessoa normal a cantar, não. Ele não sabia quase nada da letra por isso ele tava tipo "nanana my life nananana"
Eu me senti mt constragida e comecei a me afastar deles. Graças a Deus uma amiga minha já tinha chegado e eu fui atrás dela. Eles não me perseguiram (ainda bem) O dia continuou normal.
Daí, numa semana tava um clima meio estranho na escola por causa do Covid. Não sabiam se as escolas iam fechar ou não.. E daí na sexta feira decidiram.
Sim, as escolas iriam fechar oficialmente.
Quase ninguém foi à escola nesse dia e meio q não teve aula. Tivemos apenas a recolher os cadernos e materiais que precisávamos e alguns professores fizeram umas atividades simples.
Ao fim do dia tava eu e 3 amigas num canto. Esse canto é literalmente entre uma sala e a sala desse menino irritante. Uma das meninas precisava de guardar uma coisa na mochila, e ela n queria ir sozinha. Elas:..... Eu: eu posso ir Uma amiga: eu tmb Outra: não me vão deixar sozinha pois não?! Eu: Ok vamos todas
Eu já tava em pé e já tava preparada pra sair de lá. Dei uns passos e me deparei logo com esta cena: o Macaco de joelhos em cima de um skate a tentar andar nele. Eu recuei e comecei a rir e eu acho q uma das amigas tmb viu pq ela tmb tava a rir ksks. Esperámos a última amiga se levantar e fomos.
Quando começámos a passar por ele ele tava sentado no skate e essa amiga q viu começou a rir e a dar sinal pra eu olhar pra ele. Continuámos a rir um pouco e fomos esperar a amiga guardar a tal coisa. Entretanto uma auxiliar chamou essa menina pq a mãe dela já tava no portão pra levar pra casa. Ela foi e vi a minha nova bff a entrar na escola. Ela foi lá pta levar os livros que ela não levou. Eu fui com ela e mais uma amiga dela de boas levar os livros dela e passámos pelo Macaco Detalhe: essa amiga dela me shipa muito com ele ;-; Ela: OLHA O AMOR DA TUA VIDA ALI A OLHAR PRA TI E eu, como a lerda q sou, olhei LOGO pra ELE. (alguém me mata)
Uns minutos depois voltei pras duas amigas q tava a falar antes e fomos pra uma mesa em frente da sala dele.
Ele: Inês Eu: sim? Ele: tens bateria infinita nesse telemóvel (celular)? Eu: quê? Ele: ficaste o dia todo com ele e ele ainda tem bateria Eu: ok?.. Ele: quanto é q tens? Eu: 60% Ele: mds
Eu continuei o meu caminho e ele perguntou outra coisa mas eu ignorei. Fui pra mesa com as 2 migas e começámos a ver uns vídeos. Do nada o ar olhou pra mim e disse: vou me tornar em vento Começou a ficar mt vento e o meu cabelo tava a voar pra minha cara ;-; eu tava a tentar afastar e fiquri tipo : PORRA SAI DA MINHA CARA, CABELO!! Daí olhei pro lado e ele tava a olhar pra mim ;-; o pior é q ele não desviou o olhar. Ele continuou a olhar pra mim como se fosse animal do zoo. Eu fingi q n aconteceu nada e continuei a ver o vídeo com as meninas.
Bom Aconteceram muitas outras coisas, mas tou sem paciência pra contar todas. Resumozinho: Até q nos damos bem, ele me diz bom dia, eu digo bom dia de volta.. Mas é aquele tipo de amigos q só se falam numa hora determinada do dia, porém não tão próximos. Ele já me tentou pedir o whats e o insta mas eu não dei pq eu não tenho (ok agr tenho insta mas fds). E por causa da quarentena não nos podemos falar. Eu já entrei na videochamada da turma dele sem querer e foi isso ;-;
Obrigada por gastar o seu tempo a ler esta história bizarra e longa que eu gostava que fosse fake ;-;, bjs tenha um bom dia.
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2020.06.06 04:05 IamFreshPrince Negão Abalado

Olá Luba e Mestre mateu e Pessoal que está lendo Minha história começa na escola, quando eu começei a ficar com a melhor amiga da minha ex-ficante. Comecei a ficar com a melhor amiga dela pq nos não se via e tava tudo indo por agua abaixo , e no começo de ano a melhor amiga da minha ex-ficante passou no vestibulinho da escola onde eu estudo.ela tava namorado, mas sempre dava em cima de mim mas eu tinha mó medo de flertar com ela e apanha do namorado dela(obs;o namorado dela traia ela),enfim ela terminou o namoro e no outro dia a gente foi ficar,ficamos uns três messes, era uma coisa linda(a melhor amiga dela descobriu e elas brigaram mas voltaram a conversar).Meu melhor amigo disse pra mim "Ela é branca não vai dar certo". Logo chega o niver dela, eu comprei uma calça e uma camisa e dei tmb um perfume e emprestei meu livro favorito pra ela(obs; a gente ficou 1 mês sem se ver devido a quarentena, mas a ingrata estava furando, vc verá). O aniversário dela foi no domingo, e segunda ela me fala que nos juntos não daria certo e que ela estava ruim e que nela não consegui ter afeto com ngm dps do termino do namoro, não consegui mandar os prints. Eu poderia ter dado uma de nice guy, mas não consigo chegar nesse nivel pq sou um chorão. 8 de maio de 2020, minha amiga me manda uma áudio falando sobre a quarentena daquela branquela. Ela diz "Tuto a Jujuba que vc fica e daqui do meu bairro né?,então eu esqueci de falar ela ta ficando com um amigo meu o LP, Tuto eu ia falar pra vc mas, eu esqueci de contar".(obs;não consegui mandar os prints e o audio pra vcs verem pq não sei usar o reddit).Quando ouvi o áudio eu chorei muito e fui conversar com a Jujuba e perguntei se ela estava bem, e falei que não queria ter dito algumas coisa pq ela precisa de ajuda e não julgamento, ela me descupou, nisso mandei a seguinte mensagem "VOCÊ ESTÁ SAI DO COM O LP NÉ?", ela teve um surto de nice girl e falou "Vc está me stalkeando me sindo ofendida vc não deveria fazer essas coisa eu não tenho que falar oq fiz quando estava com vc, e como vc sabe disso?", Eu respondi "a minha Banca me chamou de corno e me falaram q vc estava saindo com o LP" e ela falou " sim eu tenho o meu bem e vc tem as suas", eu começei a chorar e falei "eu só tinha vc mano vc era minha ABELHINHA", e dei block nela e dps de ter mandado a mensagem. Lembrei da história pq meu melhor amigo me zuou falando "se deu perfume pra mina conquista outro macho negão". Alguma dica de como recupero meu Livro? Essa foi a historia
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2020.06.04 21:31 lysguil Preciso de conselhos e analisem a situação pra mim por favor

Oi galera, eu queria pedir um conselho para vocês. É em relação a relacionamento e agradeço a quem puder me ajudar nessa, tá foda. Eu estou abrindo minha alma e coração nesse texto, direi toda a verdade
Primeiro me deixem contar algumas coisas sobre mim, isso pode ajudar a entender algumas das minhas ações. Isso não me exime de culpa, sei disso e não vou usar nada disso para me fazer de vítima ou pra me eximir de responsabilidades. Sei que a culpa foi toda minha.
Primeiro de tudo eu não sou um neurotipico. Não tenho autismo mas, embora minha família (meu pai mais precisamente) não tenha deixado que um diagnóstico fosse feito, ficou claro para todos desde criança que eu tinha algo. Eu odeio do fundo do coração o barulho. Odeio sons altos em geral, isso inclui música e por isso não consigo ficar muito tempo em festas. Para aguentar ficar em ambientes barulhentos eu preciso ficar bêbado e ainda assim é bastante incômodo.
A segunda coisa para se saber sobre mim é que sofri abuso sexual na infância. Foram duas mulheres diferentes, nenhuma delas da minha família. Nunca contei pra minha família e acho que nunca irei contar. Bom, não sei dizer como me sinto sobre isso. Acho que minha tara sexual tem a ver com isso. As vezes eu choro quando me lembro mas não sinto anda sobre. É normal isso? Enfim, eu não sei pq quanto isso me afetou. Sofri abuso até os 11 anos e para ser honesto, como homem eu não consigo falar sobre o que a segunda mulher fez comigo. É humilhante demais. Vou morrer e levar isso para o túmulo.
A terceira coisa que preciso contar é que fui diagnosticado com depressão ao 13 anos de idade. Eu era pequeno, magricelo e esquisito. Gostava de cards do Yu gi oh e fixar isolado na biblioteca da escola (Pq era um lugar silencioso), então da pra imaginar quanto bullying eu sofria. Enfim, a depressão me deixou quebrado e teve seus picos. Nessa época tive minha primeira tentativa de suicídio. Minha família nunca soube. No dia seguinte ainda fui pra escola, como se nada tivesse acontecido. Essa foi a primeira de uma série de tentativas.
Agora que já falei essas características eu vou começar a falar meu problema, peço perdão se ficar muito longo. Aos 16 anos eu tive uma namorada e ela morreu de câncer. Isso piorou meu quadro depressivo, eu fiquei agressivo e aprendi a resolver as coisas com violência. Tentei me matar mais algumas vezes e tava foda. Eu tomava tantos remédios para a depressão que ficava grogue, totalmente dopado meio hora depois de tomar. Minha mãe me fez parar, com o apoio da minha vó. Eu estava começando a superar a coisa quando minha vó, a pessoa que eu mais amava na vida, faleceu subitamente. Deus, acho que eu... Bom eu nem sei dizer o que eu sentia. Simplesmente não sei. Doeu mais do que tudo. Depois desse dia eu não conseguia chorar, não conseguia sentir. Fiquei anestesiado sabe? Meu psiquiatra falou UE eu estava num estado de "melancolia", onde eu não conseguia mais sentir felicidade. Eu poderia ficar alegre ou coisas do tipo mas verdadeira felicidade era impossível. Bom, foi foda. Eu tinha 17 na época.
Fiz amizade com uma garota aos 16, Melissa, ela fazia terapia em grupo comigo. Era meio patricinha mimada mas uma boa pessoa. A gente conversava e diziamos nossos planos um pro outro. Ela me ajudou a superar a barra da terapia. Quando eu tinha 18 e ainda estava sentindo o impacto da perda da minha vó, essa garota se matou. No mesmo dia ela pediu pra conversar comigo e eu não estava em casa para conversar (nos falávamos pelo facebook). Eu só fui saber sobre pelas postagens no Facebook dela. Eu não senti nada na hora, achei que não tinha em afetado, anos depois eu ia perceber o quanto me afetou.
Bom, eu segui minha vida. Comecei a faculdade de direito, minha mãe queria um filho juiz e eu tava no piloto automático. Só fui seguindo. Fiz pouco tempo do curso de direito e realmente não era pra mim. No começo de 2018 eu conheci uma garota pela internet. Ela tinha 15 e eu 19. Ela morava em uma cidade um tanto distante mas dentro do mesmo estado que eu moro e a gente começou a papear. Mano, eu garoto incrível! Sério, era maravilhosa demais. Eu vou resumir pra vocês a questão: Eu me assustei com ela, a depressão ainda estava forte e eu não sabia o que tava acontecendo. Por fim eu me afastei dela e e bloqueei no Facebook. Eu sei, sou um tremendo babaca.
Fiquei mais alguns meses na minha vida de merda e fui jogar habbo hotel. Eu sei, eu sei. Coisa de criança mas só queria sentir aquilo que eu sentia novamente quando tinha 11 anos e jogava RPGs no hotel. Não consegui claro. Eu cresci, o mundo mudou e não dá pra voltar a infância. No jogo uma garota conversou comigo, tinha 19 também e me pediu o insta pra conversar. Eu fui e fiz um insta com a intenção de papear um pouco. A partir daqui eu me torno o monstro. De verdade. A garota tinha depressão também e me falava sobre os problemas dela mas também puxada uns assuntos mais sexuais. Não sexuais entre eu e ela, ela só contava como eram as transas dela e eu perguntava uma coisa ou outra sobre as minhas. Eu contava na boa. E os meses foram passando. Eu era um homem quebrado servindo de confidente pra uma garota aleatória da internet.
Eu desbloqueei a garota do começo do ano e voltamos a nos falar. Ela era legal, alegre, bonita e maravilhosa. E ela gostava de mim! Deus do céu ela gostava de mim! Eu também gostava dela. Eu contei algumas mentiras sobre mim pra ela, pra impressionar um pouco mas sempre disse "eu sou um homem quebrado", eu falava que minha cabeça tava toda ferrada o tempo todo pra ela. Ela disse que não se importava e me pedia para ir vê-la na cidade dela. Eu pensava em ir, fazia de tudo para ir... e na última hora eu dava para trás. Não conseguia ir. A minha vida de amar a distância e ser confidente seguiu até o final do ano de 2018. No ano novo eu tomei uma decisão: ia pedir a garota da outra cidade em namoro. Eu pedi e ela aceitou. Ok, vão me chamar de gado e tudo bem. Eu estava na casa de praia que minha mãe tinha comprado e pretendia visitar a garota assim que voltasse.
Quando voltei veio a notícia: Eu tinha conseguido a vaga em gastronomia! Era a porra do meu sonho ali! Fui correr atrás de documentos, matrícula, uniforme e material. Nisso passou algumas semanas e como não fui ver a garota ela terminou comigo e me falou que eu tava fazendo ela de trouxa de novo (ela sentia que eu tinha feito ela de trouxa em 2018 inteiro). Depois de uma semana ela veio falar comigo e minhas aulas já estavam começando. Demorei um mês para conseguir ir vê-la e quando cheguei lá... Ela era divina. Maravilhosa. Eu tive que esperar ela na rodoviária e pensei que tinha caído em alguma pegadinha kkkkk mas ela veio e eu fiquei muito feliz. A gente foi no shopping, assistiu um filme e ela me convenceu a passar a noite na casa dela. Dormir na sala claro, os pais dela concordaram. Não vou mentir: agi cono um idiota nesse dia. A depressão e a irritabilidade me faziam ser muito imbecil e babaca (eu me envergonho e me arrependo muito disso hoje).
Bom, nessa época não estávamos namorando e eu dizia que não ia pedir ela em namoro (tava com orgulho ferido por ela ter terminado comigo). Um dia ela me falou tava com dor e ficou o dia todo sem me responder mais. Mano, eu morri de preocupação! Fiquei desesperado. Quando ela finalmente leu minhas mensagens eu pedi ela em namoro. Joguei o orgulho de lado e pedi em namoro a mulher que eu amava. Bem, Eu fui ver ela mais vezes, no aniversário de 17 dela e outros. Enfim, seguindo adiante.
Bom, lembra da mina da internet? Então. A gente continuava conversando sempre mas ela tava cada vez mais deprimida e mais dependente emocionalmente de mim. Ela me contava as coisas e eu só ouvia agora, ela falava bastante de sexo e afins. Sei que era errado com minha namorada mas é aí que entra a Melissa na história: foi nisso que a morte dela me afetou, eu não conseguia deixar outra pessoa na mão. Eu sei como a depressão dói, como família pode ser tóxica para nós e não conseguia deixar ela de lado. Eu errei e fui fraco e deixei a situação continuar assim. Um dia o Instagram dessa garota foi hackeado e ela achou que foi eu por algum motivo. Ela foi atrás da minha namorada, que eu já tinha dito o nome, e falou que eu namorava ela virtualmente, eu era um perseguidor e não sei mais o que. Eu realmente não sei tudo que ela disse. Eu expliquei pra minha namorada e tudo mais, que era por causa da depressão da garota e que eu não conseguia deixar de lado. Disso que não tinha nada com ela. Bom, eu não estou me justificando e minha namorada terminou comigo. Com razão ela. Eu fui um idiota, um merda, um babaca completo.
Eu implorei muito uma chance e tals e por fim ela me perdoou. Não voltou a como era antes mas me perdoou. Tá ficando muito grande então vou resumir essa parte. Eu fiz merda de novo.
Tinha uma amiga do Rio de Janeiro que gosta de flertar e mesmo eu não dando abertura ela falou que queria transar comigo na praia tomando vinho. Eu cortei esse papo e tals. Numa outra conversa eu tava falando merda, contando vantagem como homem idiota costuma fazer. Falei que tinha pego várias garotas de um outro curso da minha faculdade (mentira que homem conta) para essa amiga. Bom, minha namorada viajou comigo e olhou minhas conversas no celular enquanto eu dormia. Aí ela terminou comigo de vez no começo do ano passado.
Eu sei, a culpa é minha e só minha. Não vou justificar essas atitudes com minhas doenças ou algo do tipo. Erro só meu. Eu expliquei pra minha ex namorada e pedi a ela pra poder tentar reconquistar ela. Ela concordou e eu fiquei tentando, mostrando que podia ser mais atencioso e que podia mudar. Ela começou a ficar com um carinha e eu com uma mina,mas eu continuava tentando e ela me deixava tentar. Uma dia ela decidiu que não era mais pra eu tentar, que me amava mas que não valia mais a pena. Eu queria continuar tentando. Discutimos muito mas eu por fim aceitei.
Ela quis manter a amizade e eu concordei. Só que meu conceito de amizade e o dela diferem muito e isso causa muitos atritos. Ela disse que não me ama mais, algumas atitudes dela me dizem que ela ama (eu li diversos livros de psicologia e sobre relacionamento e eles apontam as atitudes dela como amor). A última coisa que aconteceu foi uma que me magoou de um jeito estranho.
A poucos dias eu tive um desmaio (tenho algumas problemas de saúde) e cai da laje da minha casa. Quebrei um braço e tals. Quando postei nos stories de whats que tava quebrado ela perguntou se eu tinha sido atropelado e eu falei que não, que cai da laje. Ela fez uma brincadeira dizendo basicamente "podia ter morrido né" só que desejando minha morte. Eu sei que foi uma brincadeira mas me doeu muito. Pq ela sabe que já tentei me matar 15 vezes, inclusive uma esse ano. Eu esqueci de contar lá em cima mas minha melancolia foi embora. Eu tô meio que curado disso e tô sentindo prazer em viver de novo. Ela fez essa brincadeira e me doeu demais, demais mesmo. Eu falei pra ela algumas merdas e ela me chamou de dramático (ela diz isso sempre que eu reclamo de algo, talvez eu seja mesmo) e isso doeu ainda mais. Eu sinto que toda vez que reclamo com ela sobre como as atitudes dela me machucam ela me chama de dramático e menospreza minha dor.
Esse ano ela veio me falar que tava com princípio de depressão e eu conversava com ela sempre que ela precisava, eu só precisei conversar uma vez e ela disse que não queria conversar. Bom, eu me senti mal com isso. Foi ali que vi que nossos padrões de amizade são diferentes.
Enfim, essa última brincadeira que me matou. Vocês vão perguntar pq a gente não se bloqueia e se esquece. A resposta é: eu não sei. Eu sei que amo muito ela e acredito que ela me ama. Depois da briga ela me bloqueou e horas depois me desbloqueou (mas excluiu meu número segundo ela). Eu queria alguns conselhos, opiniões e que analisem a minha história e me digam o que pensam sobre tudo. Sobre tudo mesmo!por favor, ajudem esse idiota que fez tudo errado na vida
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2020.06.04 19:02 lysguil Preciso de um conselho ou dois

Oi galera, eu queria pedir um conselho para vocês. É em relação a relacionamento e agradeço a quem puder me ajudar nessa, tá foda.
Primeiro me deixem contar algumas coisas sobre mim, isso pode ajudar a entender algumas das minhas ações. Isso não me exime de culpa, sei disso e não vou usar nada disso para me fazer de vítima ou pra me eximir de responsabilidades. Sei que a culpa foi toda minha.
Primeiro de tudo eu não sou um neurotipico. Não tenho autismo mas, embora minha família (meu pai mais precisamente) não tenha deixado que um diagnóstico fosse feito, ficou claro para todos desde criança que eu tinha algo. Eu odeio do fundo do coração o barulho. Odeio sons altos em geral, isso inclui música e por isso não consigo ficar muito tempo em festas. Para aguentar ficar em ambientes barulhentos eu preciso ficar bêbado e ainda assim é bastante incômodo.
A segunda coisa para se saber sobre mim é que sofri abuso sexual na infância. Foram duas mulheres diferentes, nenhuma delas da minha família. Nunca contei pra minha família e acho que nunca irei contar. Bom, não sei dizer como me sinto sobre isso. Acho que minha tara sexual tem a ver com isso. As vezes eu choro quando me lembro mas não sinto anda sobre. É normal isso? Enfim, eu não sei pq quanto isso me afetou. Sofri abuso até os 11 anos e para ser honesto, como homem eu não consigo falar sobre o que a segunda mulher fez comigo. É humilhante demais. Vou morrer e levar isso para o túmulo.
A terceira coisa que preciso contar é que fui diagnosticado com depressão ao 13 anos de idade. Eu era pequeno, magricelo e esquisito. Gostava de cards do Yu gi oh e fixar isolado na biblioteca da escola (Pq era um lugar silencioso), então da pra imaginar quanto bullying eu sofria. Enfim, a depressão me deixou quebrado e teve seus picos. Nessa época tive minha primeira tentativa de suicídio. Minha família nunca soube. No dia seguinte ainda fui pra escola, como se nada tivesse acontecido. Essa foi a primeira de uma série de tentativas.
Agora que já falei essas características eu vou começar a falar meu problema, peço perdão se ficar muito longo. Aos 16 anos eu tive uma namorada e ela morreu de câncer. Isso piorou meu quadro depressivo, eu fiquei agressivo e aprendi a resolver as coisas com violência. Tentei me matar mais algumas vezes e tava foda. Eu tomava tantos remédios para a depressão que ficava grogue, totalmente dopado meio hora depois de tomar. Minha mãe me fez parar, com o apoio da minha vó. Eu estava começando a superar a coisa quando minha vó, a pessoa que eu mais amava na vida, faleceu subitamente. Deus, acho que eu... Bom eu nem sei dizer o que eu sentia. Simplesmente não sei. Doeu mais do que tudo. Depois desse dia eu não conseguia chorar, não conseguia sentir. Fiquei anestesiado sabe? Meu psiquiatra falou UE eu estava num estado de "melancolia", onde eu não conseguia mais sentir felicidade. Eu poderia ficar alegre ou coisas do tipo mas verdadeira felicidade era impossível. Bom, foi foda. Eu tinha 17 na época.
Fiz amizade com uma garota aos 16, Melissa, ela fazia terapia em grupo comigo. Era meio patricinha mimada mas uma boa pessoa. A gente conversava e diziamos nossos planos um pro outro. Ela me ajudou a superar a barra da terapia. Quando eu tinha 18 e ainda estava sentindo o impacto da perda da minha vó, essa garota se matou. No mesmo dia ela pediu pra conversar comigo e eu não estava em casa para conversar (nos falávamos pelo facebook). Eu só fui saber sobre pelas postagens no Facebook dela. Eu não senti nada na hora, achei que não tinha em afetado, anos depois eu ia perceber o quanto me afetou.
Bom, eu segui minha vida. Comecei a faculdade de direito, minha mãe queria um filho juiz e eu tava no piloto automático. Só fui seguindo. Fiz pouco tempo do curso de direito e realmente não era pra mim. No começo de 2018 eu conheci uma garota pela internet. Ela tinha 15 e eu 19. Ela morava em uma cidade um tanto distante mas dentro do mesmo estado que eu moro e a gente começou a papear. Mano, eu garoto incrível! Sério, era maravilhosa demais. Eu vou resumir pra vocês a questão: Eu me assustei com ela, a depressão ainda estava forte e eu não sabia o que tava acontecendo. Por fim eu me afastei dela e e bloqueei no Facebook. Eu sei, sou um tremendo babaca.
Fiquei mais alguns meses na minha vida de merda e fui jogar habbo hotel. Eu sei, eu sei. Coisa de criança mas só queria sentir aquilo que eu sentia novamente quando tinha 11 anos e jogava RPGs no hotel. Não consegui claro. Eu cresci, o mundo mudou e não dá pra voltar a infância. No jogo uma garota conversou comigo, tinha 19 também e me pediu o insta pra conversar. Eu fui e fiz um insta com a intenção de papear um pouco. A partir daqui eu me torno o monstro. De verdade. A garota tinha depressão também e me falava sobre os problemas dela mas também puxada uns assuntos mais sexuais. Não sexuais entre eu e ela, ela só contava como eram as transas dela e eu perguntava uma coisa ou outra sobre as minhas. Eu contava na boa. E os meses foram passando. Eu era um homem quebrado servindo de confidente pra uma garota aleatória da internet.
Eu desbloqueei a garota do começo do ano e voltamos a nos falar. Ela era legal, alegre, bonita e maravilhosa. E ela gostava de mim! Deus do céu ela gostava de mim! Eu também gostava dela. Eu contei algumas mentiras sobre mim pra ela, pra impressionar um pouco mas sempre disse "eu sou um homem quebrado", eu falava que minha cabeça tava toda ferrada o tempo todo pra ela. Ela disse que não se importava e me pedia para ir vê-la na cidade dela. Eu pensava em ir, fazia de tudo para ir... e na última hora eu dava para trás. Não conseguia ir. A minha vida de amar a distância e ser confidente seguiu até o final do ano de 2018. No ano novo eu tomei uma decisão: ia pedir a garota da outra cidade em namoro. Eu pedi e ela aceitou. Ok, vão me chamar de gado e tudo bem. Eu estava na casa de praia que minha mãe tinha comprado e pretendia visitar a garota assim que voltasse.
Quando voltei veio a notícia: Eu tinha conseguido a vaga em gastronomia! Era a porra do meu sonho ali! Fui correr atrás de documentos, matrícula, uniforme e material. Nisso passou algumas semanas e como não fui ver a garota ela terminou comigo e me falou que eu tava fazendo ela de trouxa de novo (ela sentia que eu tinha feito ela de trouxa em 2018 inteiro). Depois de uma semana ela veio falar comigo e minhas aulas já estavam começando. Demorei um mês para conseguir ir vê-la e quando cheguei lá... Ela era divina. Maravilhosa. Eu tive que esperar ela na rodoviária e pensei que tinha caído em alguma pegadinha kkkkk mas ela veio e eu fiquei muito feliz. A gente foi no shopping, assistiu um filme e ela me convenceu a passar a noite na casa dela. Dormir na sala claro, os pais dela concordaram. Não vou mentir: agi cono um idiota nesse dia. A depressão e a irritabilidade me faziam ser muito imbecil e babaca (eu me envergonho e me arrependo muito disso hoje).
Bom, nessa época não estávamos namorando e eu dizia que não ia pedir ela em namoro (tava com orgulho ferido por ela ter terminado comigo). Um dia ela me falou tava com dor e ficou o dia todo sem me responder mais. Mano, eu morri de preocupação! Fiquei desesperado. Quando ela finalmente leu minhas mensagens eu pedi ela em namoro. Joguei o orgulho de lado e pedi em namoro a mulher que eu amava. Bem, Eu fui ver ela mais vezes, no aniversário de 17 dela e outros. Enfim, seguindo adiante.
Bom, lembra da mina da internet? Então. A gente continuava conversando sempre mas ela tava cada vez mais deprimida e mais dependente emocionalmente de mim. Ela me contava as coisas e eu só ouvia agora, ela falava bastante de sexo e afins. Sei que era errado com minha namorada mas é aí que entra a Melissa na história: foi nisso que a morte dela me afetou, eu não conseguia deixar outra pessoa na mão. Eu sei como a depressão dói, como família pode ser tóxica para nós e não conseguia deixar ela de lado. Eu errei e fui fraco e deixei a situação continuar assim. Um dia o Instagram dessa garota foi hackeado e ela achou que foi eu por algum motivo. Ela foi atrás da minha namorada, que eu já tinha dito o nome, e falou que eu namorava ela virtualmente, eu era um perseguidor e não sei mais o que. Eu realmente não sei tudo que ela disse. Eu expliquei pra minha namorada e tudo mais, que era por causa da depressão da garota e que eu não conseguia deixar de lado. Disso que não tinha nada com ela. Bom, eu não estou me justificando e minha namorada terminou comigo. Com razão ela. Eu fui um idiota, um merda, um babaca completo.
Eu implorei muito uma chance e tals e por fim ela me perdoou. Não voltou a como era antes mas me perdoou. Tá ficando muito grande então vou resumir essa parte. Eu fiz merda de novo.
Tinha uma amiga do Rio de Janeiro que gosta de flertar e mesmo eu não dando abertura ela falou que queria transar comigo na praia tomando vinho. Eu cortei esse papo e tals. Numa outra conversa eu tava falando merda, contando vantagem como homem idiota costuma fazer. Falei que tinha pego várias garotas de um outro curso da minha faculdade (mentira que homem conta) para essa amiga. Bom, minha namorada viajou comigo e olhou minhas conversas no celular enquanto eu dormia. Aí ela terminou comigo de vez no começo do ano passado.
Eu sei, a culpa é minha e só minha. Não vou justificar essas atitudes com minhas doenças ou algo do tipo. Erro só meu. Eu expliquei pra minha ex namorada e pedi a ela pra poder tentar reconquistar ela. Ela concordou e eu fiquei tentando, mostrando que podia ser mais atencioso e que podia mudar. Ela começou a ficar com um carinha e eu com uma mina,mas eu continuava tentando e ela me deixava tentar. Uma dia ela decidiu que não era mais pra eu tentar, que me amava mas que não valia mais a pena. Eu queria continuar tentando. Discutimos muito mas eu por fim aceitei.
Ela quis manter a amizade e eu concordei. Só que meu conceito de amizade e o dela diferem muito e isso causa muitos atritos. Ela disse que não me ama mais, algumas atitudes dela me dizem que ela ama (eu li diversos livros de psicologia e sobre relacionamento e eles apontam as atitudes dela como amor). A última coisa que aconteceu foi uma que me magoou de um jeito estranho.
A poucos dias eu tive um desmaio (tenho algumas problemas de saúde) e cai da laje da minha casa. Quebrei um braço e tals. Quando postei nos stories de whats que tava quebrado ela perguntou se eu tinha sido atropelado e eu falei que não, que cai da laje. Ela fez uma brincadeira dizendo basicamente "podia ter morrido né" só que desejando minha morte. Eu sei que foi uma brincadeira mas me doeu muito. Pq ela sabe que já tentei me matar 15 vezes, inclusive uma esse ano. Eu esqueci de contar lá em cima mas minha melancolia foi embora. Eu tô meio que curado disso e tô sentindo prazer em viver de novo. Ela fez essa brincadeira e me doeu demais, demais mesmo. Eu falei pra ela algumas merdas e ela me chamou de dramático (ela diz isso sempre que eu reclamo de algo, talvez eu seja mesmo) e isso doeu ainda mais. Eu sinto que toda vez que reclamo com ela sobre como as atitudes dela me machucam ela me chama de dramático e menospreza minha dor.
Esse ano ela veio me falar que tava com princípio de depressão e eu conversava com ela sempre que ela precisava, eu só precisei conversar uma vez e ela disse que não queria conversar. Bom, eu me senti mal com isso. Foi ali que vi que nossos padrões de amizade são diferentes.
Enfim, essa última brincadeira que me matou. Vocês vão perguntar pq a gente não se bloqueia e se esquece. A resposta é: eu não sei. Eu sei que amo muito ela e acredito que ela me ama. Depois da briga ela me bloqueou e horas depois me desbloqueou (mas excluiu meu número segundo ela). Eu queria alguns conselhos, opiniões e que analisem a minha história e me digam o que pensam sobre tudo. Sobre tudo mesmo!por favor, ajudem esse idiota que fez tudo errado na vida
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2020.06.02 09:14 95_zero Não sei o que acontece comigo

É só um desabafo básico. Preciso colocar isso pra fora e, ironicamente, não tenho ninguém com quem fazer isso.
A real é que não tenho amigos próximos com os quais eu possa conversar de maneira aprofundada. Eu já desabafei aqui outras vezes (e sempre o mesmo assunto, que porre rs) sobre pessoas que perdi durante a minha vida, pessoas estas que eram amigas minhas e por quem eu tinha um grande sentimento. Desde que minha melhor amiga saiu da minha vida (gostava de mim de outra forma e eu não posso retribuir pq namoro), eu me sinto extremamente solitário e sozinho. Com ela eu conversava sobre coisas que gostávamos em comum, como livros, filmes, músicas, coisas da vida. Tínhamos uma conexão absurda, tipo Sal Paradise e Dean Moriarty em On The Road (quem leu sabe). É uma pena que ela não soube lidar com esse sentimento.
Quando eu estava superando isso, fiz um grande amigo no Reddit, mas por conta da pandemia não conseguimos nos encontrar pessoalmente. Eu tenho com ele uma relação incrível, inexplicável, é muito gostoso trocar ideia com ele, mas a depressão o atacou e ele não aparece mais por aqui, e quando aparece, demora muito. Eu queria poder cuidar dele, mas infelizmente isso tá fora do meu alcance. Tenho medo que ele faça algo.
Mas é só isso. Acho que nunca vou ter essa relação novamente. Vou me contentar em sempre ter amizades de bar onde só se fala o simples, o fútil, o superficial. Talvez eu tenha pensado que minha vida seria pra sempre um romance beatnik, e eu tô extremamente frustrado, às 4h15 da manhã, de pé na cozinha, tomando café e ouvindo a gravação de uma música que tô tentando compor no violão mas que nunca sai. Desculpem o textão.
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2020.05.02 10:33 Ventoprata O mundo se abre de dentro de mim

Sou uma pessoa de poucos amigos. Quando preciso desabafar, dois deles me vem a mente, mas acredito que eu nunca tenha conversado sobre meus assuntos românticos com um deles, e a outra é muito passional e iria responder o que eu quero ouvir.
Bom, eu sou o Prata, tenho vinte e quatro anos, estou sofrendo por amor e ninguém melhor do que anônimos para ler minha história.
Meu grupo de amigos, que costumo sair frequentemente, é formado por mim, meu melhor amigo de infância (Pontas, a partir de agora), a namorada dele, e mais duas amigas que estudam junto com Pontas.
Uma dessas meninas (Girassol, porque eu gosto de codinomes) foi meu interesse romântico há um tempo. Eu me identifico muito com ela: mesmos filmes, livros, séries, opiniões sobre diversos assuntos e senso de humor questionável. Eu nunca cheguei a comentar sobre isso com ninguém, porque tomei alguns baldes de água fria um pouco depois de conhecê-la melhor.
Em um momento a sós, Pontas e sua namorada me disseram que quando conheceram a Girassol (alguns meses antes de mim), eles acharam que ela seria um par ideal para mim, mas que depois de sair algumas vezes com ela, desistiram de me apresentar. Minha irmã, que conhece a Girassol da época da escola, uma vez fez um comentário em tom de comédia do gênero "Se for pra você sair com alguém, pelo amor de Deus que não seja com ela". Sabemos que em toda brincadeira, há um fundo de verdade.
Pessoas próximas a mim dizendo que não seria uma boa ideia, mais a impressão de que ela não dá a mínima bola para mim, e mais um pouco de insegurança sobre relacionamentos me fizeram ser passivo em relação aos meus sentimentos pela Girassol.
Alguns meses depois, a Girassol apresenta pra nós dois amigos da faculdade. Entre eles, uma menina que vou chamar de Palmas (codinomes, vocês já sabem que eu gosto). O outro menino não entrosou muito, mas a Palmas passou a sair conosco todo final de semana. Ela é uma das melhores amigas da Girassol (ênfase em negrito).
Em um rolê aleatório, a Palmas contou uma história e começamos a tirar sarro da situação, e isso passou um pouco dos limites. Eu me senti mal por isso, e ao ir embora mandei um áudio para ela me desculpando. A partir desse momento, de uma maneira que eu não consigo entender até agora, começamos a flertar. Um flerte inocente, até mesmo infantil, que começou com um "não acredito que ela está fazendo isso" e terminou em um namoro de oito meses.
É claro que eu gostava da Palmas, não sou cretino ao ponto de me relacionar com alguém não tendo sérias intenções, mas aconteceu tudo muito rápido, e talvez se tivesse sido um pouco mais devagar, não teria acontecido. O namoro mostrou que nós dois tínhamos demandas diferentes, que o outro não podia atender, e eu me sentia muito mal por ter sentimentos por outra pessoa.
Decidi terminar. Faz cerca de dois meses, um pouco antes desse isolamento estourar. Eu acredito que tenha sido melhor para os dois assim. Mas a Palmas não aceitou muito bem. Mesmo colocando meus sentimentos em panos limpos (exceto sobre a Girassol), pelo conteúdo das redes sociais dela, é perceptível que ela ainda sente algo e está magoada.
Durante minha relação com ela, eu fiquei mais próximo da Girassol, porque antes eu saia na maior parte do tempo com o Pontas e a namorada dele. E essa proximidade fez eu perceber que eu realmente gosto da Girassol.
O problema é que eu não sei se devo contar isso à ela. Eu acredito que talvez eu deva correr atrás da minha felicidade, mas o custo disso é alto. Independente dos sentimentos da Girassol serem recíprocos aos meus, eu não gostaria que a amizade dela com a Palmas mudasse. Ainda mais sendo esse preço algo que não sou eu quem paga, mas sim ela.
E essa, meus caros redditores, é a angústia que me tira o sono faz semanas. Texto longo, eu sei, mas meus sinceros "obrigado" à quem leu até o final.
Sintam-se abraçados e fiquem bem (em casa).
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2020.04.07 17:01 jnls96 Os opostos realmente se atraem?

Tenho ficado com uma garota há alguns meses, mas tenho pensado se é uma boa ideia pedi-la em namoro, pois nós somos muito diferentes um do outro ao ponto de não ter o que conversar. Ela não se interessa por filmes, livros, séries, estudos, política etc (não que eu seja fissurado nessas coisas) e a gente acaba sem assunto mesmo, não flui quase nada, não dá aquela vontade de ficar horas e horas conversando. Eu fiquei um bom tempo insistindo pra sair com ela, mas quando rolou e começamos a ficar, percebi isso ai, mas mesmo assim ela está apaixonada por mim, mas eu não sinto muito o mesmo por causa dessas diferenças e nessa quarentena o que eu sinto por ela esfriou mais ainda. Vocês acham que é bobagem da minha parte? Não estou falando que ela tem que ser uma cópia de mim, mas não ter nada em comum pra gente pelo menos fazer juntos ou conversar sobre, me incomoda bastante.
Vocês que tem namorada, vocês são opostos nos gostos ou são muitos parecidos?
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2020.02.10 15:30 KNWRV Escrevi esse conto e gostaria de um feedback

O funeral
Na estante de madeira, uma coleção de livros; uma televisão sobre a bancada, lâmpada fosca de tungstênio, ele se encontrava deitado sobre o teclado do computador, semi-desperto, na tela do computador se lia: “A vida e a morte de zdweddddddd...”. José Augusto era escritor, vivia de pequenos contos, algumas traduções aqui e outras ali. Dava pra pagar o pequeno apartamento em que vivia. Não tinha mais companhia, terminara com a namorada, o cachorro Tufão morreu há um mês. Vivia, ainda que mal vivia.
Prim,Prim...Ah! Acordou de sobressalto, era aquele maldito telefone, pra quê pagava aquela linha? Ninguém mais ligava ali, bom mas alguém ligava... Foi caminhando zonzo, no andar dos bêbados. Alô! É da casaa do senhor José Augustoo? – falava como se puxasse a última vogal de algumas palavras ou era a ligação- É sim. Quem fala? É Helena, mulher do Leonardo. Do Leonardo? Como ele tá? Já faz muito tempo que eu falei com ele! É assim...humf,humf... ele saiu dessa para uma melhor- disse entre choramingos. Meu deus. O funeral vai ser hoje à tarde, uma da tarde, seria bom se você aparecesse no funeral, ele pediu que eu te entregasse algo. Eu vou sim, claro que vou- falava estupefato- Tá certo... Tá certo. Funerária Jerusalém. Tá certo.
Morto, defunto, funeral... hoje? Uma hora? Mas como? Quando? Ele tava doente? Por que ele não falou nada? Faz o quê? Cinco anos? Seis? Sentou-se consternado, novamente, em frente do computador. Eram oito horas e trinta minutos, depois dessa mórbida conversa sentiu seu lábio rachado como as terras áridas do deserto, levantou-se da cadeira, a visão ficou turva e sentiu uma certa vertigem. Escuridão, tudo negro... morte? Morte? Não, ainda não. Andou meio bambo até a cozinha, retirou uma vasilha de água da geladeira. Bebeu direto dela, os copos estavam sujos. Funerária Jerusalém. Eu vou ter que pesquisar onde fica. Voltou ao quarto em duas passadas, sentou todo afobado, abriu o navegador, digitou no site de busca: Funerária Jerusalém. Descobriu que ficava na rua Azul do bairro que vivia, eram três quadras de distância, iria a pé, estava decidido.
Preto, é claro! Tem que ir de preto. Não poderia ir com a regata branca amarelada e esburacada na altura das axilas e nem mesmo o short florido que trajava no momento. Saiu do cômodo e voou pelo quarto para o armário. Cadê? Cadê? Aqui. Tirou uma amassada camisa do armário. Eu passo? É tenho que passar, mas primeiro a calça. Cadê? Cadê? Aqui! Pegou uma calça negra, mas com um buraco na parte esquerda da calça. Tem outra? Não, não tem. Droga! Jogou a calça e a camisa na cama. Meias? Precisa de meias pretas? Melhor né? Cadê? Cadê? Não tem, branco é tranquilo, é só a meia, pegou o único tênis que tinha; claramente preto. O tênis estava deplorável, a camisa amassada e a calça furada, mas era o que ele tinha.
Tem que passar a camisa... passo? Eu passo... não pra quê? Ninguém vai reparar, ninguém sabe que José Augusto é apenas um fracassado de quarenta anos, ninguém sabe, nem saberá. Que horas são? Olhou o relógio, já eram doze horas, mas já? Quanto tempo foi perdido nas roupas? Talvez uma fenda o tempo se abriu e me sugou para dentro e eu não percebi? Talvez o preto fosse uma espécie de cor sagrada em que o contato possibilitava romper as barreiras da realidade, os questionamentos fluíam da cabeça de José Augusto tomando forma na realidade, enfim concluía sempre seus pensamentos com um: “Hmm... devo escrever uma história sobre isso”. Já eram doze horas, isso lhe era inegável, ainda que tentasse justificar com ideias de ficção científica. É realmente não dá para passar. Voltou à cozinha; abriu a geladeira, tinha um pequeno prato com um pedaço de carne, pegou a margarina, caminhou até o fogão, ligou-o, chama alta, derramou quase toda a margarina na frigideira, fritou o bife, o boi morto ardia no metal, chiando, o som agudo causava certa irritação em seus ouvidos, levou o dedo ao ouvido, evitando o som que em poucos segundos cessou. Cortou um pedaço de pão velho perdido pela cozinha em uma cesta perto da geladeira, pôs a carne nele, comeu em duas mordidas. Tomo banho? Cheirou-se, não havia odor algum, não, só troco de roupa. Voltou ao quarto, trocou o folgado short que usava pela camisa amassada e a calça rasgada. Era hora de ir ao funeral.
Saiu do apartamento, trancou a porta, desceu as escadas, abriu o pequeno portão. Começou a andar no quarteirão, o sol estava queimando, os prédios mais distantes apareciam em formas distorcidas em meio ao calor como se fossem visões de uma realidade que nunca existira. Passou o primeiro cruzamento; faltavam três; uma velha corcunda vestida com um vestido florido e com cabelos brancos que pareciam brilhar em meio ao sol esperava no segundo cruzamento, ela quer atravessar? Ajudar uma velha, eu sou o quê, um escoteiro? Isso é tão ridículo. José confrontava a ideia de ajudar uma velha a atravessar a rua e não fazer nada, não importava sua escolha ambas aos seus olhos lhe pareciam ridículas, a primeira era algo quase que irreal, algo como um drama de uma história sem sal, típicas do seu trabalho de escritor menor; a segunda porque em nada mudaria o destino das estrelas no universo, uma pequena ação em uma rua tão pequena, nada poderia mudar o significado do mundo, porém alguma ação de José Augusto já havia mudado o universo? Ele pesava ambas com cuidado, agindo com uma balança perfeitamente regrada, ele sentia o que cada uma poderia causar: no fim concluiu que ajudar ou não ajudar não importava.
Quem sabe a primeira me compre um lugar no céu. Acreditava no céu? Isso não se sabe, nem ele sabia disse ao certo. José ia à igreja algumas vezes, sabia decorado alguns salmos, o pai-nosso, a ave-maria, credo e mais algumas, o tempo que passara na Eucaristia e em sua Crisma, lhe fora cansativo, porém internalizara bem os comandos de Dona Susana, mas não chegou a concluir se tinha uma fé verdadeira ou imposta, a verdade que nem ele sabia no que acreditava: às vezes se baseava puramente na ciência outras vezes falava de coisas imateriais e justificava com destino e outras coisas assim. Era um ser curioso, um escritor sem muito valor, mas bastante curioso.
Com as dúvidas na cabeça e o sol sobre a cabeça, ele se aproximou da velha corcunda. Senhora quer ajuda? Obrigado, meu filho.- disse abrindo um sorriso com os dentes amarelos, demarcados pela falta de alguns, entre os buracos parecia haver um fogo que ardia de dentro de seu ser. Ele a pegou em sua mão, a mão era fria, como se ele sentisse a mão do falecido que veria no funeral. Cuidadosamente, primeiro um pé e depois um outro, cuidado com os carros. Senhora, não precisa se apressar, vamos devagar. Isso, devagar. A velha somente ficava calada, mostrando seu sorriso furado e amarelo. Enfim atravessaram a rua, com certa lentidão típica daqueles que atravessam para o outro lado da rua. Largou a mão fria já na calçada, olhou os olhos da velha que mais pareciam tragar toda a luz e não emitir nenhuma, desafiando os princípios físicos e disse: A senhora tem que tomar cuidad... Tá falando com quem otário?! Disse um garoto com boné para trás que passava pela rua.
José Augusto desviou seu olhar para o jovem que passou e depois retornou para onde deveria estar a velha, mas ela já não estava mais lá. Olhou para os quatros cantos, a velha desaparecera em meio ao sol quente daquela quinta-feira. Como poeira naquele asfalto, a velha sumira diante do mundo, levada pelo vento quente. Como era de tentar justificar tudo José Augusto formava pensamentos desconexos para tentar compreender aquela história: foi o sol, ele pensava, o calor muda a visão e a realidade, apenas pode ser isso, assim como os prédios distorcidos, a velha não passava de uma distorção da realidade, existem algumas teorias físicas que apontam distorções do espaço-tempo, talvez a velha fosse uma extensão dessas distorções, pensava com a cabeça de um físico teórico. Continuou andando pelas cimentadas ruas, o sol queimava, mas ainda andava com passos firmes, formulando outras teorias sobre as distorções do continuum espaço-tempo. Absorto nessas ideias, ele não percebeu que apesar do sol incidir obliquamente sobre seu corpo, ele não tinha sombra, um fato muito mais curioso, haja visto que a velha caminhava logo atrás dele, sem nenhum som, ou seja seu desaparecimento não valia a pena ser investigado porque já reaparecera. Sob o sol forte, ele, enfim, chegou em frente à funerária, uma casa azul, com algumas flores amarelas na entrada e uma árvore murcha. José entrou fazendo o sinal da cruz.
“José”. Helena, há quanto tempo; Helena usava a típica roupa de viúva; negra, usava um véu sobre a cabeça branco que destoava, mas era o mais típica possível. Havia dois vasos com flores vermelhas na sala, no caixão do defunto, mais flores vermelhas e ao redor vários olhos vermelhos e inchados de choro. Perto do caixão estava a mesma velha corcunda do vestido florido, ela abriu o mesmo desdentado sorriso amarelo e José Augusto atônico, desviou o olhar das chamas que ardiam entres os furos de seu sorriso. O que foi José? Parece que viu um fantasma. Não é nada... não é nada, Helena. Ela tinha o nariz e os olhos verdes avermelhados, possivelmente do choro, pensava José. A idade não havia sido severa com Helena, ela ainda continuava bonita quando nos tempos da juventude. Ela um tanto apressada, com medo de não ter outra oportunidade, ela tirou do bolso uma pequena foto e disse: José, o Leonardo pediu para eu te entregar. Ela então entregou a foto amarelada: José e Leonardo jovens, em tempos de faculdade, sentados sobre o capô de um gol branco, José ria e Leonardo sorria olhando para baixo, o sol incidia sobre o vidro e aquele momento ficou capturado como uma alegre lembrança. Bons tempos, do que será que ele morreu? Eu pergunto? É rápido...ele olhou o nariz vermelho e subitamente sua coragem cedera, não, não pergunto, do que adianta saber, em que isso mudaria a situação?
Ele nunca me contou o porquê de vocês terem brigado, disse Helena com um certo tom de inocência na voz revelando seu inerente desejo de saber o porquê de tão bons amigos terem parado de se falar repentinamente, faz tanto tempo- disse lentamente José Augusto- eu nem lembro o motivo... eu devia ter pedido desculpas, ele olhava para os azulejos à portuguesa do chão. Ele também deveria, disse Helena abrindo um sorriso de complacência, sabendo da personalidade cabeça-dura de seu finado marido. Eles se despediram de uma forma silenciosa, Helena foi receber outros que chegavam, José sentou na cadeira de plástico bamba do canto esquerdo, com a foto na mão direita, que manuseava incessantemente entre os dedos, ele olhava fixamente para o caixão, assim como para a velha. Permaneceu sentando no canto por longos trinta minutos, alheio ao mundo; revivendo o garoto solitário que ficou amigo do garoto popular, dos jovens na faculdade, das alegres brincadeiras e queria lembrar o motivo da briga, mas não lembrava, fixava os olhos cansados sobre a foto, esquecera da velha por um momento, tentava lembrar com todas as suas forças o motivo da briga, mas não lembrava. Revisitando suas diáfanas memórias de amizade e juventude, dos namoros e diversões, de seu melhor amigo improvável, fez com que escorresse, por sua face que já enrugava, uma lágrima, somente uma, mas uma escorreu.
Levantou-se, foi-se embora lentamente, sem ninguém perceber, abriu a porta e saiu da funerária, também fazendo o sinal da cruz. A velha do sorriso amarelo o acompanhou; passou pela árvore murcha e as flores da entrada, sob o sol ainda fervente, voltou ao seu apartamento, alheio ao mundo, despercebendo as mudanças que os prédios sofriam, deixando a forma de prismas retos, para uma forma arredondada e curvada. A velha corcunda que o acompanhava, fazia o papel de sua sombra que inexplicavelmente sumira. José Augusto normalmente iria criar teorias científicas, filosóficas ou qualquer outro motivo para aqueles momentos, porém absorvido no passado que revivia em lembranças não pensava nisso, abriu a porta do seu apartamento que rangeu como um último grito de um moribundo, sentia em seu peito uma necessidade de escrever, sem trocar a roupa, comer ou beber água, encaminhou-se ao escritório, colocou a foto em cima da bancada, sentou em frente ao computador, a velha do sorriso amarelo ficara no canto do cômodo observando-o trabalhar, o seu sorriso era cada vez mais macabro, mas o escritor nada notava, apenas digitava, tudo que sentira naquela revisitação de suas memórias. José Augusto escrevera, até o anoitecer e além, o livro de sua vida: “Duas vozes”, a lua já estava alta e as estrelas cantavam, sentiu um grande sono e caiu sobre o teclado dormindo, com um sorriso escancarado, reconhecendo que escrevera uma obra digna de autores como Proust, Machado e Joyce, quem sabe estaria ele ao lado deles, após aquele livro.
A velha aproximou-se, deu-lhe um abraço e trouxe um pequeno cobertor do quarto para José, por uma última vez ela abriu o sorriso amarelo: É uma história bonita. Parabéns, José Augusto. Disse com sua voz fria e profunda que ecoava em uníssono com o silêncio do quarto frio.
“Duas vozes” virou um sucesso, falava-se dela nas ruas, na tevê, ganhara a aclamação de crítica e público, suas passagens eram recitadas por jovens e velhos e até sua abertura, que para os leitores era tão icônica, virou frase de para-choque de caminhão e tatuagens na pele de muitos que nunca viram o rosto de José Augusto, a frase era mais ou menos assim: “Cuide de suas lembranças, elas são o cemitério que você leva na cabeça”.
“Duas vozes” era claramente uma versão poética de sua amizade com Leonardo e todas as aventuras de infância, juventude e maturidade pelas quais passaram. Os críticos que a aclamaram depois, perceberam facilmente essa criação poética das lembranças e suas semelhanças com a realidade. Assim como destacam que foi escrita na quente quinta-feira do funeral de Leonardo e da morte de José Augusto.
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2020.01.16 01:33 KNWRV O Funeral

Na estante de madeira, uma coleção de livros; uma televisão sobre a bancada, lâmpada fosca de tungstênio, ele se encontrava deitado sobre o teclado do computador, semi-desperto, na tela do computador se lia: “A vida e a morte de zdweddddddd...”. José Augusto era escritor, vivia de pequenos contos, algumas traduções aqui e outras ali. Dava pra pagar o pequeno apartamento em que vivia. Não tinha mais companhia, terminara com a namorada, o cachorro Tufão morreu há um mês. Vivia, ainda que mal vivia.
Prim,Prim...Ah! Acordou de sobressalto, era aquele maldito telefone, pra quê pagava aquela linha? Ninguém mais ligava ali, bom mas alguém ligava... Foi caminhando zonzo, no andar dos bêbados. Alô! É da casaa do senhor José Augustoo? – falava como se puxasse a última vogal de algumas palavras ou era a ligação- É sim. Quem fala? É Helena, mulher do Leonardo. Do Leonardo? Como ele tá? Já faz muito tempo que eu falei com ele! É assim...humf,humf... ele saiu dessa para uma melhor- disse entre choramingos. Meu deus. O funeral vai ser hoje à tarde, uma da tarde, seria bom se você aparecesse no funeral, ele pediu que eu te entregasse algo. Eu vou sim, claro que vou- falava estupefato- Tá certo... Tá certo. Funerária Jerusalém. Tá certo.
Morto, defunto, funeral... hoje? Uma hora? Mas como? Quando? Ele tava doente? Por que ele não falou nada? Faz o quê? Cinco anos? Seis? Sentou-se consternado, novamente, em frente do computador. Eram oito horas e trinta minutos, depois dessa mórbida conversa sentiu seu lábio rachado como as terras áridas do deserto, levantou-se da cadeira, a visão ficou turva e sentiu uma certa vertigem. Escuridão, tudo negro... morte? Morte? Não, ainda não. Andou meio bambo até a cozinha, retirou uma vasilha de água da geladeira. Bebeu direto dela, os copos estavam sujos. Funerária Jerusalém. Eu vou ter que pesquisar onde fica. Voltou ao quarto em duas passadas, sentou todo afobado, abriu o navegador, digitou no site de busca: Funerária Jerusalém. Descobriu que ficava na rua Azul do bairro que vivia, eram três quadras de distância, iria a pé, estava decidido.
Preto, é claro! Tem que ir de preto. Não poderia ir com a regata branca amarelada e esburacada na altura das axilas e nem mesmo o short florido que trajava no momento. Saiu do cômodo e voou pelo quarto para o armário. Cadê? Cadê? Aqui. Tirou uma amassada camisa do armário. Eu passo? É tenho que passar, mas primeiro a calça. Cadê? Cadê? Aqui! Pegou uma calça negra, mas com um buraco na parte esquerda da calça. Tem outra? Não, não tem. Droga! Jogou a calça e a camisa na cama. Meias? Precisa de meias pretas? Melhor né? Cadê? Cadê? Não tem, branco é tranquilo, é só a meia, pegou o único tênis que tinha; claramente preto. O tênis estava deplorável, a camisa amassada e a calça furada, mas era o que ele tinha.
Tem que passar a camisa... passo? Eu passo... não pra quê? Ninguém vai reparar, ninguém sabe que José Augusto é apenas um fracassado de quarenta anos, ninguém sabe, nem saberá. Que horas são? Olhou o relógio, já eram doze horas, mas já? Quanto tempo foi perdido nas roupas? Talvez uma fenda o tempo se abriu e me sugou para dentro e eu não percebi? Talvez o preto fosse uma espécie de cor sagrada em que o contato possibilitava romper as barreiras da realidade, os questionamentos fluíam da cabeça de José Augusto tomando forma na realidade, enfim concluía sempre seus pensamentos com um: “Hmm... devo escrever uma história sobre isso”. Já eram doze horas, isso lhe era inegável, ainda que tentasse justificar com ideias de ficção científica. É realmente não dá para passar. Voltou à cozinha; abriu a geladeira, tinha um pequeno prato com um pedaço de carne, pegou a margarina, caminhou até o fogão, ligou-o, chama alta, derramou quase toda a margarina na frigideira, fritou o bife, o boi morto ardia no metal, chiando, o som agudo causava certa irritação em seus ouvidos, levou o dedo ao ouvido, evitando o som que em poucos segundos cessou. Cortou um pedaço de pão velho perdido pela cozinha em uma cesta perto da geladeira, pôs a carne nele, comeu em duas mordidas. Tomo banho? Cheirou-se, não havia odor algum, não, só troco de roupa. Voltou ao quarto, trocou o folgado short que usava pela camisa amassada e a calça rasgada. Era hora de ir ao funeral.
Saiu do apartamento, trancou a porta, desceu as escadas, abriu o pequeno portão. Começou a andar no quarteirão, o sol estava queimando, os prédios mais distantes apareciam em formas distorcidas em meio ao calor como se fossem visões de uma realidade que nunca existira. Passou o primeiro cruzamento; faltavam três; uma velha corcunda vestida com um vestido florido e com cabelos brancos que pareciam brilhar em meio ao sol esperava no segundo cruzamento, ela quer atravessar? Ajudar uma velha, eu sou o quê, um escoteiro? Isso é tão ridículo. José confrontava a ideia de ajudar uma velha a atravessar a rua e não fazer nada, não importava sua escolha ambas aos seus olhos lhe pareciam ridículas, a primeira era algo quase que irreal, algo como um drama de uma história sem sal, típicas do seu trabalho de escritor menor; a segunda porque em nada mudaria o destino das estrelas no universo, uma pequena ação em uma rua tão pequena, nada poderia mudar o significado do mundo, porém alguma ação de José Augusto já havia mudado o universo? Ele pesava ambas com cuidado, agindo com uma balança perfeitamente regrada, ele sentia o que cada uma poderia causar: no fim concluiu que ajudar ou não ajudar não importava.
Quem sabe a primeira me compre um lugar no céu. Acreditava no céu? Isso não se sabe, nem ele sabia disse ao certo. José ia à igreja algumas vezes, sabia decorado alguns salmos, o pai-nosso, a ave-maria, credo e mais algumas, o tempo que passara na Eucaristia e em sua Crisma, lhe fora cansativo, porém internalizara bem os comandos de Dona Susana, mas não chegou a concluir se tinha uma fé verdadeira ou imposta, a verdade que nem ele sabia no que acreditava: às vezes se baseava puramente na ciência outras vezes falava de coisas imateriais e justificava com destino e outras coisas assim. Era um ser curioso, um escritor sem muito valor, mas bastante curioso.
Com as dúvidas na cabeça e o sol sobre a cabeça, ele se aproximou da velha corcunda. Senhora quer ajuda? Obrigado, meu filho.- disse abrindo um sorriso com os dentes amarelos, demarcados pela falta de alguns, entre os buracos parecia haver um fogo que ardia de dentro de seu ser. Ele a pegou em sua mão, a mão era fria, como se ele sentisse a mão do falecido que veria no funeral. Cuidadosamente, primeiro um pé e depois um outro, cuidado com os carros. Senhora, não precisa se apressar, vamos devagar. Isso, devagar. A velha somente ficava calada, mostrando seu sorriso furado e amarelo. Enfim atravessaram a rua, com certa lentidão típica daqueles que atravessam para o outro lado da rua. Largou a mão fria já na calçada, olhou os olhos da velha que mais pareciam tragar toda a luz e não emitir nenhuma, desafiando os princípios físicos e disse: A senhora tem que tomar cuidad... Tá falando com quem otário?! Disse um garoto com boné para trás que passava pela rua.
José Augusto desviou seu olhar para o jovem que passou e depois retornou para onde deveria estar a velha, mas ela já não estava mais lá. Olhou para os quatros cantos, a velha desaparecera em meio ao sol quente daquela quinta-feira. Como poeira naquele asfalto, a velha sumira diante do mundo, levada pelo vento quente. Como era de tentar justificar tudo José Augusto formava pensamentos desconexos para tentar compreender aquela história: foi o sol, ele pensava, o calor muda a visão e a realidade, apenas pode ser isso, assim como os prédios distorcidos, a velha não passava de uma distorção da realidade, existem algumas teorias físicas que apontam distorções do espaço-tempo, talvez a velha fosse uma extensão dessas distorções, pensava com a cabeça de um físico teórico. Continuou andando pelas cimentadas ruas, o sol queimava, mas ainda andava com passos firmes, formulando outras teorias sobre as distorções do continuum espaço-tempo. Absorto nessas ideias, ele não percebeu que apesar do sol incidir obliquamente sobre seu corpo, ele não tinha sombra, um fato muito mais curioso, haja visto que a velha caminhava logo atrás dele, sem nenhum som, ou seja seu desaparecimento não valia a pena ser investigado porque já reaparecera. Sob o sol forte, ele, enfim, chegou em frente à funerária, uma casa azul, com algumas flores amarelas na entrada e uma árvore murcha. José entrou fazendo o sinal da cruz.
“José”. Helena, há quanto tempo; Helena usava a típica roupa de viúva; negra, usava um véu sobre a cabeça branco que destoava, mas era o mais típica possível. Havia dois vasos com flores vermelhas na sala, no caixão do defunto, mais flores vermelhas e ao redor vários olhos vermelhos e inchados de choro. Perto do caixão estava a mesma velha corcunda do vestido florido, ela abriu o mesmo desdentado sorriso amarelo e José Augusto atônico, desviou o olhar das chamas que ardiam entres os furos de seu sorriso. O que foi José? Parece que viu um fantasma. Não é nada... não é nada, Helena. Ela tinha o nariz e os olhos verdes avermelhados, possivelmente do choro, pensava José. A idade não havia sido severa com Helena, ela ainda continuava bonita quando nos tempos da juventude. Ela um tanto apressada, com medo de não ter outra oportunidade, ela tirou do bolso uma pequena foto e disse: José, o Leonardo pediu para eu te entregar. Ela então entregou a foto amarelada: José e Leonardo jovens, em tempos de faculdade, sentados sobre o capô de um gol branco, José ria e Leonardo sorria olhando para baixo, o sol incidia sobre o vidro e aquele momento ficou capturado como uma alegre lembrança. Bons tempos, do que será que ele morreu? Eu pergunto? É rápido...ele olhou o nariz vermelho e subitamente sua coragem cedera, não, não pergunto, do que adianta saber, em que isso mudaria a situação?
Ele nunca me contou o porquê de vocês terem brigado, disse Helena com um certo tom de inocência na voz revelando seu inerente desejo de saber o porquê de tão bons amigos terem parado de se falar repentinamente, faz tanto tempo- disse lentamente José Augusto- eu nem lembro o motivo... eu devia ter pedido desculpas, ele olhava para os azulejos à portuguesa do chão. Ele também deveria, disse Helena abrindo um sorriso de complacência, sabendo da personalidade cabeça-dura de seu finado marido. Eles se despediram de uma forma silenciosa, Helena foi receber outros que chegavam, José sentou na cadeira de plástico bamba do canto esquerdo, com a foto na mão direita, que manuseava incessantemente entre os dedos, ele olhava fixamente para o caixão, assim como para a velha. Permaneceu sentando no canto por longos trinta minutos, alheio ao mundo; revivendo o garoto solitário que ficou amigo do garoto popular, dos jovens na faculdade, das alegres brincadeiras e queria lembrar o motivo da briga, mas não lembrava, fixava os olhos cansados sobre a foto, esquecera da velha por um momento, tentava lembrar com todas as suas forças o motivo da briga, mas não lembrava. Revisitando suas diáfanas memórias de amizade e juventude, dos namoros e diversões, de seu melhor amigo improvável, fez com que escorresse, por sua face que já enrugava, uma lágrima, somente uma, mas uma escorreu.
Levantou-se, foi-se embora lentamente, sem ninguém perceber, abriu a porta e saiu da funerária, também fazendo o sinal da cruz. A velha do sorriso amarelo o acompanhou; passou pela árvore murcha e as flores da entrada, sob o sol ainda fervente, voltou ao seu apartamento, alheio ao mundo, despercebendo as mudanças que os prédios sofriam, deixando a forma de prismas retos, para uma forma arredondada e curvada. A velha corcunda que o acompanhava, fazia o papel de sua sombra que inexplicavelmente sumira. José Augusto normalmente iria criar teorias científicas, filosóficas ou qualquer outro motivo para aqueles momentos, porém absorvido no passado que revivia em lembranças não pensava nisso, abriu a porta do seu apartamento que rangeu como um último grito de um moribundo, sentia em seu peito uma necessidade de escrever, sem trocar a roupa, comer ou beber água, encaminhou-se ao escritório, colocou a foto em cima da bancada, sentou em frente ao computador, a velha do sorriso amarelo ficara no canto do cômodo observando-o trabalhar, o seu sorriso era cada vez mais macabro, mas o escritor nada notava, apenas digitava, tudo que sentira naquela revisitação de suas memórias. José Augusto escrevera, até o anoitecer e além, o livro de sua vida: “Duas vozes”, a lua já estava alta e as estrelas cantavam, sentiu um grande sono e caiu sobre o teclado dormindo, com um sorriso escancarado, reconhecendo que escrevera uma obra digna de autores como Proust, Machado e Joyce, quem sabe estaria ele ao lado deles, após aquele livro.
A velha aproximou-se, deu-lhe um abraço e trouxe um pequeno cobertor do quarto para José, por uma última vez ela abriu o sorriso amarelo: É uma história bonita. Parabéns, José Augusto. Disse com sua voz fria e profunda que ecoava em uníssono com o silêncio do quarto frio.
“Duas vozes” virou um sucesso, falava-se dela nas ruas, na tevê, ganhara a aclamação de crítica e público, suas passagens eram recitadas por jovens e velhos e até sua abertura, que para os leitores era tão icônica, virou frase de para-choque de caminhão e tatuagens na pele de muitos que nunca viram o rosto de José Augusto, a frase era mais ou menos assim: “Cuide de suas lembranças, elas são o cemitério que você leva na cabeça”.
“Duas vozes” era claramente uma versão poética de sua amizade com Leonardo e todas as aventuras de infância, juventude e maturidade pelas quais passaram. Os críticos que a aclamaram depois, perceberam facilmente essa criação poética das lembranças e suas semelhanças com a realidade. Assim como destacam que foi escrita na quente quinta-feira do funeral de Leonardo e da morte de José Augusto.
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2020.01.10 16:41 KNWRV Vejam oq vcs acham desse meu conto

O funeral
Na estante de madeira, uma coleção de livros; uma televisão sobre a bancada, lâmpada fosca de tungstênio, ele se encontrava deitado sobre o teclado do computador, semi-desperto, na tela do computador se lia: “A vida e a morte de zdweddddddd...”. José Augusto era escritor, vivia de pequenos contos, algumas traduções aqui e outras ali. Dava pra pagar o pequeno apartamento em que vivia. Não tinha mais companhia, terminara com a namorada, o cachorro Tufão morreu há um mês. Vivia, ainda que mal vivia.
Prim,Prim...Ah! Acordou de sobressalto, era aquele maldito telefone, pra quê pagava aquela linha? Ninguém mais ligava ali, bom mas alguém ligava... Foi caminhando zonzo, no andar dos bêbados. Alô! É da casaa do senhor José Augustoo? – falava como se puxasse a última vogal de algumas palavras ou era a ligação- É sim. Quem fala? É Helena, mulher do Leonardo. Do Leonardo? Como ele tá? Já faz muito tempo que eu falei com ele! É assim...humf,humf... ele saiu dessa para uma melhor- disse entre choramingos. Meu deus. O funeral vai ser hoje à tarde, uma da tarde, seria bom se você aparecesse no funeral, ele pediu que eu te entregasse algo. Eu vou sim, claro que vou- falava estupefato- Tá certo... Tá certo. Funerária Jerusalém. Tá certo.
Morto, defunto, funeral... hoje? Uma hora? Mas como? Quando? Ele tava doente? Por que ele não falou nada? Faz o quê? Cinco anos? Seis? Sentou-se consternado, novamente, em frente do computador. Eram oito horas e trinta minutos, depois dessa mórbida conversa sentiu seu lábio rachado como as terras áridas do deserto, levantou-se da cadeira, a visão ficou turva e sentiu uma certa vertigem. Escuridão, tudo negro... morte? Morte? Não, ainda não. Andou meio bambo até a cozinha, retirou uma vasilha de água da geladeira. Bebeu direto dela, os copos estavam sujos. Funerária Jerusalém. Eu vou ter que pesquisar onde fica. Voltou ao quarto em duas passadas, sentou todo afobado, abriu o navegador, digitou no site de busca: Funerária Jerusalém. Descobriu que ficava na rua Azul do bairro que vivia, eram três quadras de distância, iria a pé, estava decidido.
Preto, é claro! Tem que ir de preto. Não poderia ir com a regata branca amarelada e esburacada na altura das axilas e nem mesmo o short florido que trajava no momento. Saiu do cômodo e voou pelo quarto para o armário. Cadê? Cadê? Aqui. Tirou uma amassada camisa do armário. Eu passo? É tenho que passar, mas primeiro a calça. Cadê? Cadê? Aqui! Pegou uma calça negra, mas com um buraco na parte esquerda da calça. Tem outra? Não, não tem. Droga! Jogou a calça e a camisa na cama. Meias? Precisa de meias pretas? Melhor né? Cadê? Cadê? Não tem, branco é tranquilo, é só a meia, pegou o único tênis que tinha; claramente preto. O tênis estava deplorável, a camisa amassada e a calça furada, mas era o que ele tinha.
Tem que passar a camisa... passo? Eu passo... não pra quê? Ninguém vai reparar, ninguém sabe que José Augusto é apenas um fracassado de quarenta anos, ninguém sabe, nem saberá. Que horas são? Olhou o relógio, já eram doze horas, mas já? Quanto tempo foi perdido nas roupas? Talvez uma fenda o tempo se abriu e me sugou para dentro e eu não percebi? Talvez o preto fosse uma espécie de cor sagrada em que o contato possibilitava romper as barreiras da realidade, os questionamentos fluíam da cabeça de José Augusto tomando forma na realidade, enfim concluía sempre seus pensamentos com um: “Hmm... devo escrever uma história sobre isso”. Já eram doze horas, isso lhe era inegável, ainda que tentasse justificar com ideias de ficção científica. É realmente não dá para passar. Voltou à cozinha; abriu a geladeira, tinha um pequeno prato com um pedaço de carne, pegou a margarina, caminhou até o fogão, ligou-o, chama alta, derramou quase toda a margarina na frigideira, fritou o bife, o boi morto ardia no metal, chiando, o som agudo causava certa irritação em seus ouvidos, levou o dedo ao ouvido, evitando o som que em poucos segundos cessou. Cortou um pedaço de pão velho perdido pela cozinha em uma cesta perto da geladeira, pôs a carne nele, comeu em duas mordidas. Tomo banho? Cheirou-se, não havia odor algum, não, só troco de roupa. Voltou ao quarto, trocou o folgado short que usava pela camisa amassada e a calça rasgada. Era hora de ir ao funeral.
Saiu do apartamento, trancou a porta, desceu as escadas, abriu o pequeno portão. Começou a andar no quarteirão, o sol estava queimando, os prédios mais distantes apareciam em formas distorcidas em meio ao calor como se fossem visões de uma realidade que nunca existira. Passou o primeiro cruzamento; faltavam três; uma velha corcunda vestida com um vestido florido e com cabelos brancos que pareciam brilhar em meio ao sol esperava no segundo cruzamento, ela quer atravessar? Ajudar uma velha, eu sou o quê, um escoteiro? Isso é tão ridículo. José confrontava a ideia de ajudar uma velha a atravessar a rua e não fazer nada, não importava sua escolha ambas aos seus olhos lhe pareciam ridículas, a primeira era algo quase que irreal, algo como um drama de uma história sem sal, típicas do seu trabalho de escritor menor; a segunda porque em nada mudaria o destino das estrelas no universo, uma pequena ação em uma rua tão pequena, nada poderia mudar o significado do mundo, porém alguma ação de José Augusto já havia mudado o universo? Ele pesava ambas com cuidado, agindo com uma balança perfeitamente regrada, ele sentia o que cada uma poderia causar: no fim concluiu que ajudar ou não ajudar não importava.
Quem sabe a primeira me compre um lugar no céu. Acreditava no céu? Isso não se sabe, nem ele sabia disse ao certo. José ia à igreja algumas vezes, sabia decorado alguns salmos, o pai-nosso, a ave-maria, credo e mais algumas, o tempo que passara na Eucaristia e em sua Crisma, lhe fora cansativo, porém internalizara bem os comandos de Dona Susana, mas não chegou a concluir se tinha uma fé verdadeira ou imposta, a verdade que nem ele sabia no que acreditava: às vezes se baseava puramente na ciência outras vezes falava de coisas imateriais e justificava com destino e outras coisas assim. Era um ser curioso, um escritor sem muito valor, mas bastante curioso.
Com as dúvidas na cabeça e o sol sobre a cabeça, ele se aproximou da velha corcunda. Senhora quer ajuda? Obrigado, meu filho.- disse abrindo um sorriso com os dentes amarelos, demarcados pela falta de alguns, entre os buracos parecia haver um fogo que ardia de dentro de seu ser. Ele a pegou em sua mão, a mão era fria, como se ele sentisse a mão do falecido que veria no funeral. Cuidadosamente, primeiro um pé e depois um outro, cuidado com os carros. Senhora, não precisa se apressar, vamos devagar. Isso, devagar. A velha somente ficava calada, mostrando seu sorriso furado e amarelo. Enfim atravessaram a rua, com certa lentidão típica daqueles que atravessam para o outro lado da rua. Largou a mão fria já na calçada, olhou os olhos da velha que mais pareciam tragar toda a luz e não emitir nenhuma, desafiando os princípios físicos e disse: A senhora tem que tomar cuidad... Tá falando com quem otário?! Disse um garoto com boné para trás que passava pela rua.
José Augusto desviou seu olhar para o jovem que passou e depois retornou para onde deveria estar a velha, mas ela já não estava mais lá. Olhou para os quatros cantos, a velha desaparecera em meio ao sol quente daquela quinta-feira. Como poeira naquele asfalto, a velha sumira diante do mundo, levada pelo vento quente. Como era de tentar justificar tudo José Augusto formava pensamentos desconexos para tentar compreender aquela história: foi o sol, ele pensava, o calor muda a visão e a realidade, apenas pode ser isso, assim como os prédios distorcidos, a velha não passava de uma distorção da realidade, existem algumas teorias físicas que apontam distorções do espaço-tempo, talvez a velha fosse uma extensão dessas distorções, pensava com a cabeça de um físico teórico. Continuou andando pelas cimentadas ruas, o sol queimava, mas ainda andava com passos firmes, formulando outras teorias sobre as distorções do continuum espaço-tempo. Absorto nessas ideias, ele não percebeu que apesar do sol incidir obliquamente sobre seu corpo, ele não tinha sombra, um fato muito mais curioso, haja visto que a velha caminhava logo atrás dele, sem nenhum som, ou seja seu desaparecimento não valia a pena ser investigado porque já reaparecera. Sob o sol forte, ele, enfim, chegou em frente à funerária, uma casa azul, com algumas flores amarelas na entrada e uma árvore murcha. José entrou fazendo o sinal da cruz.
“José”. Helena, há quanto tempo; Helena usava a típica roupa de viúva; negra, usava um véu sobre a cabeça branco que destoava, mas era o mais típica possível. Havia dois vasos com flores vermelhas na sala, no caixão do defunto, mais flores vermelhas e ao redor vários olhos vermelhos e inchados de choro. Perto do caixão estava a mesma velha corcunda do vestido florido, ela abriu o mesmo desdentado sorriso amarelo e José Augusto atônico, desviou o olhar das chamas que ardiam entres os furos de seu sorriso. O que foi José? Parece que viu um fantasma. Não é nada... não é nada, Helena. Ela tinha o nariz e os olhos verdes avermelhados, possivelmente do choro, pensava José. A idade não havia sido severa com Helena, ela ainda continuava bonita quando nos tempos da juventude. Ela um tanto apressada, com medo de não ter outra oportunidade, ela tirou do bolso uma pequena foto e disse: José, o Leonardo pediu para eu te entregar. Ela então entregou a foto amarelada: José e Leonardo jovens, em tempos de faculdade, sentados sobre o capô de um gol branco, José ria e Leonardo sorria olhando para baixo, o sol incidia sobre o vidro e aquele momento ficou capturado como uma alegre lembrança. Bons tempos, do que será que ele morreu? Eu pergunto? É rápido...ele olhou o nariz vermelho e subitamente sua coragem cedera, não, não pergunto, do que adianta saber, em que isso mudaria a situação?
Ele nunca me contou o porquê de vocês terem brigado, disse Helena com um certo tom de inocência na voz revelando seu inerente desejo de saber o porquê de tão bons amigos terem parado de se falar repentinamente, faz tanto tempo- disse lentamente José Augusto- eu nem lembro o motivo... eu devia ter pedido desculpas, ele olhava para os azulejos à portuguesa do chão. Ele também deveria, disse Helena abrindo um sorriso de complacência, sabendo da personalidade cabeça-dura de seu finado marido. Eles se despediram de uma forma silenciosa, Helena foi receber outros que chegavam, José sentou na cadeira de plástico bamba do canto esquerdo, com a foto na mão direita, que manuseava incessantemente entre os dedos, ele olhava fixamente para o caixão, assim como para a velha. Permaneceu sentando no canto por longos trinta minutos, alheio ao mundo; revivendo o garoto solitário que ficou amigo do garoto popular, dos jovens na faculdade, das alegres brincadeiras e queria lembrar o motivo da briga, mas não lembrava, fixava os olhos cansados sobre a foto, esquecera da velha por um momento, tentava lembrar com todas as suas forças o motivo da briga, mas não lembrava. Revisitando suas diáfanas memórias de amizade e juventude, dos namoros e diversões, de seu melhor amigo improvável, fez com que escorresse, por sua face que já enrugava, uma lágrima, somente uma, mas uma escorreu.
Levantou-se, foi-se embora lentamente, sem ninguém perceber, abriu a porta e saiu da funerária, também fazendo o sinal da cruz. A velha do sorriso amarelo o acompanhou; passou pela árvore murcha e as flores da entrada, sob o sol ainda fervente, voltou ao seu apartamento, alheio ao mundo, despercebendo as mudanças que os prédios sofriam, deixando a forma de prismas retos, para uma forma arredondada e curvada. A velha corcunda que o acompanhava, fazia o papel de sua sombra que inexplicavelmente sumira. José Augusto normalmente iria criar teorias científicas, filosóficas ou qualquer outro motivo para aqueles momentos, porém absorvido no passado que revivia em lembranças não pensava nisso, abriu a porta do seu apartamento que rangeu como um último grito de um moribundo, sentia em seu peito uma necessidade de escrever, sem trocar a roupa, comer ou beber água, encaminhou-se ao escritório, colocou a foto em cima da bancada, sentou em frente ao computador, a velha do sorriso amarelo ficara no canto do cômodo observando-o trabalhar, o seu sorriso era cada vez mais macabro, mas o escritor nada notava, apenas digitava, tudo que sentira naquela revisitação de suas memórias. José Augusto escrevera, até o anoitecer e além, o livro de sua vida: “Duas vozes”, a lua já estava alta e as estrelas cantavam, sentiu um grande sono e caiu sobre o teclado dormindo, com um sorriso escancarado, reconhecendo que escrevera uma obra digna de autores como Proust, Machado e Joyce, quem sabe estaria ele ao lado deles, após aquele livro.
A velha aproximou-se, deu-lhe um abraço e trouxe um pequeno cobertor do quarto para José, por uma última vez ela abriu o sorriso amarelo: É uma história bonita. Parabéns, José Augusto. Disse com sua voz fria e profunda que ecoava em uníssono com o silêncio do quarto frio.
“Duas vozes” virou um sucesso, falava-se dela nas ruas, na tevê, ganhara a aclamação de crítica e público, suas passagens eram recitadas por jovens e velhos e até sua abertura, que para os leitores era tão icônica, virou frase de para-choque de caminhão e tatuagens na pele de muitos que nunca viram o rosto de José Augusto, a frase era mais ou menos assim: “Cuide de suas lembranças, elas são o cemitério que você leva na cabeça”.
“Duas vozes” era claramente uma versão poética de sua amizade com Leonardo e todas as aventuras de infância, juventude e maturidade pelas quais passaram. Os críticos que a aclamaram depois, perceberam facilmente essa criação poética das lembranças e suas semelhanças com a realidade. Assim como destacam que foi escrita na quente quinta-feira do funeral de Leonardo e da morte de José Augusto.
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